<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936</id><updated>2011-10-27T09:26:25.419-03:00</updated><category term='Crônicas'/><category term='Desventuras'/><category term='Música'/><category term='Vídeos'/><category term='Deu no jornal'/><category term='Games'/><category term='Editorial'/><category term='Cinema'/><category term='Zéluizíces'/><category term='Literatura'/><category term='Geral'/><category term='Participação Especial'/><title type='text'>Eu Não Sei Fazer Poesia...</title><subtitle type='html'>Aventuras e desventuras literárias de um Zé</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-6722467751771192562</id><published>2009-10-20T15:30:00.000-03:00</published><updated>2009-10-20T18:34:10.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Epitáfio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/St4qIZafn6I/AAAAAAAAAeM/c-pFCBbHUa8/s1600-h/livro+velho+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/St4qIZafn6I/AAAAAAAAAeM/c-pFCBbHUa8/s320/livro+velho+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394795727385763746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E eis que aqui acaba o Eu Não Sei Fazer Poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim: este é o último “capítulo” deste modesto blog que nasceu numa manhã tediosa de sábado, e morreu em uma das muitas tardes e noites corridas dos últimos 13 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que se diga: este (ainda) não é o fim de minhas pretensões no ramo das crônicas ruins. Apenas irei “mudar de endereço”. O motivo? Depois de refletir durante algum tempo, concluí que “Eu Não Sei Fazer Poesia” marcou um ciclo da minha vida. Um ciclo que já acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog, nascido apenas do desejo narcisista de um rapaz que gostaria de ser lido por alguns amigos e eventuais desconhecidos, cresceu meio desordenado, irregular. Foram quase dois anos de postagens, com textos criados a partir de idéias meio descabidas que, segundo a exótica visão deste que vos fala, poderiam render histórias supostamente engraçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que este espaço não nasceu com o objetivo claro de abrigar apenas minhas crônicas-cretinas. Seria um site pessoal de variedades, de desabafos... Mas a idéia nunca vingou. Resolvi me ater apenas aos textos mais humorísticos. Se é que mais alguém além de mim tinha um senso de humor tão esquisito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, mesmo tendo um bocado de vergonha de uma porção de coisas que escrevi, ainda tenho um orgulho danado deste humilde blog, principalmente se levar em conta que fui presenteado com a visita de vários amigos, e que conheci muita gente interessante graças a ele. E, salvo alguns casos onde eu fiz uma pressão psicológica pedindo para ser visitado (ah, a vaidade...), a maioria dos leitores passou aqui por vontade própria, o que, admito, deixou-me assaz orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já era a hora de terminar. O “Eu Não Sei Fazer Poesia” passou tempo demais parado. Gangrenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como ainda bate em minha consciência uma vontadezinha persistente de continuar cultivando minhas abobrinhas literárias, decidi por bem dar uma segunda chance ao meu espírito blogueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, anuncio que a partir de agora passarei a escrever no blog &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pois-ze.blogspot.com/"&gt;Pois Zé (www.pois-ze.blogspot.com)&lt;/a&gt;, minha mais nova empreitada no ramo dos blogs ruins e dispensáveis que existem aos montes por aí. A fórmula será praticamente a mesma deste espaço: crônicas, e eventuais postagens sobre alguma coisa interessante que por ventura me chamar à atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: dito isso, é chegada a hora de encerrar as atividades desta birosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos que prestigiaram este espaço, meu sincero muito obrigado. O carinho e a receptividade de vocês serão sempre lembrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: eu ainda não aprendi a fazer poesia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VISITEM:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://pois-ze.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 98px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/St4rYpYA_8I/AAAAAAAAAeU/Ke-N-kniEOc/s320/novo+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394797106059870146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-6722467751771192562?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/6722467751771192562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/6722467751771192562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2009/10/epitafio.html' title='Epitáfio'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/St4qIZafn6I/AAAAAAAAAeM/c-pFCBbHUa8/s72-c/livro+velho+2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7193584063465868954</id><published>2008-08-26T20:00:00.008-03:00</published><updated>2008-08-28T11:53:54.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Danilinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SLSKoFaPGLI/AAAAAAAAAPk/OyGSG3Uh6b0/s1600-h/justi%C3%A7a1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SLSKoFaPGLI/AAAAAAAAAPk/OyGSG3Uh6b0/s320/justi%C3%A7a1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238964687790348466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No começo ele chegou a pensar que era um assalto. Caminhava pela rua quando foi agarrado pelo pescoço numa chave de braço digna de medalha olímpica se estivsse na disputa de luta greco-romana. Quando finalmente conseguiu se desvencilhar do ataque, se deu conta que quem tinha lhe agarrado não era um bandido. Pelo menos não um bandido qualquer: tratava-se de uma loira alta, esguia, que exibia um sorriso de felicidade escancarado. Uma visão tão deslumbrante que lhe fez engolir seco as dúzias de impropérios que iria desferir assim que fosse solto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Danilinho!!! Eu não acredito que é você! &lt;/span&gt;– Gritou a moça, visivelmente comovida com o encontro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Mas nem ele acreditou, já que o seu nome era Felipe, não Danilo. Aliás, numa rápida análise de memória, se deu conta de que nem ao menos conhecia alguém com aquele nome. Também nunca tinha visto antes aquela loira de atributos generosos, tinha certeza. Era bom fisionomista. Jamais esqueceria um rosto (e um corpo) como aquele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Obviamente tratava-se de um engano. Devia ser parecido com o tal de Danilinho, que provavelmente era um velho amigo dela do passado. Quer dizer: não deveria ser só um "velho amigo", e sim um "grande amigo". Dava para ver em seu rosto. Sua empolgação era tamanha, que parecia estar diante de um tesouro recém descoberto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Era uma pena, mas teria que explicar que não, ele não era o Danilinho. E olha que, naquelas circunstâncias, ele bem que queria ser. Praguejou em pensamento: “Se não bastasse eu estar sozinho, ainda tenho que dispensar uma obra de arte dessas. É muita ironia do destino!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;No entanto, quando ia desfazer o equívoco foi contido por outro abraço da loira sorridente. Ficou sem ação. Sua cabeça pedindo para explicar a situação de uma vez, mas seu corpo estagnado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Caramba! Eu não acredito que é você!&lt;/span&gt; – Disse a moça, com os olhos marejados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Na verdade acho que a senhorita está...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Você lembra-se de mim, né?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ele ainda tentava assimilar a situação. Não era todo dia que uma mulher daquelas se atirava, literalmente, no seu pescoço. Duas vezes. Pior ainda: ela lhe observava com cara de criança pidona à espera de um “sim, eu lembro de você”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Aqueles olhos verdes, esperançosos por uma resposta positiva, e ele ali, prestes a acabar com tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Talvez fosse o Sol forte na nuca, ou aqueles lábios reluzentes trêmulos de expectativa, mas ele não conseguiu dizer não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Mas é claro que eu lembro de você!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Foi pego de surpresa com a própria resposta. Não era homem de enganar ninguém, muito menos de ficar flertando com uma moça que jamais tinha visto antes. “Ai meu Deus, o que foi que eu fiz?”, pensou ele já meio arrependido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Aiiii Danilinho! Que bom! Você não sabe da saudade que eu sentia de você. &lt;/span&gt;– Disse ela, abraçando-o novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Mais um abraço daqueles e ele admitiria ser até a Cleópatra se ela pedisse. Aqueles braços delicados em volta de seu pescoço, os seios fartos repousados contra seu peito, aquele corpo voluptuoso e macio como seda junto ao dele, o perfume doce que inundava seu olfato... Não dava para resistir. Os sentidos sucumbiram à razão. Era seu dever cívico levar a conversa adiante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ainda empolgada, ela carregou-o pela mão até a mesa de uma cafeteria que ficava do outro lado da rua. Um encontro daqueles, mesmo inesperado, merecia um diálogo de verdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Sentaram-se. Ela pediu um cappuccino, só para ter um álibi para usar a mesa. Ele, para acompanha-la, um café.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Quanto tempo, né?&lt;/span&gt; – Disse ela, sem tirar o enorme sorriso da cara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Ô! Bota tempo nisso.&lt;/span&gt; – Respondeu ele ainda meio sem jeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Fazem o quê? 15 anos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É... É... Acho que fazem sim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Nossa! O que a gente aprontou naquele colégio, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É... No colégio! Aprontamos horrores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você sempre metido em confusão e eu sempre salvando a sua pele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu era santinha, até conhecer você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Pois é.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Não tinha o que dizer. Como dialogar sobre o passado com alguém que não se conhece? Usava apenas respostas evasivas, tentando fazer com que ela soltasse alguma pista com que pudesse trabalhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembra daquela vez em que a gente botou chiclete na cadeira da professora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Acho que lembro, sim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lógico que lembra. Tem que lembrar. Foi você que insistiu pra gente fazer aquilo. Aliás, você sempre me convencia com aquela sua lábia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É, né? Eu era... Terrível!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Como era mesmo o nome daquela professora? Só sei que era bem engraçado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Bozolina?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não... Não era isso! Mas você devia lembrar. Você tinha fama de ter memória de elefante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu? Imagina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Tinha sim... &lt;/span&gt;– Neste instante o garçom trouxe os pedidos: o cappuccino dela e o café dele. Ela questionou. – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aliás, se bem me lembro, você não bebia café.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Sentiu que estava prestes a ser desmascarado. Desconversou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Muita coisa mudou de lá pra cá.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Discordo. Você, pelo menos por fora, não mudou nadinha. Tá a cópia exata do cara que era da última vez que te vi. Até parece que o tempo não passou para você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-O que é isso, imagina! Você sim está ótima. Linda como sempre.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Parecia impossível, mas ela conseguiu sorrir com ainda mais intensidade depois do elogio, fazendo o Felipe concluir que tinha tomado a decisão certa ao dizer ser quem não era. Só aquele sorriso já tinha recompensado com sobras sua ousadia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-A gente era tão amigo, lembra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro que lembro... Éramos... Sei lá... Inseparáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu te contei todos os meus segredos. Era a única pessoa em quem eu confiava. Você era o meu porto seguro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pois é. Mas eu também te contava meus segredos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Contava nada. Dizia que eram coisas pesadas demais pra compartilhar comigo. Típica desculpinha esfarrapada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ah, é? Tinha esquecido disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembra daquelas tardes em que passamos embaixo daquele pé de ipê no quintal de minha casa, papeando sem parar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembra como a gente gostava de ficar deitado na grama até bem tarde para contar as estrelas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembra daquele esconderijo secreto que a gente tinha lá perto da sua casa, onde volta e meia a gente visitava só pra poder ficar sozinho e conversar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pois é. Fazíamos uma bela dupla.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É... Uma dupla do Barulho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-“Danilinho e Sandrinha, os terríveis!”, era assim que chamavam a gente, tá lembrado?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Sandra, vulgo Sandrinha. Finalmente tinha descoberto o seu nome. Se bem que o diminutivo não tinha qualquer validade. Não existia nada de “inho” nela. A Sandra era “ão”, dos pés à cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Como é que eu poderia me esquecer? Foi uma época tão feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Para mim também, sabia? Juro pra você que eu acho que foi uma das melhores da minha vida. Mas o mundo da voltas. A gente cresce, e perde contato com as pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pois é.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Mas agora o destino nos pôs de volta um no caminho do outro. Não vou te perder mais de vista.&lt;/span&gt; – Neste instante, ela delicadamente pegou em suas mãos e olhou no fundo de seus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Nem eu, nem eu...&lt;/span&gt; – Disse o Felipe, tentando retomar os próprios batimentos cardíacos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sabe... Quando eu te vi... Sei lá! Não me controlei. Tinha certeza que era você, por isso te agarrei daquele jeito, pelo pescoço. Percebi que você ficou meio sem jeito. Desculpe se te dei um susto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Não tem problema. Admito que me assustei um pouco na hora. Mas foi um susto bacana. O mais lindo que eu já tive.&lt;/span&gt; – Retrucou ele, deixando-a visivelmente encabulada com a frase.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ele vibrou com o próprio flerte. Podia ser só coisa da sua cabeça, mas sentia que existia mais do que nostalgia na voz da moça que lhe confundira com outro homem. Ela parecia fascinada. Era como se tivesse algum tipo de sentimento mal resolvido entre ela e o velho amigo que ele fingia ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você, hein? Sempre um galanteador, né Danilinho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-O que eu posso fazer? Você causa isso nas pessoas. Só estou relatando o que vejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não foi o que você me disse há 15 anos, lembra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Como?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você sabe que eu era louca por você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sei??&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro que sabe... Lembra que poucos dias antes da gente terminar o colégio, eu te pedi em namoro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pediu??&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Até cheguei a pensar que você ficou meio bravo comigo, na época. Fiquei mal e tudo mais. Foi um peso na consciência que carreguei comigo por todos estes anos. Você não ficou bravo, ficou?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;O Felipe mal podia acreditar. Estava diante de uma das mulheres mais deslumbrantes que tinha visto em toda vida, e ela tinha acabado de admitir que era apaixonada por ele desde menina. Quer dizer: por ele não. Por um cara muito parecido com ele. Mas isso era só um detalhe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro que não. Por que iria ficar chateado com você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-É que, sei lá. Na época você pareceu ter ficado. Disse que não queria namorar comigo, que não queria estragar nossa amizade. Você foi gentil, mas achei que tinha se zangado por eu ter tomado a iniciativa de tentar algo mais sério.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;O Felipe não pôde deixar de praguejar o Danilinho em pensamento. Como é que um homem em sã consciência poderia negar um pedido de namoro de uma mulher daquelas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Eu jamais faria isso. Você sempre foi importante para mim. &lt;/span&gt;– Disse ele, modulando sua voz para o estilo “cantor de bolero”, deixando-a ainda mais sem jeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Ai, Danilinho!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“Dane-se o bom senso”, pensou o Felipe. Aquílo não era coincidência, aquílo era o destino! Sim, o destino. Situações como aquela não aconteciam à toa. Alguma coisa deveria ter colocado ele ali para corrigir aquela injustiça, para saldar a dívida que o frouxo do Danilinho não tinha quitado no passado. Era seu dever terminar o que um dia aquele canalha tinha começado. Era questão de justiça fazer a Sandrinha feliz... Pelo menos era o que ele diria a si mesmo se sua consciência ficasse pesada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Mas, olha: quer saber? Você fez a coisa certa quando não aceitou o meu pedido.&lt;/span&gt; – Disse ela, tentando desconversar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não. Eu estava errado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Errado? Como assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu errei. Ficar com você teria sido a coisa certa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sério, Danilinho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não teve um só dia durante todos estes anos em que eu não tivesse me arrependido daquela decisão, Sandrinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ai, Danilo! Não brinque com uma coisa dessas. Você não sabe como foi difícil para mim te esquecer e...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Pois a partir de hoje você não precisará mais me esquecer. Poderá me guardar para sempre em seu coração. &lt;/span&gt;– Disse o Felipe, para em seguida tomar a Sandrinha nos braços e beijá-la longamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Horas mais tarde, no apartamento da Sandrinha, o Felipe se distraía fazendo planos para o futuro enquanto observava a loira deslumbrante que tinha lhe agarrado na calçada dormindo nua na cama do quarto, com um inconfundível sorriso de felicidade entre os lábios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;No dia seguinte, durante o café, explicaria para ela a situação. Diria que não era o Danilinho, e sim o Felipe, um leonino de 27 anos que trabalha como contador. Um paranista, solteiro, que gosta de ler revistas em quadrinhos e jogar vídeo-game nas horas vagas. Em síntese: um partidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Se ela por ventura não gostasse da revelação (hipótese bastante improvável na visão dele), explicaria que ficou comovido com a situação da moça, e que iria se sentir um canalha se tivesse que lhe dizer que não era seu amigo dos tempos de adolescência. Diria que era um cara altruísta, do tipo que não pode ver ninguém sofrendo, que já quer ajudar. Além do mais, iria fazê-la feliz, como o tapado do antigo colega (que segundo ele era um safado de marca maior por ter “‘enganado’ ela durante todos aqueles anos de convívio, lhe dando falsas esperanças”) jamais faria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ela certamente haveria de entender a situação e perdoá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Naquele instante, a Sandrinha acordou. Com muito custo, abriu discretamente os olhos, se espreguiçou, e com um sorriso nos lábios perguntou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você não vem dormir? Está tão gostoso aqui...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Já vou meu anjo, já vou.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ainda reflexivo, cochichou baixinho, para si mesmo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Danilinho, Danilinho... Você deveria me agradecer!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;E foi deitar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7193584063465868954?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7193584063465868954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7193584063465868954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/08/danilinho.html' title='Danilinho'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SLSKoFaPGLI/AAAAAAAAAPk/OyGSG3Uh6b0/s72-c/justi%C3%A7a1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-6997160551950154672</id><published>2008-08-26T19:30:00.000-03:00</published><updated>2008-08-26T20:00:10.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Piada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SLR8oqT-lkI/AAAAAAAAAPc/scErblhxSBA/s1600-h/bozopiada1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SLR8oqT-lkI/AAAAAAAAAPc/scErblhxSBA/s320/bozopiada1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238949304533423682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É oficial: o melhor programa de humor da TV brasileira chama-se “horário eleitoral gratuito”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;É impressionante a capacidade que os postulantes a cargos públicos têm de passar ridículo em TV aberta só para chamar a atenção do povo. Mais impressionante ainda é como os publicitários envolvidos nas campanhas permitem que estas pessoas cometam atrocidades ao bom senso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Chego a imaginar que certas coisas são até incentivadas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu pensei numa rima pra dizer durante o meu tempinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sério senhor Valdeci? Vamos ouvir!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-“Valdeci, esse é dos bão!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ummm... Bacana. Só não rimou!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ah não? Bem que minha filha tinha me dito isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas serve de slogan. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ah é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Serve sim. Muito original, inclusive.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sério? Fui eu mesmo que fiz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É, percebi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E quanto as minhas propostas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Que propostas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Minhas propostas de campanha pra falar na TV.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Nossa! O senhor tem propostas? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E não era para ter?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Na teoria era, mas ninguém traz. É supérfluo. Além do mais, o povo gosta mesmo é do espetáculo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Espetáculo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sim. O senhor sabe fazer careta?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Careta?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É. O povo gosta disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sério?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro! O slogan e uma careta. Sucesso na certa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Será que dá certo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro que dá. A democracia é isso, amigo. Tenho anos de experiência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Bem... Já que você está dizendo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ótimo! Esse é o espírito. Vamos lá, me mostre o que pode fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Tá jóia, lá vai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Razoável. Tente esticar mais a boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Só vai até aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Entendo. É... Não vai ter jeito. Produção!! Tragam a barba postiça! &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Não me levem a mal: acho extremamente triste ver como somos tratados como idiotas por boa parte dos políticos, e mais triste ainda: como muitas pessoas ignoram (ou simplesmente não enxergam) isso, e depositam seus votos nestas pessoas. No entanto, não tem como não rir da nossa própria desgraça. É como uma daquelas piadas de humor negro: a gente sabe que não deveria, mas gargalha assim mesmo com a situação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Tem que rir para não chorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-6997160551950154672?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/6997160551950154672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/6997160551950154672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/08/piada.html' title='Piada'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SLR8oqT-lkI/AAAAAAAAAPc/scErblhxSBA/s72-c/bozopiada1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-1125610706798789812</id><published>2008-07-27T11:06:00.008-03:00</published><updated>2008-07-28T10:36:46.558-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Estômago</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Wv-iB-3LqHw/SIyEFWQiuZI/AAAAAAAAAO8/Pixm9lf1wxc/s1600-h/estomagoblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Wv-iB-3LqHw/SIyEFWQiuZI/AAAAAAAAAO8/Pixm9lf1wxc/s320/estomagoblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227698494879480210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O Everson era uma espécie de lenda entre os amigos. Quando se reuniam em busca de diversão, era ele quem comandava as hordas bárbaras de beberrões com a autoridade de um general em combate. Dava ordens aos garçons, administrava e distribuía os aperitivos, e bebia tal qual um possante de oito cilindros num posto de gasolina. Um “Genghis Khan” do boteco, como era conhecido informalmente.&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ninguém ali era capaz de fazer frente ao espírito kamikaze do rapaz, que tinha em seu currículo boêmio comas alcoólicos suficientes para registrar em catálogo. Alguns, inclusive, dignos de admiração pelos demais colegas.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lembra daquele porre do Everson?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Se eu lembro? Fui eu quem tive que levar ele pra casa, tá lembrado?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como será que ele conseguiu, hein? Nunca tinha visto ninguém beber tanto.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vai por mim... O Everson é um fenômeno. As cervejarias deveriam construir estátuas a ele em praça pública como forma de agradecimento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas um dia tudo mudou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O Everson mal tinha consumido a primeira dúzia de garrafas de cerveja quando sentiu uma fisgada no estômago. À medida que o tempo passava a sensação ruim piorava. Uma ânsia cada vez mais incontrolável ia, sorrateira, vencendo seu autocontrole. Não demorou muito para que a situação ficasse insustentável. Sem alternativa, correu para o banheiro, onde, segundo ele próprio, só não vomitou a própria alma porque felizmente ela não era liquida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo a contragosto aceitou a sugestão de passar alguns dias afastado dos eventos etílicos promovidos pela galera. Afinal de contas, tanto abuso no decorrer dos anos certamente teria seu preço, nem que esse fosse o de passar algum tempo longe do bar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na semana seguinte, já aparentemente recuperado, foi ao encontro dos colegas. Mas a tão aguardada volta triunfal parou nos primeiros goles. A sensação ruim não só voltou, como dessa vez as conseqüências foram ainda mais vorazes. Foi levado para casa às pressas, antes que a situação ficasse pior, e que o banheiro do local fosse permanentemente interditado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Inconformado, perguntou a si mesmo o que estava acontecendo. Nunca tivera tido aquele tipo de “frescura” antes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Insistente, continuou tentando sistematicamente reassumir o controle sobre o seu estômago... Em vão. A coisa piorara a tal ponto, que até o cheiro de uma bebida qualquer lhe causava asco.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de algumas semanas de golfadas persistentes e incontroláveis, contrariou seus próprios princípios e resolveu ir a um médico.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Exames e mais exames chegaram ao mesmo diagnóstico: ele estava absolutamente saudável.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas doutor... Eu nem posso chegar perto de uma bebida com um pouquinho de álcool que eu começo a passar mal. Tem que ter alguma coisa fora do lugar!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acredite: você está mais saudável do que a maioria das pessoas por aí.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não tem de errado nada mesmo?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nada!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nem no estômago, no fígado... Sei lá!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, tudo em ordem.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nem uma cirrosezinha?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha: pelo que você me descreve, isso é absolutamente psicológico.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas não tem sentido.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é. Mas só pode ser isso. Fisicamente você está em perfeitas condições.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A coisa era pior do que ele imaginava. Se um beberão que não conseguia nem ao menos ser repreendido pelo médico era motivo de vergonha, que dirá então um que era classificado como “saudável”... Era a humilhação suprema.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Desesperado, partiu em busca de uma cura para sua insólita “maldição”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Psicólogos, psiquiatras, gastroenterologistas, videntes, pais-de-santo... Todas as alternativas possíveis de melhora foram buscadas, fossem elas ortodoxas ou não. No entanto, nenhuma surtiu resultado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Resignado, concluiu que seu estômago tinha se tornado uma espécie de “chacota divina”, uma prova inexorável que Deus não só tinha um senso de humor bastante peculiar, como adorava fazer uma piada. Afinal de contas, quer algo mais irônico do que um boêmio de pedigree que não consegue mais beber, por mais saudável que ele estivesse?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O Todo Poderoso deveria estar lá em cima, rindo pra valer da própria anedota.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vez por outra ele ainda comparece aos encontros promovidos pelos colegas, apenas como espectador. Mas não é a mesma coisa. Descobriu que ser o único são numa mesa de bar tira toda a graça da brincadeira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje o Everson é um outro homem: vive uma vida regrada, só toma água, come apenas alimentos saudáveis, perdeu peso, arranjou uma bela namorada, passou a aproveitar melhor seu tempo, prosperou profissionalmente e etc, etc, etc...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, há quem diga que às vezes é possível encontrá-lo num canto qualquer, chorando feito criança, com saudades de seus tempos de boêmio.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pobre Everson... Que mundo cruel!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-1125610706798789812?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/1125610706798789812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/1125610706798789812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/07/estmago.html' title='Estômago'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Wv-iB-3LqHw/SIyEFWQiuZI/AAAAAAAAAO8/Pixm9lf1wxc/s72-c/estomagoblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4721518997062627453</id><published>2008-07-07T22:00:00.001-03:00</published><updated>2008-07-08T18:07:35.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Ódio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Conheceu-a numa festa. Tinham uma amiga em comum que lhes apresentou um ao outro, achando que a dupla combinava. Mas ele não achou. Não era feia, mas tinha algo nela (nem ele sabia dizer o que) que tinha lhe despertado uma intolerância ímpar. Não era nem antipatia. Odiou-a de uma vez. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Semanas mais tarde, por uma dessas ironias do destino, descobriu que não só trabalhavam na mesma empresa, como dividiriam o mesmo setor. Os cargos eram parecidos, e exigiam colaboração mútua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A convivência diária só fez aflorar ainda mais repugnância de sua parte para com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Odiava o jeito que ela lhe dizia “bom dia” pela manhã. Odiava a forma como sua voz esganiçada tomava conta de todo o ambiente inundando seus ouvidos. Odiava seus comentários a respeito de qualquer coisa, fosse um assunto ligado ao trabalho ou não. Odiava sua pretensiosidade oculta, seu ego inflado que fazia questão de esconder de todos com falsos sorrisos inocentes. Odiava a maneira paciente com que lhe dava conselhos técnicos sobre a empresa, tratando-o como um ignorante qualquer. Odiava o seu olhar moralista que parecia sempre fazer questão de analisá-lo após cada atitude. Odiava a simpatia complacente e consoladora que manifestava, quase que por pena, após suas falhas. Odiava suas congratulações efusivas, obviamente falsas, após cada um de seus acertos. Odiava a maneira com que ela agia nas negociações do trabalho, dando sempre a entender que não confiava nele. Mas, acima de tudo, odiava ouvir dos demais colegas que eles faziam uma grande dupla, e que a empresa tinha conseguido ótimos resultados graças ao esforço conjunto deles. Odiava ter que dividir os seus méritos com aquela mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Um dia (por pura formalidade, deduziu) ela o convidou para um encontro com alguns conhecidos. Sentiu náuseas quando ouviu o convite. Odiava pensar na hipótese de ter que transformar sua noite de descanso numa tortura semelhante a que tinha todos os dias durante o horário de trabalho. No entanto, odiava ainda mais dar a ela a oportunidade de classificá-lo como um chato que vivia enclausurado em casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Aceitou o convite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Encontraram-se num bar ele, ela e uns conhecidos. Pediram umas cervejas e começaram a conversar. Odiava ter de escutar seus comentários fúteis. Odiava a forma irônica com que defendia seus argumentos, quase que desmoralizando seus parceiros de conversa. Odiava o sorriso entreaberto de satisfação que manifestava após cada colocação bem sucedida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Entediado, tentou puxar assunto com os outros colegas de mesa, mas não conseguiu. Odiava a forma como ela falava alto e monopolizava as atenções. Tentou deixa-la sem argumentos, ousou questiona-la. Foi vencido. Odiava admitir que ela tinha se mostrado mais esperta que ele. Lhe odiava ainda mais por isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Sem ter o que fazer, passou a observá-la, como que tentando encontrar alguma coisa digna de empatia, mesmo apostando com si mesmo que isso era impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Não encontrou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Odiava o seu cabelo: liso, bicolor e cheio de pontas duplas. Tão opaco quanto os seus olhos negros. Odiava a geometria de seu rosto, que era plano, quase que esquadrinhado numa prancheta. Odiava seu corpo esguio, sem grandes atrativos exceto os seios, cujo tamanho avantajado destoava do resto de seu corpo. Gostava de seios, mas odiava corpos desproporcionais. Odiava a forma com que caminhava, quase que rebolando, numa marcha semi-ritmada que se fosse de outra pessoa talvez que despertasse risos, mas que no caso dela só lhe gerava ainda mais antipatia. Odiava também a forma com que usava as mãos de forma expansiva e escandalosa para gesticular enquanto falava. Só não odiou o fato de constatar que não existia nada nela que não lhe irritasse. Odiaria descobrir que estava errado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Já em casa, tentou dormir, mas o sono não vinha. A voz chata da colega de trabalho ecoava em sua cabeça como um arranhar de unhas num quadro negro. Odiava lembrar do dia horrível e humilhante que tinha tido graças a ela. Odiava imaginar que teria que encontrá-la novamente pela manhã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ódio. Puro e simples ódio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Perguntou a si mesmo porque ela o incomodava tanto. Sua intolerância transcendia os limites normais que conhecia. Odiava sua personalidade, sua aparência, seus conhecimentos... Sentia-se fraco diante de tanta repulsa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Refletiu, refletiu e refletiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Concluiu que nunca tinha tido um sentimento tão forte, mesmo ruim, por ninguém antes. Odiá-la, de certa forma, dava um sentido a sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Devia ser amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Namoraram, casaram-se e tiveram três filhos... Mas ele continuou odiando-a secretamente durante todos aqueles anos. Odiava sua comida, odiava o sexo com ela, odiava acordar ao seu lado todos os dias, odiava ver a forma como ela educava os filhos, odiava ouvir suas histórias, odiava dividir um mesmo teto com ela...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;E, acima de tudo: odiava admitir, mas faziam um belo casal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4721518997062627453?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4721518997062627453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4721518997062627453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/07/dio_07.html' title='Ódio'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3193264267043776798</id><published>2008-07-07T19:22:00.000-03:00</published><updated>2008-07-07T19:23:42.794-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Participação Especial'/><title type='text'>Farsante 1</title><content type='html'>À pedido de algumas de minhas fervorosas e histéricas fãs (a Ju, a Anna e a Bia, mais precisamente), venho por meio desta postagem publicar dois dos momentos mais constrangedores de minha vida: minhas aventuras no ramo da atuação.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No ano passado tivemos uma atividade na faculdade que se consistia na elaboração de uma história que deveria ser interpretada. Uma espécie de “novelinha”, bem simples, com o objetivo teórico de exercitarmos a linguagem áudio-visual. Já nesse ano, tivemos a “simples” tarefa de produzir um curta-metragem. Olhando assim parece fácil, né? Vão tentar fazer um pra vocês verem o que é bom pra tosse...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, nessas duas oportunidades, adivinhem pra quem sobrou a tarefa de “pagar o king-kong”? Se você pensou neste blogueiro charlatão, acertou em cheio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu morro de vergonha de aparecer em frente às câmeras. Para se ter uma idéia, sou o fotógrafo oficial da família, tamanho o meu pavor em dar as caras. Sendo assim, deve ser fácil para vocês entenderem os motivos de minha resistência em mostrar isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sei que vou me arrepender disso, mas postarei o primeiro vídeo (a historinha) hoje e o segundo quando conseguir “upar” o curta-metragem (o arquivo é grande e minha internet funciona movida à carvão).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A sinopse é simples: um homem embriagado (entenda-se como um bêbado caindo pelas paredes) tenta abrir a porta de casa. Performance digna de Framboesa de Ouro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah sim: o aspecto deprimente e mulambento do bêbado não faz parte do personagem. É que eu geralmente sou assim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim: divirtam-se... Ou não!&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2-TnJZaxzuM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2-TnJZaxzuM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;P.s.: satisfeitas agora, meninas? Hunf!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3193264267043776798?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3193264267043776798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3193264267043776798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/07/farsante-1.html' title='Farsante 1'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7872792143128161193</id><published>2008-06-23T22:01:00.005-03:00</published><updated>2008-06-23T22:11:16.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Essas mulheres incríveis, e suas conversas maravilhosas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SGBIriLf2iI/AAAAAAAAAOs/XOgeyCO8hMw/s1600-h/giseleblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SGBIriLf2iI/AAAAAAAAAOs/XOgeyCO8hMw/s320/giseleblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215248281241639458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu tenho o ótimo hábito (ou péssimo, depende do ponto de vista) de ouvir a conversa alheia. É um negócio meio involuntário, mas que proporciona para nós, ouvintes atentos, momentos memoráveis.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, tem certos diálogos que você &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/viverbem/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=779319&amp;amp;tit=Gisele-faz-passagem-rapida-como-um-tufao-pela-SPFW"&gt;só ouve numa semana de São Paulo Fashion Week...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Menina do céu... Você viu o desfile da Gisele?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gisele?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A Bündchen!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A Magrela?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Essa mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que é que tem?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ela só entrou duas vezes na passarela.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sério?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E ganhou uma fortuna.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa vida.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acredita nisso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ô... Mas ela merece.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porque não?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tudo fachada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Jura?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acho que não, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Te garanto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ela é linda.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tudo plástica!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá brincando?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Te juro. Sabe o nariz?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que é que tem?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mandou empinar. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não pode ser.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tô te falando...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E o olho?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lente!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Putz!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Até o cílio é postiço.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Me nego a acreditar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tenho fontes, menina. Aquela ali, se chacoalhar, cai tudo. Se bobear até o cabelo é peruca!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gente do céu... To bege!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas ela tem um corpão.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tudo no bisturi minha filha, no bisturi!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah? Pare!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Família rica. Foi pra faca ainda menina.Gordinha, vesga e orelhuda. Mexeram &lt;st1:personname productid="em tudo. Quase" st="on"&gt;em tudo.  Quase&lt;/st1:personname&gt; construída em laboratório.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu ouvi falar que ela veio de família humilde.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tudo boato. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Até o peitão é fabricado?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lógico. Aquela ali tem silicone até na panturrilha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu ouvi falar que os seios dela eram naturais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem certeza?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tudo marketing!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa vida... Até o peito?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pra você ver...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E pensar que eu achava ela um modelo de beleza nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Iiii minha filha: Deus é perfeito, mas tem coisas que só o Pitanguy consegue fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Esse mundo tá perdido, gente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ô se tá. Não dá pra viver seguindo esse padrão de beleza fútil que é imposto pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Verdade. Quer um gole da minha Coca?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É light?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lógico!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então eu quero.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7872792143128161193?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7872792143128161193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7872792143128161193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/06/essas-mulheres-incrveis-e-suas.html' title='Essas mulheres incríveis, e suas conversas maravilhosas'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SGBIriLf2iI/AAAAAAAAAOs/XOgeyCO8hMw/s72-c/giseleblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-820934163236958193</id><published>2008-06-08T20:56:00.005-03:00</published><updated>2008-06-10T08:16:20.792-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Histórias insólitas de um dia dos namorados qualquer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SExyjx3YETI/AAAAAAAAAOk/nWqCeAB3VHQ/s1600-h/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SExyjx3YETI/AAAAAAAAAOk/nWqCeAB3VHQ/s320/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209664827967410482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Depois de muito refletir, a Tânia chegou a uma decisão: não daria nenhum presente pro Josué no dia dos namorados.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não, eles não estavam brigados. Explica-se:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Tânia foi arrebatada pelas opiniões polêmicas e o jeitão sério de falar do Josué. O Josué ficou fascinado pelo olhar atento e a candura inocente da Tânia. Não demorou muito, e eles engataram um romance que os amigos de ambos classificaram como “improvável”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ela, uma consumista desenfreada. Ele, um idealista, com fortes inclinações ao socialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas contrariando todas as apostas, três anos já tinham se passado, e nada do romance enfraquecer. Era uma dupla estranha, mas feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No primeiro dia dos namorados que passaram juntos, ela fez questão de comprar-lhe um belo presente: um relógio, lindíssimo, que tinha lhe consumido quase quatro meses de economia do salário. Era caro, mas segundo ela o investimento valia a pena. Amava o Josué de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele não lhe deu absolutamente nada. Agradeceu, mas argumentou que o dia dos namorados não passava de uma data feita para os comerciantes lucrarem. Que toda aquela aura de romantismo espalhada pela mídia nada mais era do que uma forma deslavada de manipular a classe trabalhadora, obrigando-a a consumir ainda mais. Amava ela, mas não poderia ir contra seus próprios pontos de vista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Tânia, apesar de um pouco desapontada, entendeu. Sabia que estava sujeita a situações como aquela. Mesmo assim, no ano seguinte, repetiu o gesto de lhe dar um presente na data. Ele novamente agradeceu, e fez o mesmo discurso, desculpando-se por não lhe dar nada e justificando sua atitude como uma forma de protesto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No ano seguinte a Tânia resolveu aderir. Era no mínimo um desrespeito de sua parte ir contra os preceitos filosóficos do homem que amava. Se ele achava o dia dos namorados uma data criada com o único objetivo de influenciar o consumismo, teria o seu apoio naquele ano. Ia provar de uma vez por todas que ela entendia o seu namorado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, ele não entendeu. Quando a Tânia disse que naquele ano não lhe daria nenhum presente, o Josué protestou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Poxa amor... Eu achei que você gostava de mim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ué... Você sempre me falou que o dia dos namorados era uma besteira, uma data criada pelos capitalistas para influenciar o consumismo. Só resolvi seguir os seus pontos de vista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas esses são os meus pontos de vista, não os seus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas Josué...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Me deixa sozinho, vai. Por favor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Tânia, completamente perdida com a situação, atendeu o pedido do namorado. Quem sabe depois de um tempo a sós ele colocasse a cabeça o lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Josué, sozinho, cochichava para si mesmo, reflexivo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Que traição meu Deus, que traição!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Homens... Quem entende?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;25 anos de casamento e eles, a Nilma e o Haroldo, nunca tinham deixado de se presentear no dia dos namorados. É verdade que a paixão tinha esfriado um pouco (para não dizer muito) nos últimos tempos, mas aquele gesto de carinho continuava sagrado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só que naquele ano algo deu errado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Toma amor... É pouquinho mas é de coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ô Haroldo... Brigada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-O que é isso, imagina!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto a Nilma abria o presente, um pacote vermelho cuidadosamente embrulhado, o Haroldo se deu conta do erro terrível que tinha cometido. Aquele não era o embrulho do suéter tamanho GG que tinha comprado no brechó da esquina, mas era...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Amor?! Uma lingerie??&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Éééé... Sim! Uma lingerie! Gostou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas Haroldo... Faz quase 15 anos que eu não uso uma dessas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Pois é. Mas eu... Eu... Eu achei que seria legal fazer isso, sabe? Para relembrar os velhos tempos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas ela é muito... Sei lá... Ousada! Isso daqui é totalmente transparente, e faz pelo menos cinco anos em que a gente só transa no escuro, que é para não termos, segundo você mesmo, uma visão desagradável. E o que são esses zíperes aqui? É no mínimo estranho uma mulher da minha idade usar uma coisa dessas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Não diga isso. Você está... Super em forma!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Nilma estava desconfiada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Tá, ok. Mas você não acha que ela vai ficar um pouquinho apertada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ah... Imagina! Acho que serve sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Haroldo: eu não conseguiria entrar numa dessas nem antes da gente ter se cassado,  quanto mais agora. É muito pequena para mim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Lógico que não. É que o... O... O modelo dela é assim mesmo, é feita pra ficar bem colada no corpo. Para realçar suas “curvas”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Curvas? Eu vou ficar parecendo uma ogiva nuclear. Não dá pra entrar! É fisicamente impossível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Sério? Bem, devo ter me confundido com o tamanho. Você sabe como eu sou ruim com essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Haroldo, fala a verdade: esse presente não era para mim, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele fez cara de ofendido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Como assim? Como é que você tem coragem de insinuar uma coisa dessas Nilma? Ô Nilma... É esse o juízo que você faz de mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Não sei. Sinceramente não sei. Eu achei que o homem que estava casado comigo a tanto tempo iria no mínimo deduzir que eu não entraria numa lingerie vermelha tamanho M desde a década de 80.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ok, eu errei. Desculpe. Deve ter sido um lapso momentâneo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Sei...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Um homem apaixonado não pode se confundir de vez em quando, hein? É crime querer agradar a própria esposa, tentar reascender a chama do amor que está se apagando cada dia mais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Nilma resolveu relevar a situação. Afinal de contas, o Haroldo era o Haroldo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ok Haroldo, ok. Obrigado pelo presente. Mas eu vou ter que ir trocar isso na loja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Tá bom. Sem problemas amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Haroldo suspirou aliviado, mas agora tinha novos problemas. Teria que explicar pra Manoela, a verdadeira dona da lingerie, que ela teria que esperar um pouco mais para receber o seu presente. Isso sem contar que a partir de agora, todas as suas supostas saídas com os amigos seriam supervisionadas de perto pela dona Nilma. Todo cuidado seria pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas o pior nem era isso. Chato mesmo seria ter que observar a patroa na lingerie que ele tinha lhe dado por engano. Mas ele ainda tinha esperança:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Quem sabe, se eu sugerir, eu convença ela a trocar a lingerie por um chambre ou umas pantufas?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;***&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Uma batedeira?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ué, não gostou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Claro que não!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas a vendedora me garantiu que era a melhor que tinha. Ela tem quatro velocidades diferentes e...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Eu lá tenho cara de quem gosta de receber eletrodomésticos num dia dos namorados, Armando?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas veja bem: é um item doméstico importante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Essa não é uma data pra isso. E nós somos namorados. A gente nem vive junto. Pra que cargas d’água eu vou usar uma batedeira? Eu nem pudim de caixinha sei preparar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Eu ia te comprar um vestido, mas sei lá... Achei que você ia gostar da batedeira!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Pelo amor de Deus, né Armando? Vê lá se isso é coisa que se dê de presente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mas dá pra trocar. Se você quiser, a moça falou que você pode pegar um liquidificador, um ferro de passar ou um espremedor de laranjas em troca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Puta que pariu Armando!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Que foi que disse?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Você não tem noção nenhuma, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Desculpe. É que eu fiquei nervoso. É o nosso primeiro dia dos namorados juntos. Eu sou péssimo em dar presentes. Fiquei inseguro. Achei que você ia gostar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ok, desculpe. Eu sei que você não fez por mal. Homem sempre é, sem ofensa, meio ignorante pra presentear mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-É, eu sei. Desculpe. Prometo que vou comprar alguma coisa do seu agrado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Não precisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Precisa sim, eu insisto. É o nosso primeiro dia dos namorados juntos, tenho que caprichar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Você que sabe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Imagina, faço questão. A batedeira eu dou pra mim mãe, sei lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Então tá... Ah sim: toma o seu presente. Feliz dia dos namorados!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ô amor, não precisava...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Lógico que precisava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Hehehe. Obrigado mesmo. Vamos ver o que é...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Algum palpite?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Não sei. Pelo tamanho do pacote, pequenininho, deve ser alguma coisa cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Mais ou menos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Deve ser um... Um... Ah... Puxa... Um par de meias...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-E então? Gostou??&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Ô!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Pois é... Tinha certeza que você ia gostar. É de lycra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Sério? Bacana...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-E então? Não vai experimentar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Não precisa não... Tenho certeza que vai servir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Que foi? Você parece tão desanimado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Não, não... Impressão sua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Já sei: deve estar chateado por não ter acertado o presente para mim. Não fica assim amor... Nem todo mundo sabe escolher algo bacana. Mas isso não quer dizer nada. Nem todos são tão bons nisso quanto eu.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Arnaldo deu um sorriso amarelo. Pensou em dizer o que sentia, mas deu de ombros, afinal de contas, coitada, ela certamente não agüentaria a verdade. É como dizem: "os grandes romances não são feitos pelas declarações de amor proclamadas aos quatro ventos, e sim pelos impropérios guardados a sete chaves." &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;-Pois é amor... Pois é!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E viveram felizes para sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-820934163236958193?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/820934163236958193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/820934163236958193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/06/histrias-inslitas-de-um-dia-dos.html' title='Histórias insólitas de um dia dos namorados qualquer'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SExyjx3YETI/AAAAAAAAAOk/nWqCeAB3VHQ/s72-c/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8999622306228507446</id><published>2008-05-27T18:58:00.004-03:00</published><updated>2008-05-27T19:12:02.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Feio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SDyE7UgKyUI/AAAAAAAAAOc/wUE2K1tIK4I/s1600-h/mickey+feio+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SDyE7UgKyUI/AAAAAAAAAOc/wUE2K1tIK4I/s320/mickey+feio+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205181423984232770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sou feio. Ponto. Quando digo isso não existe qualquer tipo de falsa modéstia ou propaganda às avessas. É fato! Meu físico é franzino. Meu rosto é tão proporcional quanto um quadro do Picasso. Meu sorriso já fez dentistas pedirem aposentadoria. Isso para não citar o resto da obra.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, acreditem, sou feliz. É bem verdade que minha aparência, aliada a minha língua presa e minha timidez mórbida não me fizeram o maior dos “pegadores” da cidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E quem disse que isso é ruim? A verdade é que minha lista de namoradas, apesar de não muito extensa é relativamente “caprichada”. Além de belas (isso é meio contraditório, eu sei), todas eram inteligentes, interessantes, bem humoradas e, o melhor de tudo, me conheciam de verdade. Aliás, essa é a grande vantagem de ser feio: as pessoas te valorizam muito mais pelo que você é, pelo que pensa, do que por um rostinho simpático. E tem coisa melhor do que ficar com quem realmente gosta da gente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não é para me vangloriar de minha feiúra que escrevo aqui. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei se vocês viram por aí, mas nos últimos meses um argentino chamado Gonzalo Otálora, um “trubufu” assumido, apareceu em &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL392011-5602,00.html"&gt;diversos meios de comunicação&lt;/a&gt; defendendo uma proposta um tanto inusitada: segundo ele, as pessoas deveriam pagar impostos por sua beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É claro que a história é uma grande piada, mas o argumento do rapaz é até certo ponto lógico: os belos conseguem quase tudo de uma maneira mais fácil do que um feio consegue. Emprego, por exemplo. Mesmo que os “patrões” não admitam, é muito mais fácil alguém bem apessoado ser contratado do que um pobre feioso qualquer. A menos, é claro, que o emprego em questão diga respeito a uma vaga no “túnel do terror” de algum parque de diversões por aí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu particularmente, sou mais a favor do resto do mundo pagar um imposto por não ter nascido na Argentina, mas aí já é outra história (é brincadeira, gente, é brincadeira...).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, a história ganhou notoriedade e fez muita gente pensar duas vezes sobre o papel que a aparência tem em nossa sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pode não parecer, mas acreditem, ser feio é uma benção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O João, o Gustavo e o Antônio se conheciam a tanto tempo que resolveram abrir um clã (o Gustavo preferia que fosse um”clube”, mas os outros dois argumentaram que “clã” era um termo mais bacana): os “Feiosos Unidos”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Semanalmente eles se reuniam na casa de um dos integrantes para conversar sobre aquela que era a grande maldição que lhes tinha sido imposta pelo destino: a falta de beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não, não tratava-se de exagero dos meninos. Eles realmente eram feios. O resto da humanidade era testemunha disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cientes de que seriam alvo fácil diante do olhar crítico da sociedade, sempre sedento por uma boa aparência, resolveram se unir a fim de bolar estratégias de defesa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os encontros semanais tinham todo um rigoroso protocolo e uma escala de assuntos, que começava no relato das visões que tinham tido durante a semana das beldades do colégio, e terminava quase que invariavelmente em suspiros ora emocionados, ora desanimados.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E a Maria?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que joelhos, meu Deus, que joelhos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E a boca então?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nem me fale da boca, nem me fale... &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai, ai...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não se enganem. Apesar de tudo o trio de amigos era feliz. Um tanto inconformado com a “sacanagem” do destino para com eles, é verdade, mas cientes de que ao menos tinham bons olhos para admirar a beleza abundante que lhes faltava (exceto o João, que tinha pouco mais de seis graus de miopia).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas dentre todas as similaridades que possuíam uma era ainda mais latente: a inveja que sentiam do Valdir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Valdir era o bom partido do colégio. Loiro, olhos azuis, braços fortes, sorriso perfeito... O típico clichê ambulante do tipo de cara que as mulheres admiram. Mas o pior nem era isso. O Valdir era inteligente, tinha uma lábia envolvente e fugia do estereotipo do “bonito/burro”, que de certa forma servia para consolar os meninos que vez por outra argumentavam que “fulano pode até ser bonitinho, mas é uma anta!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A prova inexorável do sucesso do Valdir para com a mulherada podia ser medida em números: todas as garotas que já tinham povoado os sonhos dos integrantes do clã dos “Feiosos Unidos”, invariavelmente já tinham passado pelas mãos do rival. E olha que a lista não era pequena.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para eles, o Valdir era a prova definitiva da injustiça divina, dá má distribuição de renda estética empregada pelo Todo Poderoso. O Antônio, mais radical, chegou até a cogitar a possibilidade de mudar o nome do clã para “Feiosos Unidos Contra o Valdir”, mas não teve aprovação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que, conformados, e já as vésperas de completarem o colegial, não lhes restava outra alternativa a não ser a de desejar dias melhores no futuro, e mulheres menos exigentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi então que, certo dia, logo depois de saíram do colégio, o grupo de amigos se deparou com uma cena inusitada: o Valdir, sentado na calçada, chorando copiosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os meninos se olharam. O que será que estava acontecendo com o cara? O Antônio sugeriu que eles fossem embora de uma vez. O Gustavo, mais diplomático, sugeriu que puxassem papo com o Valdir. O João não tinha opinião formada, faria o decidissem fazer. Depois de uma rápida discussão, concluíram que valia a pena seguir o velho lema de Don Vito, personagem do filme “O Poderoso Chefão”: mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tal qual uma esquadra em formação de ataque, se posicionaram dois a esquerda, e um a direita do Valdir, que continuava a chorar. Sentaram-se.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Valdir... Tá tudo bem contigo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Rapaz levantou a cabeça, enxugou as lágrimas mais pesadas e respondeu num tom amigável.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mais ou menos, gente!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aconteceu alguma coisa? A gente pode ajudar de algum jeito?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acho difícil, mas agradeço de coração a boa vontade de vocês!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Gustavo insistiu:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem certeza? Se quiser se abrir com alguém nós estamos à disposição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Valdir pensou durante algum tempo. Olhar perdido no horizonte.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok pessoal, eu estou precisando mesmo disso. E vocês são pessoas bacanas, eu sei. Além do mais é sempre bom ter uma segunda opinião!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-E uma terceira e uma quarta também&lt;/span&gt; – disse o Antônio, que naquela altura já era o mais empolgado com o bate papo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... Eu estou chorando é por causa... Putz! É até difícil de falar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Coragem, rapaz.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu estou chorando... É por causa de mulher, gente!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O João quase gargalhou. Eles na seca, e é o cara que chora por mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas o que houve?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Essa história de ficar com tudo quanto é garota que te dá mole... Isso não é vida, entendem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os três ficaram quietos. Percebendo que não teria uma resposta, Valdir prosseguiu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Passei a vida inteira dando em cima da mulherada, investindo em tudo quanto era “garota gostosa”. E olhem só pra mim. O que foi que eu consegui com isso? Nada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim “nada”? Você pegou um monte de mulher e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É tudo vazio, sabe? Tá, é bacana ficar com mulheres gatas. É maneiro, é prazeroso... Mas é tudo tão insignificante! Chega uma hora que você cansa de bocas carnudas, de peitos fartos, de bumbuns empinados, de rostos simétricos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nessa altura os três garotos quase espumavam pela boca.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sabem o que eu realmente queria? Uma mulher inteligente, afetuosa, que gostasse de mim só pelo que eu sou, não por esse meu rosto simpático. Mas eu não consigo. Esse é o problema! As garotas não enxergam além dos meus olhos azuis, e isso é muito frustrante. Eu daria qualquer coisa para achar uma mulher que não quisesse só sexo, que me amasse de verdade. Vocês me entendem, né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os três estavam sem ação, quase que hipnotizados pelas palavras do Valdir. Gustavo, o mais lúcido do trio, teve forças para balançar discretamente a cabeça de forma afirmativa. Ainda conseguiu dizer, num tom reflexivo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mulheres... Mulheres...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E completar:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mulheres!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é, amigos. Mulheres. Se elas ao menos me valorizassem pelo que eu penso, não pelo que eu aparento ser...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Comovido, o Valdir abaixou a cabeça e voltou a chorar. Pouco depois, resumiu sua angústia, aos soluços:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ser bonito é uma bosta, gente... Uma bosta!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os três se olharam mais uma vez. Dessa vez, incrédulos com a sorte que repentinamente tinham descoberto possuir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem diria: os feios eram felizes e não sabiam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-8999622306228507446?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8999622306228507446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8999622306228507446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/05/feio.html' title='Feio'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SDyE7UgKyUI/AAAAAAAAAOc/wUE2K1tIK4I/s72-c/mickey+feio+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8700327851615083959</id><published>2008-05-27T18:53:00.003-03:00</published><updated>2008-05-27T19:11:25.911-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Bons tempos...</title><content type='html'>Não era nascido nessa época... Que pena!&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ppK6sxz6epk&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ppK6sxz6epk&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/moWZm66J_yM&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/moWZm66J_yM&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conhece/nunca ouviu falar de Monty Phython? Clique &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monty_Python"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-8700327851615083959?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8700327851615083959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8700327851615083959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/05/bons-tempos.html' title='Bons tempos...'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8455942824790093486</id><published>2008-05-27T18:51:00.001-03:00</published><updated>2008-05-27T19:10:41.400-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Diário de bordo</title><content type='html'>Sim, cá estou eu de volta.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É estranho, mas toda vez que fico um bom tempo sem postar nada me sinto na obrigação de escrever um texto inteiro só para justificar minha ausência... Como se alguém se importasse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pior que tem gente que se importa, e isso é muito legal. Teve gente que chegou a me ligar perguntando se eu estava bem e os motivos do longo tempo sem escrever alguma coisa (né Bia?).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ok, vamos aos fatos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em síntese ando bem atarefado ultimamente. A faculdade anda me tomando um tempo preciso bem como boa parte de minha capacidade intelectual (que, convenhamos, já é bastante limitada). Sabe aqueles dias livres em que tudo o que você quer é entrar em coma, ou, como já disse aqui algumas vezes: “colocar seu cérebro num balde com gelo”? Pois então... Estou passando por uma fase assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais do que cansaço, o que tem me tirando a paciência é a falta de criatividade que tenho enfrentado, fruto, provavelmente, desse excesso de atividades. A coisa mais original que fiz nas últimas semanas foi ter usado minha cueca do avesso durante um dia inteiro... E o olha que nem foi de propósito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ok, já falei demais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, venho aqui para agradecer a todas as pessoas que passam por aqui de vez em quando e perdem seu tempo lendo minhas abobrinhas. A vocês, o meu sincero muito obrigado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu voltar a sumir, não se preocupem. Um dia eu volto. Ou não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijo no cérebro!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-8455942824790093486?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8455942824790093486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8455942824790093486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/05/dirio-de-bordo.html' title='Diário de bordo'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-93587976338048483</id><published>2008-04-27T20:50:00.005-03:00</published><updated>2008-04-28T08:48:39.973-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Terremoto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SBUV4YXGaOI/AAAAAAAAAOU/PKSCSRPUrUA/s1600-h/sismografoblogterremoto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SBUV4YXGaOI/AAAAAAAAAOU/PKSCSRPUrUA/s320/sismografoblogterremoto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194081803597932770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta última semana o país foi chacoalhado (com trocadilho, por favor) pela &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=759295&amp;amp;tit=Tremor-de-terra-atinge-Sao-Paulo-Parana-Rio-de-Janeiro-e-Santa-Catarina"&gt;notícia de um terremoto de 5,2 graus na escala Richter&lt;/a&gt;, cujo epicentro do abalo foi a cerca de &lt;st1:metricconverter productid="270 quil￴metros" st="on"&gt;270  quilômetros &lt;/st1:metricconverter&gt;da costa brasileira. Mesmo relativamente longe de "terra firme", o fenômeno foi sentido em pelos menos quatro Estados brasileiros, incluindo o meu, o aprazível Paraná. Um susto e tanto para quem achava que o maior risco de catástrofe que atormentava nosso país era o caráter e a honestidade de nossos políticos.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há registro de grandes estragos nem de vítimas fatais, já que o principal feito do tremor, segundo relatos dados à mídia do país inteiro, foi fazer com que os mais idosos pensassem que estavam tendo uma crise de pressão ou de labirintite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aqui em Curitiba, &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=759429&amp;amp;tit=Tremor-nao-causou-danos-em-Curitiba"&gt;apenas alguns bairros sentiram os tremores&lt;/a&gt;, e mesmo assim, só em edifícios mais altos. Eu por exemplo, que no momento estava em aula, não senti absolutamente nada... Quer dizer: senti sono, cansaço e fome, coisas que, acredito eu, não dependem da ocorrência de abalos sísmicos para acontecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, não deixa de ser interessante constatar um fato: eu sobrevivi a um terremoto. O sexto maior da história do nosso País. Um dia direi isso para o meu neto e ele provavelmente vai pensar que eu sou uma versão real do John Mclane, Magaiver, Jack Bauer ou Chuck Norris... Isso se ele ouvir falar de algum deles até lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o assunto nem é esse. Juro que ouvi dúzias de relatos de amigos e colegas falando que presenciaram todo tipo de histeria coletiva em função do ocorrido: desde gente se recusando a sair debaixo de mesas, até choro desesperado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso nos leva a refletir sobre como um determinado fato pode ter influências distintas de pessoa para pessoa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dá até pra imaginar certas coisas:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô! Bianca?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É o Rafael!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Rafael? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim... Lembra de mim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai! Desculpe... Deve ser o cansaço! Não estou lembrando.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah não? Fui seu colega no colegial!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Colegial?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É! Colegial! Você sabe... O ensino médio, antigo segundo grau! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim, isso eu sei. Mas isso foi há quase 15 anos atrás! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é... E então, lembrou de mim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... Rafael, né? Deixa eu pensar um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Um loirinho, baixinho.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha, sinceramente... Não me vem nada na cabeça!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Bem... Fazer o que, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Desculpe mesmo. Deve ser a idade!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Imagina! Você está super conservada. A idade te fez bem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A idade te fez bem. Você está linda.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que você sabe disso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Do que?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que eu “estou linda”? Que eu saiba a gente não se vê faz uns 15 anos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... É que eu ando te observando, sabe?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que é? Me observando?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim! Eu sei muita coisa sobre você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai Meu Deus... O que você quer de mim, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nada, não se preocupe. É que eu sempre te admirei... Mas não tinha coragem de admitir! Mesmo assim, não pude deixar de me manter interado sobre você durante todos esses anos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está me assustando!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! Por favor, não faça isso. Não se assuste!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que você quer que eu fique calma? Um cara me liga dizendo que anda me observando secretamente nos últimos 15 anos e você quer que eu fique calma?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sei que é chato! Eu não pretendia revelar isso... Mas é que eu tive um sinal.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sinal?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim! O terremoto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que é que tem o terremoto?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ora: ele foi um sinal! Um aviso dos céus de que a gente tem que aproveitar a vida. Você já viu um terremoto antes no Brasil? Isso é a prova de que tudo está mudando! Que a vida é curta demais para se negar o que a gente sente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está louco!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! Não estou. Estava pensando em você quando tudo aconteceu. Pensei comigo mesmo: “Poxa vida... De que me adianta amar uma mulher se ela não sabe disso? Daqui a pouco acontece uma tragédia de verdade, tipo um terremoto forte, um furacão, uma erupção vulcânica de grandes proporções e todo o amor que eu cultivei não vai ter valido de nada.”&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Para começar: o Brasil não tem nenhum vulcão!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode começar a ter. Já pensou nisso? Tudo é possível. Foi pensando nisso, no quanto a nossa vida é vulnerável diante do poder na natureza, é que eu resolvi tomar coragem e te ligar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Escuta Roger...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Rafael!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Desculpe... Rafael: eu nem lembro direito de você! Como é que você quer que aconteça alguma coisa entre a gente?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu já pensei em tudo! Vamos sair para beber alguma coisa? Um copo de leite, sei lá! Daí, a gente bota o papo dos 15 anos em dia e você pode me conhecer de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sou casada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sei! Mas o seu marido é um chato, com todo o respeito. Acho que se você me conhecesse de verdade, iria largar ele.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pelo amor de Deus... Eu amo ele! Tenho filhos com ele! Como é que você acha que eu vou largar tudo pra ficar com um cara que eu nem lembro que passou pela minha vida?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sabia que você ia agir assim. Mas com o tempo você vai me dar razão! Eu vou esperar por você o tempo que for preciso! Aquele tremor não foi à toa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É mais fácil acontecer outro terremoto do que eu dar bola para um maluco como você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode falar, pode falar... Quer saber? No fundo no fundo você lembra quem eu sou. Só está se fazendo de difícil!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não acredito no que eu estou ouvindo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu estou certo não estou? Pode dizer “eu te amo!”. Vamos lá, não negue seus sentimentos, estou esperando. A natureza quer nos unir meu docinho!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tchau Roger...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É Rafael... Tá ouvindo? Rafael! Alô? Alô??&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-93587976338048483?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/93587976338048483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/93587976338048483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/04/terremoto.html' title='Terremoto'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SBUV4YXGaOI/AAAAAAAAAOU/PKSCSRPUrUA/s72-c/sismografoblogterremoto.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-1302594890851967768</id><published>2008-04-13T19:37:00.002-03:00</published><updated>2008-04-13T21:33:09.175-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Status</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKLgd4ivEI/AAAAAAAAAOM/GdH6dlB8Sj0/s1600-h/statusblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKLgd4ivEI/AAAAAAAAAOM/GdH6dlB8Sj0/s320/statusblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188863110578093122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Abre aspas. Uma das melhores definições não oficiais que eu já li sobre uma determinada coisa é a da palavra status, feita por algum anônimo. Ele é mais ou menos assim: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é&lt;/span&gt;”. Se alguém descobrir quem escreveu isso, favor avisar que eu dei-lhe os cumprimentos pela frase. Posto isso, vamos à história propriamente dita.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escritório. Amigos reunidos. Celulares &lt;st1:personname productid="em punho. Assunto" st="on"&gt;em punho. Assunto&lt;/st1:personname&gt; em discussão: toques dos aparelhinhos e o eventual sucesso que fazem com quem por ventura ouvisse o som.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O meu toca Funk. Sabe o “Créu”? Então... A mulherada gosta!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bacana...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O meu é Beatles. “Love Me Do”. Sabem qual?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É só tocar, que o pessoal pede para repetir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Beatles é Beatles, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É sim! Não tem quem não goste.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Já o meu toca Beethoven. A nona sinfonia. Já deixei de atender a ligação uma porção de vezes porque tenho dó de interromper.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Faz bem. Música assim a gente não pode parar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Concordo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O meu tem punk, hardcore, metal... Toca de tudo! Mudo o toque de acordo com o meu humor.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah é? E hoje? Que toque você escolheu?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Wando!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Xiiii...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu coloco uma música diferente para cada pessoa. Assim já sei quem está ligando, antes de olhar pro identificador de chamadas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sério? Então me esclareça uma coisa: ontem eu ouvi que o seu celular tocou a música tema daquele filme... “Jurassic Park”! Desculpe perguntar, mas quem era?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Minha sogra!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah Sim! Faz todo sentido!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E você Jadilson? Seu celular toca o quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah, vocês sabem: aquele tradicional!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim “tradicional”? Qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aquele... “trim, trim”!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-“Trim, trim”?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É! Igual todo telefone antigo fazia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pessoal se entreolhou. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porra Jadilson! Isso lá é celular que se apresente?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ué? Porque?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah Jadilson! Faça-me o favor! Vê se toma vergonha nessa cara e compra um aparelho decente!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Jadilson não entendeu a súbita mudança do comportamento dos colegas para com ele. Tentou esclarecer os motivos, mas tudo o que ouviu foi que seu status dentro do grupo estava em baixa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Também, quem mandou não caprichar no celular?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-1302594890851967768?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/1302594890851967768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/1302594890851967768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/04/status.html' title='Status'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKLgd4ivEI/AAAAAAAAAOM/GdH6dlB8Sj0/s72-c/statusblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4925787480763673114</id><published>2008-04-13T19:24:00.004-03:00</published><updated>2008-04-19T11:20:54.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Nomes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKJuN4ivDI/AAAAAAAAAOE/XNc6OcrKGgM/s1600-h/martinblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKJuN4ivDI/AAAAAAAAAOE/XNc6OcrKGgM/s320/martinblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188861147778038834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Certo dia alguém olhou para sua cara, na época diminuta, e concluiu que você, aquele joelho com olhos, se chamaria...  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sim, o nome é uma das muitas coisas da vida que nós simplesmente não podemos escolher. Pelo menos não, sem um bom advogado. De fato, se houvesse justiça, jamais teríamos nossas alcunhas escolhidas por nossos pais. Eles nos chamariam por codinomes como “Filho Número &lt;st1:metricconverter productid="1”" st="on"&gt;1”&lt;/st1:metricconverter&gt;, “Fulaninho”, “Coisinha”, ou, em último caso, o já tradicional “Ei, você!”, até que tivéssemos discernimento e sabedoria suficientes para que pudéssemos escolher nossas próprias denominações. Ou seja: lá pelos 50 anos de idade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que fique claro: não digo isso por insatisfação própria. Sou um feliz proprietário de um nome composto: José Luiz , vulgo Zé. Não poderia existir melhor alcunha para me definir. Afinal de contas, apesar de eu ser fisicamente parecido com o rapaz, acho que “Brad Pitt” não tem muito a ver com o meu estilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas volto a minha defesa original: existem nomes que simplesmente não deveriam existir. Não sem o consentimento do dono, o pobre infeliz que tem que sofrer com a conseqüência da mente inventiva dos pais. Sim, eu disse sofrer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acreditem ou não (se eu fosse vocês, não acreditaria), existem estudiosos ao redor do mundo que analisam o papel social e a influência psicossomática que um determinado nome tem sobre seu dono. Para facilitar o entendimento do grau de influência de cada tipo de estirpe, estes cientistas criaram categorias específicas, as quais tentarei exemplificar adiante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou apresentar apenas alguns dos gêneros existentes. A variedade é infinita, não teria como esmiuçar tudo. Mesmo assim, dá pra ter uma idéia das principais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para começar, vamos tratar daquele que é considerado o caso mais típico de todos: o nome feio, ou, na denominação cientifica, a “nomenclatura exótica”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Joana estava em polvorosa com a novidade. Para conta-la, reuniu as duas facções da família (a dela e a do recém adquirido marido) e declarou:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Estou grávida!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A emoção foi enorme. A família inteira entrou em festa com a notícia. O Célio, marido da Joana, chorava copiosamente de felicidade em função da novidade recém contata pela esposa. O novo rebento estava à caminho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois que os ânimos já estavam mais controlados, uma pergunta foi inevitável:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E qual o nome que vocês pretendem dar à criança?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Se for menina, vai ser Marina!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos suspiraram. Era uma bela escolha, um lindo nome.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Adorei! – Disse a vó.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é... E se for Menino será Nabucodonosor!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silêncio. Boa parte dos presentes ficou sem reação diante da revelação. Um tio da Joana chegou a gargalhar, achando que tratava-se de uma piada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hahahaha... Essa minha sobrinha é uma piadista!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não era gozação. A Joana estava falando sério, e parecia ter o consentimento do marido. O resto da família, escandalizada, tentou intervir... Com jeitinho:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhhh... Bacana! Mas, assim, só para garantir, você não acha que esse vai ser um nome meio... Como é que eu posso dizer? Meio exótico demais para uma criança?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Joana pensou um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Não... Acho que não!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas Joaninha, pense bem: como é que você acha que os coleguinhas vão chama-lo no colégio? Nabuconodosor é um nome meio difícil pra uma criança pronunciar. Eu mesma estou me enrolando!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Imagina tia! Já pensei &lt;st1:personname productid="em tudo. Eles" st="on"&gt;em tudo. Eles&lt;/st1:personname&gt; vão chama-lo de “Nabu”! Vai ser o apelido dele!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O vô, que até então observava a tudo sem se manifestar protestou pela primeira vez:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ótimo! Meu neto agora vai ter apelido de raiz comestível!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vai ser “Nabu”, não “Nabo”!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E você acha que alguém vai notar a diferença? Vocês não vão botar esse nome na criança de jeito nenhum!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas vô: é um nome bíblico!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pedro, José e João também são... É só mudar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Joana protestou:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O filho é meu, sendo assim, ponho o nome que eu quiser!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Guerra na família. Protestos por todos os lados. No fim da briga chegou-se a conclusão de que ninguém iria interferir na escolha dos pais, desde que eles tivessem o bom senso de tornar o nome composto, acrescentando mais uma alcunha para popularizar mais o nome do menino. Algo como “João Nabuconodosor” ou “Júlio Nabuconodosor”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, depois daquele dia, a torcida geral foi pelo nascimento de uma menina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra categoria são a dos pais que resolveram homenagear seus ídolos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O rapaz chega na portaria de um prédio qualquer. Vai visitar alguém no 3º andar. O porteiro pede para ele preencher uma ficha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Preciso do seu nome, por favor.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;-Martin Luther King de Almeida!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hahahahaha... Muito bom! O Senhor é um cara bem humorado, né? Deu pra perceber...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acho que sim! Hehehe&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é! Gosto de gente assim, gente que costuma fazer piada. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Legal! Eu também!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bacana... Mas falando sério agora: qual seu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Martin Luther King de Almeida.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O porteiro, repentinamente, fica sem ação. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você estava falando sério? Esse é o seu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pelo amor de Deus, me desculpe! Achei que...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, imagina! Não precisa se desculpar! Acontece o tempo todo. Eu não ligo. Até acho engraçado, sabe? Meu pai é muito fã daquele período histórico. Resolveu homenagear o Martin no nome do filho. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Entendo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-No fim das contas não deixa de ser um orgulho ter o nome dele, né? Foi um grande homem!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa vida! Mesmo assim, me perdôe... &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que é isso! Tá perdoado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que bom, que bom. Mas, assine aqui, por favor!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ótimo! Pode ir...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Muito obrigado senhor... Senhor...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode me chamar de você! Me chamo Tonico... Tonico Tinoco da Silva!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Muito prazer!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O prazer é meu senhor Martin!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Seu pai gostava de música sertaneja?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que você adivinhou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra categoria é a dos nomes constrangedores... Nem tanto para o dono, mas principalmente para quem é obrigado a pronunciá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O chefe do Luiz chama-se André. André Paixão. Como já existiam outras dúzias de André’s na empresa, habituaram-se a chama-lo de Paixão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pegava mal, todo mundo sabia. Mas com o tempo ficaram tão acostumados que passaram a ignorar o duplo sentido intrínseco existente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, o Luiz não contava com o mal entendido:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô? ... Fala Paixão! ... Ah, ok! Pode deixar que eu passo lá! ... Meu carro tá na oficina, mas eu pego o da minha esposa! ... Ok, paixão! ... Deixa comigo paixão! ... Até daqui a pouco! Tchau!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Maria, a esposa do Luiz, que ouvia a tudo num cantinho escondida, interpretou errado o conteúdo da ligação.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Seu pilantra!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Oi amo...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amor o cacete, desgraçado! Pensa que eu não ouvi você conversando com uma vadia no telefone?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não é nada disso que você está pensando...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pensa que eu sou burra? E o pior é que você estava chamando ela de “paixão”! Como é que você teve coragem? E ia levar a piranha pra passear no meu carro!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está enganada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não sou burra, Luiz! Burro é você que achou que ia me enganar por muito tempo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Luiz tentou se explicar:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Escuta amor... Você não está entendendo! O Paixão é homem!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois disso a Maria, que quase desmaiou com a revelação, pegou as malas e saiu de casa antes que o Luiz conseguisse desfazer o equívoco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O assunto foi esclarecido, mas a história acabou se espalhando, inclusive dentro da empresa. Antes de conhecer todos os detalhes, o Paixão, chefe do Luiz, chegou a dar uma bronca:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porra Luiz! Como é que você apronta uma dessa com sua mulher? Aqui a gente valoriza a família!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, para terminar com esta analise científica semi-pormenorizada da influência social das alcunhas pessoais na vida dos seres humanos, abordaremos uma das categorias mais interessantes: os nomes perigosos. Sim, perigosos. Aquele cujos portadores correm riscos apenas por pronunciá-los.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse é o caso do Abuda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Abuda voltava para casa, altas horas da noite, quando percebeu uma confusão próxima dali. Ouviu discussão, xingamentos, e logo viu uma correria. Não demorou muito e uma viatura policial chegou ao local.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os policiais foram informados que um baderneiro puxou briga com alguns transeuntes, agrediu um deles, e logo depois tentou fugir. A descrição era de um rapaz jovem, com cerca de 25 anos, alto, cabelos negros trajando uma camisa branca e uma calça verde. Por ironia do destino, essa descrição batia exatamente com a do Abuda, que não tinha nada a ver com a história, mesmo passando ali por perto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vendo que a descrição do suspeito era exatamente igual com a do rapaz que perambulava pela rua, o policial não teve dúvidas: desceu correndo da viatura e mandou o rapaz levar as mãos à cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei, você! Mão na cabeça, mão na cabeça!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pobre Abuda, assustado, atendeu prontamente a ordem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok, ok. Vamos com calma.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Calma o cacete vagabundo, calma o cacete!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Desculpe... Foi mal!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cale a boca! Só fala quando eu mandar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nessas alturas o pobre rapaz já estava apavorado. Sabia que não tinha feito nada de errado, mas era óbvio que tinha sido confundido com alguém. O policial estava sendo truculento demais se não tivesse algum motivo específico que o levasse a crer que ele tinha feito alguma coisa errada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Qual que é o teu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Teu nome!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nome? Abuda! Abuda senhor!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que é? Minha bunda? Tá me xingando vagabundo?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! Meu nome é Abu...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tu tá preso engraçadinho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cale a sua boca suja ou vai tomar bordoada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na delegacia, o Abuda foi indiciado e preso. A acusação: desacato a autoridade. Segundo o relato do policial ele teria dito palavras obscenas ao ser questionado sobre seu nome.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fim das contas, tudo acabou bem. A situação foi esclarecida depois da chegada dos advogados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, o Abuda estava inconformado:&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Puta que pariu! Meu nome ainda me mata!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4925787480763673114?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4925787480763673114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4925787480763673114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/04/nomes.html' title='Nomes'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKJuN4ivDI/AAAAAAAAAOE/XNc6OcrKGgM/s72-c/martinblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-9049217687254607435</id><published>2008-04-13T19:19:00.004-03:00</published><updated>2008-04-13T19:41:03.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><title type='text'>Comentário inútil do blogueiro 3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKHQt4ivBI/AAAAAAAAAN0/Ig5OGkgsVNk/s1600-h/kurt1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKHQt4ivBI/AAAAAAAAAN0/Ig5OGkgsVNk/s320/kurt1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188858441948642322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu já falei aqui, há algum tempo, &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/02/eu-eu-mesmo-e-kurt-cobain.html"&gt;do rockeiro Kurt Cobain, ex líder do Nirvana&lt;/a&gt;, uma das (senão a maior), banda dos anos 90.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é: quem conhece um pouquinho da história do cara, sabe que um dos maiores motivos que levaram-no ao suicídio, foi o sucesso. Ele revelou em várias entrevistas que odiava o status que o Nirvana tinha conseguido. A mídia, a ovação, o puxa-saquismo... Para ele não existia nada pior do que aquílo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo assim, vocês devem compreender minha surpresa ao ler a &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://territorio.terra.com.br/canais/rockonline/noticias/ultimas.asp?noticiaID=15516"&gt;notícia&lt;/a&gt; de que uma marca famosa irá produzir tênis com trechos do diário pessoal de Kurt Cobain impressos nele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sou fã, muito menos admirador da personalidade do cara. Apenas gosto de uma ou outra canção da banda. Mesmo assim, é inevitável perguntar: quer coisa mais Anti-Kurt do que isso? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É impressionante como a indústria arranja meios de lucrar com tudo. Tudo mesmo. Mais estranho ainda é pensar que vai ter algum fã que vai comprar isso para se sentir um pouquinho mais parecido com seu ídolo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria cômico se não fosse trágico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se alguém não sabe o que é ironia, agora aprendeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-9049217687254607435?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/9049217687254607435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/9049217687254607435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/04/comentrio-intil-do-blogueiro.html' title='Comentário inútil do blogueiro 3'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKHQt4ivBI/AAAAAAAAAN0/Ig5OGkgsVNk/s72-c/kurt1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-944153085986525513</id><published>2008-04-13T18:36:00.003-03:00</published><updated>2008-04-13T19:19:09.048-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Participação Especial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Confissões – versão interpretada</title><content type='html'>Eu demorei, mas voltei.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembram dos milhões de projetos que tinha relatado? Pois é... Agora eles estão na casa dos centenas de milhares. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho tido dias corridos. Corridos e cansativos. Mesmo assim estava sentindo uma baita falta de escrever minhas bobagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Volto quando puder, prometo. Daqui a um mês, ou uma semana. Depende da quantidade de trabalho e do ânimo que eu tiver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, vamos ao que interessa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vocês provavelmente não vão se lembrar, mas fiz um texto o ano passado chamado “Confissões”. Ele contava a história de um quarteto de amigos que, reunidos num bar, resolveram contar uns aos outros seus maiores segredos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é: mês passado, tivemos que criar uma rádionovela para um trabalho de faculdade, e, na falta de idéia melhor, resolvemos interpretar esse texto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tivemos que fazer algumas adaptações, principalmente em função do grande número de mulheres que tínhamos no grupo. Sendo assim, os quatro “amigos” viraram as quatro “amigas”. O único homem que restou na história fui eu, o narrador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Modéstia à parte, ficou legal. Sobretudo em função da interpretação das meninas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para quem quiser curtir a baixaria, aí vai o áudio da história na íntegra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" height="75" width="366"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.goear.com/files/localplayer.swf"&gt;&lt;param name="FlashVars" value="file=3fed680"&gt;&lt;param name="quality" value="high"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/localplayer.swf" flashvars="file=3fed680" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" height="75" width="366"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;P.s.: agradecimentos especiais à minhas colegas que cederam suas belas vozes para a história. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser ler a crônica original, clique &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/08/confisses.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKGut4ivAI/AAAAAAAAANs/0YUT95k5UhA/s1600-h/confissoesblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKGut4ivAI/AAAAAAAAANs/0YUT95k5UhA/s320/confissoesblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188857857833090050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-944153085986525513?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/944153085986525513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/944153085986525513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/04/confisses-verso-interpretada.html' title='Confissões – versão interpretada'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/SAKGut4ivAI/AAAAAAAAANs/0YUT95k5UhA/s72-c/confissoesblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3981066145846989167</id><published>2008-03-16T14:10:00.004-03:00</published><updated>2008-04-19T11:19:19.440-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Nogueira, o mito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R91XMthk6gI/AAAAAAAAANc/3kmXdg6Ilzg/s1600-h/charles_darwinblog2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R91XMthk6gI/AAAAAAAAANc/3kmXdg6Ilzg/s320/charles_darwinblog2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178391022436411906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ninguém tinha entendido como o Nogueira, justo o Nogueira, tinha conseguido conquistar o coração da Helena. Ele, que nunca tinha sequer completado o ensino fundamental, estava namorando uma mulher que já era quase doutora.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não que escolaridade sirva de parâmetro para regular “quem pode namorar quem”, mas a união dos dois era no mínimo improvável, sobretudo se levarmos em conta que o rapaz era um verdadeiro troglodita com pedigree. Nem a própria Helena sabia explicar direito como tinha se deixado conquistar pelo Nogueira: &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sei lá... Ele é engraçado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, engraçado mesmo foi observar o exercício intelectual do Nogueira num almoço de confraternização promovido pela família de sua namorada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao redor da churrasqueira, tios, primos, pai e demais familiares da Helena, todos mestres e especialistas em alguma área de estudo específica, conversavam animadamente sobre todo tipo de assunto: economia, filosofia, história, sociologia, física... Em alguns momentos, o debate ficava tão acirrado que uma pequena força tarefa composta pelos debatedores menos exaltados tinha que intervir para evitar que alguns deles saíssem no tapa em defesa de seus pontos de vista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apesar da “rivalidade”, os encontros daquele tipo já eram tradicionais na família, bem como os diálogos acalorados que, apesar de tudo, sempre terminavam em boas risadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Nogueira assistia a tudo quieto, com um sorriso amarelo. Sentia-se como um peixe fora d’água. No fundo, ainda mantinha a esperança de que hora ou outra alguém entrasse em um assunto que ele tivesse alguma intimidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No entanto, o tempo passava, e nada do Nogueira conseguir destilar seu conhecimento sobre os assuntos que lhe eram familiares.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi logo depois de uma explanação de um tio da Helena, mestre em história, sobre os motivos do declínio do Império Romano que o Nogueira, já cansado do papel de figurante na conversa, resolveu entrar no papo com estilo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é... Falando nisso, vocês sabiam que o Nero botou fogo em Roma enquanto fazia um churrasco? Ouvi dizer que ele exagerou no carvão, e, quando viu, já tinha pegado fogo em metade do lugar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ninguém entendeu ao certo se o Nogueira tinha feito uma piada ou não. Por via das dúvidas, todos riram. A Helena, desesperada com a demonstração dos conhecimentos históricos do namorado, fez questão de tirá-lo imediatamente da roda antes que alguém procurasse interrogá-lo a fim de descobrir maiores detalhes sobre a sua exótica teoria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Nogueira protestou:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pô, amor! Agora que eu estava começando a me enturmar você me tira de lá?! Pré-história é o meu forte!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Helena permitiu que o Nogueira voltasse para a roda de conversa, mas apenas depois dele prometer que não abriria mais a boca sob hipótese alguma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fim das contas, depois de cada assunto debatido, o Nogueira apenas fazia uma cara reflexiva e balançava a cabeça afirmativamente, ou não. Os tios da Helena ficaram impressionados com a capacidade de análise do rapaz que, mesmo sem dizer nenhuma palavra, aparentava, só pela fisionomia, estar interado sobre todos os assuntos debatidos pelos doutores presentes. Chegou a virar uma espécie de oráculo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então você realmente acha que a deriva genética, aquela que controla a freqüência alélica dos indivíduos, teve um papel fundamental na teoria da evolução humana?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Nogueira fez uma careta, pensou, pensou, e, com um ar de superioridade balançou a cabeça afirmativamente como quem diz: “é evidente que sim!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sensação ao redor da churrasqueira. De uma hora para outra tinham descoberto que estavam diante de um intelectual dos mais conceituados, um Charles Darwin do século XXI. Para eles o Nogueira era polêmico, ousado e questionador... Mesmo sem abrir a boca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao fim do evento, todos os parentes da Helena fizeram questão de apertar a mão do Nogueira e convidá-lo para fazer uma visita a fim de “conversar” melhor sobre algumas das tantas teorias debatidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Helena mal podia acreditar no que estava vendo. O namorado, de figurante, tinha virado protagonista do bate papo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei! Amor?! Já posso falar agora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Nogueira, quem diria, virou mito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3981066145846989167?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3981066145846989167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3981066145846989167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/03/nogueira-o-mito.html' title='Nogueira, o mito'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R91XMthk6gI/AAAAAAAAANc/3kmXdg6Ilzg/s72-c/charles_darwinblog2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3259727319625754914</id><published>2008-03-16T13:59:00.002-03:00</published><updated>2008-03-16T14:08:33.910-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>Aos que por ventura passarem por aqui, que fique registrado: perdão pela ausência.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tinha advertido que demoraria a dar as caras, mas as coisas se complicaram mais do que eu supunha de princípio. Estou com milhões de projetos (ok, nem tantos. Só um ou dois deles) em fase de execução, o que tem me tirado muito tempo útil para praticar meus atentados explícitos ao bom gosto literário.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;As coisas devem continuar assim por um tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem tiver alguma fórmula secreta para esticar o tempo, ou pelo menos para me deixar mais disposto, favor entrar em contato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim: torçam por mim (ou não)!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah sim: para não dizer que eu não falei das flores (e na verdade eu não falei mesmo), aí vai uma pequena amostra do talento de dois dos brasileiros mais talentosos que já surgiram por aí: Tom Jobim e Elis Regina, com a lindíssima “Águas de Março”. Afinal de contas nós estamos em março e tá chovendo pra caramba por aqui. Sacaram? Chuva... Água... Março... entenderam? Hein, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hunf... Já fui melhor nessa história de trocadilhos! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijos no cérebro!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/srfP2JlH6ls&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/srfP2JlH6ls&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R91Tndhk6eI/AAAAAAAAANM/fdr-TaCmmHk/s1600-h/Elis-Tomblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R91Tndhk6eI/AAAAAAAAANM/fdr-TaCmmHk/s400/Elis-Tomblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178387083951401442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  Elis e Tom: quem foi que disse que este blogueiro só gostava de rock?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3259727319625754914?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3259727319625754914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3259727319625754914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/03/ausncia.html' title='Ausência'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R91Tndhk6eI/AAAAAAAAANM/fdr-TaCmmHk/s72-c/Elis-Tomblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7737893612609298075</id><published>2008-02-24T19:04:00.007-03:00</published><updated>2008-02-24T20:50:49.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Alcachofra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R8HtkzvfE6I/AAAAAAAAAM8/YT8GykpO5_4/s1600-h/alcachofrablog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R8HtkzvfE6I/AAAAAAAAAM8/YT8GykpO5_4/s320/alcachofrablog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170675063818490786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao contrário de toda sexta-feira a noite, quando o Márcio chegava em casa todo feliz depois da já tradicional ida no bar com os amigos, dessa vez ele estava meio esquisito: quieto, desanimado... Mais reflexivo que o comum.  A Luiza estranhou:  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aconteceu alguma coisa, Márcio? Você está estranho desde que chegou. Não disse uma palavra!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aconteceu sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que houve homem de Deus?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A alcachofra Luiza, a alcachofra!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Márcio explicou o ocorrido: é de conhecimento público que toda conversa de bar entre homens tem quatro fases distintas que se sobrepõe à medida que o número de garrafas vazias sobre a mesa aumenta. A primeira diz respeito aos assuntos do trabalho. A segunda, que só é alcançada depois de umas duas doses de cerveja, trata do futebol. Na terceira, as mulheres passam a ser o assunto principal na mesa, quando, finalmente, depois de uma dúzia de chopps somadas a intervenção de algumas generosas doses de whisky e vodca, chegamos até a quarta fase, conhecida como a das “filosofias de botequim”. Nesse estágio, tudo pode virar assunto (e geralmente vira): desde a política econômica do governo até a cor do cabelo do garçom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi mais ou menos nesse período que os amigos do Márcio começaram a falar de um tema relativamente inusitado: as alcachofras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Daniel comentou, meio ao acaso, que sua mulher tinha cozinhado uma dúzia de alcachofras, todas maravilhosas, no dia anterior. Já o Fábio reclamou que sua esposa não preparava alcachofras a pelo menos um ano. O Tavares por sua vez, descreveu com “requintes de crueldade” uma alcachofra com molho de manteiga, divina, que tinha degustado certa vez num restaurante &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo. Como￧￣o" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo." st="on"&gt;em São Paulo.&lt;/st1:personname&gt; Comoção&lt;/st1:personname&gt; geral. O testemunho do Tavares arrancou suspiros de toda a mesa, exceto do Márcio. De uma hora para outra, tinha se dado conta: jamais tinha comido uma alcachofra na vida!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá... Mas por que diabos você está triste? Isso eu ainda não entendi!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E não é óbvio, Luiza?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ora: você não vê? Eu tenho quase 40 anos e nunca pus uma alcachofra na boca!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá, e daí?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que tipo de pessoa tem a minha idade e ainda não comeu uma alcachofra? Entende? Isso mostra como minha vida é vazia! Como eu perdi tempo com coisas inúteis! Como eu deixei de aproveitar os prazeres mais básicos da minha existência! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E tem mais Luiza: as alcachofras precisam ser comidas rápido, você sabia? Eu andei pesquisando. Elas têm toxinas! Quer um simbolismo maior do que esse? Se a gente não aproveita a vida rápido, se a gente não come logo a alcachofra, ela perde o sentido, fica imprópria para o consumo... Se torna venenosa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas se esse é o problema, eu posso comprar umas alcachofras amanhã e preparar para você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não é isso! A alcachofra é só uma metáfora! Um símbolo do vazio que a minha vida se tornou!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sua vida não é vazia, Márcio!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É vazia sim, Luiza!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está exageran...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É VAZIA LUIZA!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Luiza demorou um pouco para dissuadir o marido da idéia de largar tudo para ir morar em uma chácara qualquer, no meio do nada, lá no interior. Segundo ele, iriam “viver de amor”. Disse que os filhos já estavam grandes, tinham 17 e 13 anos, podiam se virar sozinhos na cidade grande. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só quando Márcio já estava colocando uma placa de “vende-se” no quintal, foi que sua esposa conseguiu convencê-lo a permanecer ali, alegando que “não teriam TV a cabo no meio do mato”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia seguinte, só por garantia, a Luiza escondeu o caderno de culinária do jornal que trazia uma receita de “Couve-de-Bruxelas ao Fricassê”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sabem como é: melhor prevenir!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7737893612609298075?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7737893612609298075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7737893612609298075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/02/alcachofra.html' title='Alcachofra'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R8HtkzvfE6I/AAAAAAAAAM8/YT8GykpO5_4/s72-c/alcachofrablog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7244039961196288569</id><published>2008-02-24T18:32:00.009-03:00</published><updated>2008-02-24T20:23:44.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Pretensão, o retorno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R8Ht9jvfE7I/AAAAAAAAANE/CGtY6_T8ilQ/s1600-h/noisettesblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R8Ht9jvfE7I/AAAAAAAAANE/CGtY6_T8ilQ/s400/noisettesblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170675489020253106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sei que tinha dito que demoraria a dar às caras por aqui. Felizmente (ou não, depende do ponto de vista), esta semana foi mais “light” do que eu imaginava que seria. Sendo assim tive tempo de dar uma atualizada nesta bodega.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mudando de assunto: nesse período de férias, quando tive a oportunidade de ler todo o blog, percebi que, de longe, minhas postagens mais “pretensiosas” foram aquelas em que eu tratei de assuntos musicais. Afinal de contas, com que moral um cara que não entende chongas de harmonia, ritmo, instrumentos e etc, pode dar seus pitacos sobre um assunto tão complexo como música? Dá nojo de ler certas tiradinhas idiotas que eu escrevi na tentativa de promover meus gostos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas a verdade é que eu ainda não tomei vergonha na cara. Pretendo continuar falando com convicção em defesa de meus gostos musicais exóticos (ou não). Vocês leitores, que me aguentem. É nessas horas que a gente entende como é bom ser um blogueiro e poder escrever sem qualquer compromisso com essas frescuras de coerência, respeito aos fatos e demais baboseiras do gênero (eu estou brincando, eu estou brincando!).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ok, vamos ao que interessa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse período de férias tive a oportunidade de ouvir muita coisa boa por aí. Bandas diferentes, estilos novos e sons que nunca tinha escutado nas rádios tradicionais. Só não aproveitei mais, porque ainda não fui agraciado com o advento da internet em velocidade decente, o que dificulta um bocado qualquer pretensão de ouvir as novidades espalhadas web afora (como no MySpace, por exemplo). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, dentre todas estas descobertas, destaco uma banda inglesa chamada “The Noisettes”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Este trio londrino, formado em 2003, toca um rock de excelente qualidade. Não sou o melhor qualificador de estilos do mundo, mas o som que eles fazem pode ser classificado como um “indie rock”, desses bem sujos e interessantes (se eu estiver falando besteira, por favor, me ignorem). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O CD de estréia da banda, chamado “What's the Time Mr. Wolf?”, mostra toda a diversidade da banda. Cada canção tem um estilão próprio que abrange desde músicas mais “calminhas” até verdadeiras demonstrações explicitas de agressividade sonora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Destaque para a vocal da banda, a talentosa Shingai Shoniwa. Um vozeirão digno de respeito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até onde eu sei, o trabalho dos caras ainda não chegou no Brasil. A dica que fica é procurar na internet algumas demonstrações do talento dessa galera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Duas boas opções para quem resolver me levar a sério e quiser conferir o trabalho do The Noisettes são o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://thenoisettes.com/"&gt;site oficial&lt;/a&gt; e o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://myspace.com/noisettesuk"&gt;MySpace&lt;/a&gt; da banda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se você for um daqueles caras prevenidos, que odeia clicar em links possivelmente perigosos (nunca se sabe o que este blogueiro canalha pode estar planejando), pode conferir logo abaixo o clipe de uma das minhas canções preferidas, chamada “Don’t Give Up”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se alguém tiver alguma dica musical que queira compartilhar com este blogueiro, favor entrar &lt;st1:personname productid="em contato. Estou" st="on"&gt;em contato. Estou&lt;/st1:personname&gt; precisando de novidades!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: aproveitando a viagem... tem gente reclamando que eu sumi do messenger. De fato ele anda meio esquisito ultimamente! Se por ventura alguém estiver com dificuldades para entrar em contato ou desconfiado de que eu sumi por muito tempo, por favor me avisem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/C91iV8gQb1U&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C91iV8gQb1U&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7244039961196288569?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7244039961196288569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7244039961196288569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/02/pretenso-o-retorno.html' title='Pretensão, o retorno'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R8Ht9jvfE7I/AAAAAAAAANE/CGtY6_T8ilQ/s72-c/noisettesblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7059049918637150332</id><published>2008-02-17T19:55:00.003-03:00</published><updated>2008-02-17T20:37:08.228-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Frescuras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R7i8FzvfE3I/AAAAAAAAAMk/wiWo12N843c/s1600-h/frescurablog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R7i8FzvfE3I/AAAAAAAAAMk/wiWo12N843c/s320/frescurablog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168087380382389106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A história a seguir parece ser engraçada. Só parece. Ela relata a trajetória de um homem normal, assim como eu e você. Um homem normal, com uma característica incomum. Algo que algumas pessoas podem classificar simplesmente como uma mera frescura, mas que no fundo não é.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Samuel, vulgo Samuca, era um cara comum. Bem apessoado, inteligente, articulado... Um típico exemplar daqueles que as mulheres em geral costumam chamar de “bom partido”. Mas do alto de todas as suas virtudes, o pobre rapaz tinha um ponto fraco. Uma excentricidade específica que já tinha feito com que ele terminasse inúmeros relacionamentos, todos pelo mesmo motivo: o “ai guria!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para quem nunca ouviu a expressão, o “ai guria” geralmente é dito durante um diálogo protagonizado por duas mulheres. Uma espécie de recurso lingüístico usado como prenúncio de “grandes acontecimentos”. Um exemplo? Lá vão três:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai Guria! Você não sabe com quem eu falei hoje!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai Guria! Estou tão feliz!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai guria! O que eu faço?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para o Samuca o “ai guria”, mais do que uma simples frase, era a representação lingüística da futilidade de todo o hemisfério ocidental. Era praticamente impossível ele ouvir o “ai guria” sem sentir um calafrio subir sorrateiro por sua espinha e uma vontade incontrolável de arrancar os próprios cabelos. Inclusive, o “ai guria” não só podia, como já tinha destruído alguns de seus relacionamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O momento em que o “trauma” começou, nem ele sabe dizer. Lembra-se apenas das conseqüências iniciais de sua intolerância à frase.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira vez que algo grave aconteceu foi com a Marcinha. Moça alegre, sorridente. Meiga do dedão do pé ao último fio de cabelo. Começaram a namorar meio que ao acaso, depois de uma festa de fim de ano. Parecia ser um romance com boas chances de prosperar. Por coincidência foi logo depois de outra festa que tudo acabou. O Samuca escoltava a Marcinha enquanto ela levava um bate-papo animado com algumas amigas. Foi então que, meio distraída, disparou:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai guria! Você tinha que ter visto a cara que ela fez!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vocês tinham que ter visto a cara que o Samuca fez, isso sim. Aquílo tinha doído na sua alma. Sentia-se do lado de um monstro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguns minutos depois ele deu um jeito de levar a Marcinha num canto isolado para, nem ele sabia explicar direito o por quê, terminar tudo. Foi a primeira vez que o “ai guria” tinha acabado com um de seus namoros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na segunda vez, o processo foi ainda mais traumático. O Samuca tinha conhecido uma garota fantástica, a Flávia. Ambos eram quase feitos um para o outro. A empolgação com era tanta que ele próprio tinha tomado a iniciativa de pedir sua mão em noivado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas tinha uma coisa que atormentava o Samuel. Será que a Flávia poderia dizer um “ai guria” uma hora ou outra? Gostava dela. Gostava muito. Deus era testemunha do tamanho do carinho que sentia por ela. Mesmo assim não sabia dizer a si próprio como reagiria se tivesse que ouvir da boca da Flávia a expressão que mais abominava no mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Resolveu arriscar. Convenceu a si próprio que a Flávia não seria capaz de tal ato, e resolveu levar adiante o noivado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O desfecho desse relacionamento ocorreu numa noite em que o Samuca decidiu levar sua futura noiva e o resto de suas famílias para um jantar de confraternização num restaurante da cidade. A Flávia conversava com a irmã do Samuel. Animação total. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E então Flávia? Muito assustada com o noivado?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aaiiiiiii guria! To ansiosa demais!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Samuca quase caiu da cadeira. Aquílo não tinha sido um “ai guria” comum, tinha sido um “Aaiiiiiii guria”, que tinha um potencial de destruição significativamente maior para seus ouvidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda perdido, pediu licença da mesa de jantar e, para surpresa de todos, não voltou mais. Alguns chegaram a cogitar que o motivo do abandono do recinto tinha sido um purê de batatas meio suspeito. Só mais tarde descobriram que o Samuel tinha resolvido terminar tudo... De novo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tais acontecimentos fizeram-no reavaliar seus conceitos de seleção. A partir daquele dia ele resolveu fazer uma pré-triagem de todas as suas possíveis futuras namoradas. Tão importante quanto ter bons modos, ser bonita e inteligente uma pretendente não podia dizer, sob hipótese alguma, o “ai guria”. Descobriu que a tarefa era mais difícil do que pensava. O mundo estava tomado pelo “ai guria”. O “ai guria” era dito por todas as faixas de idade femininas (e algumas masculinas também). O “ai guria” era como um daqueles vírus de filmes de zumbis que já tinham contaminado praticamente todos os habitantes do mundo. Achar uma “sobrevivente” ao “ai guria”, não seria fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi então que o Samuca conheceu a Joana. Moça fina, inteligente e muito, muito bonita. Mas o melhor nem era isso. Mais do que todas as suas grandes virtudes a Joana se destacava para o Samuel em função do seu repúdio declarado ao “ai guria”. Parecia mentira, mas não era. Logo que soube dos seus problemas com o termo ela não só apoiou o Samuca como se disse atormentada pelo mesmo problema. Só podia ser o destino. Quem diria que existiam duas pessoas nesse mundo que partilhavam do mesmo inconformismo, e, mais improvável ainda: quem diria que elas iriam se encontrar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As coisas iam tão bem que quando se deram conta, já eram noivos. Agora só faltava o casamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas a vida... Bem... A vida é irônica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia do enlace, o Samuel e Joana acertavam os últimos detalhes para a cerimônia que aconteceria à noite.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Está tudo certo então?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Certíssimo! Já liguei pros meus parentes lá do interior e parece que eles logo chegam!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que bom, que bom! E o vestido? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Prontinho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ufa... Finalmente está chegando a hora! Parece mentira! Mal consigo esperar o momento de ver você dentro dele! Como é mesmo que se diz? “Ai guria! Estou tão feliz!” Hahahaha&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hahahaha... Não abusa, não abusa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hahaha... Ok, ok! Agora seja uma garota boazinha e venha cá me dar um beijo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vou sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Opa! Peraí... Telefone!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô? ... Tudo bem sim! ... Ah tá, pode deixar! Fique tranqüilo! ... Firmeza mano, firmeza!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;... Eu sei, tô ligado! ... Ok, beleza! ... Um abraço!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silêncio. Enquanto ouvia o Samuel no Telefone a Joana não conseguiu controlar algumas caretas esquisitas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quem era?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O Beto! Disse que talvez ele se atrase pro casamento!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah tá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que foi? Você parece nervosa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! Não é nada! Só estou meio... Meio... Sei lá! Esquisita!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sei! Tem alguma coisa que eu possa fazer?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! É só eu ficar um pouco sozinha, já passa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então tá! Vou trabalhar nos últimos preparativos e mais tarde a gente se fala, ok?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Está bem!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais tarde, já no altar, o Samuca descobriu que a Joana, a mulher de sua vida, não iria aparecer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dias depois ela explicou que descobriu que o relacionamento não daria certo, no dia do casamento. Segundo a Joana, ela não suportava o “firmeza mano”, muito menos o “tô ligado” que para ela significavam a decadência dos bons costumes verbais de toda a sociedade. Como viver todos os dias da vida com uma pessoa que a qualquer momento poderia soltar um “firmeza mano”? Como morar num mesmo teto com alguém que ao invés de dizer “eu sei” poderia optar por um “tô ligado”? E ter filhos então? Como correr o risco de ter os próprios primogênitos usando esses tipos de expressão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele ainda tentou reverter a situação, mas não teve jeito. A Joana estava irredutível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Samuca ficou se perguntando que tipo de pessoa teria a coragem de por fim a um lindo futuro só por causa de duas expressões bobas. Chegou à conclusão de que a sociedade estava em decadência, e que ele era uma dos únicos e solitários modelos de conduta que ainda restavam. Uma voz de coerência em meio a tantas frescuras que assolavam o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os amigos tentaram consolar:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que puta mundo injusto, hein Samuca?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tô ligado... Tô ligado!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7059049918637150332?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7059049918637150332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7059049918637150332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/02/frescuras.html' title='Frescuras'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R7i8FzvfE3I/AAAAAAAAAMk/wiWo12N843c/s72-c/frescurablog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2482794526460369016</id><published>2008-02-17T19:50:00.001-03:00</published><updated>2008-02-17T19:55:32.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Comentário inútil do blogueiro 2</title><content type='html'>A mamata acabou. Ou melhor: acabaram-se as férias da faculdade. O que isso significa? Basicamente terei pouquíssimo tempo livre para escrever aqui, e provavelmente, quando tiver um tempo livre, tudo o que eu não vou querer vai ser topar com um computador.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo assim, espero que vossas senhorias mantenham a paciência. Favor não entrar em pânico nem tentar o suicídio. Sei que é quase impossível viver em plenitude sem ter acesso aos meus fabulosos (e acima de tudo modestos) escritos, mas peço que façam um esforço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É isso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Caso tenham alguma sugestão, crítica ou queiram atentar contra a minha ilibada moral, favor entrar em contato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijo no cérebro!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2482794526460369016?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2482794526460369016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2482794526460369016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/02/comentrio-intil-do-blogueiro-2.html' title='Comentário inútil do blogueiro 2'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2609367783729489313</id><published>2008-02-09T19:39:00.000-03:00</published><updated>2008-02-12T06:54:15.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>God Bless América</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R64sAjvfE2I/AAAAAAAAAMc/7uhSeQGSUUE/s1600-h/godblessamericablog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R64sAjvfE2I/AAAAAAAAAMc/7uhSeQGSUUE/s320/godblessamericablog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165114210746569570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sou daqueles que faz questão de ler o caderno de economia todos os dias. Aliás, pensando bem, acho que não conheço quase ninguém que se dedique a ler as páginas desta injustiçada vertente do jornalismo. De qualquer forma, foi inevitável acompanhar nas últimas semanas as dúzias de notícias divulgadas pelos veículos de imprensa falando sobre a recessão na economia americana. Tal fato gerou uma reação em cadeia nas bolsas de valores ao redor do mundo, que tiveram que rebolar para não sofrerem as conseqüências do verdadeiro abalo sísmico monetário provocado.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem diria... Até eles passam por isso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A verdade é que chega a ser difícil de acreditar que os americanos também podem ter crises econômicas semelhantes à de qualquer outro país deste planetinha mixuruca. Fomos “ensinados” desde cedo a compreender e aceitar a posição de superioridade dos herdeiros do Tio Sam em relação ao restante do mundo. Talvez isso explique tamanha surpresa por parte de todos com as notícias dos últimos dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tais acontecimentos me levaram a conceber uma hipótese bastante improvável, mas que não deixaria de ser relativamente interessante (pelo menos do ponto de vista sociológico): já pensaram se daqui a alguns anos a toda poderosa América se tornasse um país pobre? Eu sei que tal insinuação é absurda, mas tentem pensar nisso. Em como teríamos que explicar para nossos filhos e netos qual era o grau de importância daquele país para o resto do mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vocês podem até discordar, mas eu acho que seria divertido...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pai: que país é esse?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto estava ajoelhado no meio do Atlas recém comprado por seu pai. Tinha passado a tarde inteira ali, fuçando os continentes à procura de algum país que ainda não tinha ouvido falar. Tarefa difícil. O menino era craque em geografia, sobretudo se comparado a alguém na sua idade. Manjava quase tudo do assunto. Mas, para sua surpresa, tinha se deparado com uma bandeira meio esquisita, de listras vermelhas e brancas com um retângulo azul repleto de estrelas que remetia para uma nação meio encolhida, situada ao norte do continente americano, da qual nunca tinha se dado conta. Ficou curioso. Afinal de contas, que lugar era aquele?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah filho... Esses são os Estados Unidos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Estados o quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Unidos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hum... Legal! Nunca tinha ouvido falar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é: faz tempo que ninguém dá muita importância para eles.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E eles já tiveram alguma importância?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acredite filho: esse já foi o país mais poderoso do mundo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto deu uma gargalhada gostosa, daquelas típicas de quem acabou de ouvir uma boa piada. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Fala sério pai!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Estou falando! Os americanos já foram importantíssimos pro planeta!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhh... Conta outra! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É verdade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A incredulidade do menino estava irredutível. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Se é assim, como é que eu nunca tinha ouvido falar desses caras?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É que eles tiveram uma crise econômica bem feia lá pelos anos de 2007, 2008... Depois disso foram caindo, perdendo importância!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sério?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim. Sabe o George Bush?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aquele líder do Talibã?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Esse mesmo! Ele era o presidente dos Estados Unidos naquela época! Uns dizem que ele só chegou ao governo pra sabotar a economia deles!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E porque ele faria isso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É que muita gente não ia com a cara dos americanos, sabe? Eles eram conhecidos por serem muito metidos, prepotentes... Sua cultura e seus hábitos influenciavam o mundo inteiro! É mais ou menos o que acontece hoje com a China!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É simples... Tá vendo esse chapéu que você está usando?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que tem ele?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Esse é um chapéu típico da China!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas ele está na moda!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é: influência dos chineses! O mundo inteiro tem usado isso, porque está na moda lá! Quer ver outro exemplo? Qual é sua banda favorita?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Os “Ling-Lings Dragons”, é claro!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eles são chineses, não são? É mais ou menos isso que acontecia com os Estados Unidos: tinha muita gente que adotava os hábitos culturais deles, justamente por eles serem a nação mais poderosa do mundo! Para você ter uma idéia, quando eu tinha sua idade, minha banda favorita era americana!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Credo! Que estranho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-No cinema também era assim! A maioria dos filmes que passavam nos cinemas era dos Estados Unidos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eca! Até isso eles faziam? E eu que sempre achei que isso é coisa só de indiano!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dessa vez quem riu foi o pai do garoto. Nem ele acreditava direito no que dizia! Quanta nostalgia. Quem diria que aquela super nação, uma potência econômica que dominava o mundo, se tornaria um país mequetrefe que foi obrigado a vender metade de seu território para os mexicanos a fim de pagar a própria divida externa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era até engraçado observar seu filho ali, com cara de incrédulo. Ah se ele soubesse que nos tempos do seu velho pai não existia “Bambu Cola”, nem espetinhos de gafanhoto no “Mc’Lee”. Que o super-herói de quadrinhos mais famoso não era o “Panda-Alado” e sim o “Super-Homem”. Que naqueles tempos o que existia eram protestos contra o “capitalismo selvagem”, e não contra o “comunismo imperialista”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Se você tivesse visto o que eu vi, não iria acreditar!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu não estou acreditando mesmo! Isso é estranho! Os caras praticamente copiaram a bandeira de Porto Rico, e o senhor que eu acredite que eles já foram um grande país?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O mais poderoso de todos, filho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hunf... Daqui a pouco você vai me dizer que o Haiti já foi pobre!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hahahaha! Filho, filho: as coisas mudaram muito!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mudaram muito? Então o Brasil já foi um país rico e sem corrupção? Com educação, segurança e saúde de qualidade para todos?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não... As coisas mudaram, mas nem tanto! Isso ainda continua igual!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2609367783729489313?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2609367783729489313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2609367783729489313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/02/god-bless-amrica.html' title='God Bless América'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R64sAjvfE2I/AAAAAAAAAMc/7uhSeQGSUUE/s72-c/godblessamericablog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4441292967779220736</id><published>2008-02-09T19:24:00.000-03:00</published><updated>2008-02-09T19:32:56.966-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><title type='text'>Caminho certo</title><content type='html'>Sorte do meu &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16505598342666529741"&gt;Orkut&lt;/a&gt; de ontem: “Todos os seus planos para esse ano vão se realizar.”  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sorte do meu &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16505598342666529741"&gt;Orkut&lt;/a&gt; de hoje: “Você nunca mais vai precisar se preocupar em ter uma renda estável.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembram das &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/balano-6.html"&gt;minhas metas nesse ano&lt;/a&gt;? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me aguarde Jolie... Me agurade!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4441292967779220736?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4441292967779220736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4441292967779220736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/02/caminho-certo.html' title='Caminho certo'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2598288113494565498</id><published>2008-01-31T21:05:00.000-03:00</published><updated>2008-02-01T10:09:15.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>80 centavos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R6Ji5Wj-c1I/AAAAAAAAAMU/6YbTrcvsE-c/s1600-h/centavosblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R6Ji5Wj-c1I/AAAAAAAAAMU/6YbTrcvsE-c/s320/centavosblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161796860368548690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Felipe estava no ponto de ônibus, meio distraído, esperando pela condução que o levaria de volta para casa depois de um dia inteiro de trabalho. Nesse meio tempo, um rapaz meio maltrapilho se aproximou, e pedindo licença começou a contar sua triste (e bem ensaiada) história.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homem, que se identificou como Adelino, narrou emocionado sua infeliz jornada. O pobre coitado mal tinha chegado na capital, vindo de Queijadinha do Oeste (ou alguma outra cidade do interior com nome parecido) e fora informado que de sua velha mãe tinha sido internada em sua terra natal. Estava, segundo seus parentes, à beira do fim. Em função disso, o pobre Adelino teria que deixar seu sonho de conseguir um bom emprego na cidade grande para outra hora, já que tinha decidido ir ao encontro de sua progenitora. O problema era que, coitadinho, não tinha como pagar a passagem de volta. Sendo assim, explicou que não teve outra alternativa a não ser a de sair pelas ruas pedindo o auxílio de desconhecidos como o Felipe, a quem ele gentilmente solicitou, se não fosse muito incomodo, que lhe doasse míseros 80 centavos, a quantia específica de que precisava para completar o valor de seu retorno à aprazível Queijadinha do Oeste. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Felipe sabia que a história cheirava à golpe, mas não teve outra escolha a não ser tatear os bolsos e retirar os trocados pedidos pelo Adelino, que quase chorando de alegria agradeceu e se despediu afirmando que, graças ao auxílio do nobre transeunte, ele poderia voltar para casa rever sua velha mãe doente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao se afastar, o Felipe suspirou inconformado com seu próprio coração de açúcar, incapaz de dizer não mesmo quando sua razão dizia para não atender os pedidos daquele que obviamente era um charlatão. Conformado com sua própria covardia, deu de ombros, afirmando mesmo sem muita convicção para si mesmo que ele só tinha “se feito de trouxa” por estar de bom humor. Em outras circunstâncias, não seria assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dias depois, o mesmo Felipe caminhava pela rua meio displicente a tudo quando, para sua surpresa, o mesmo Adelino (aquele que teoricamente ele tinha ajudado a voltar para casa) se aproximou para lhe contar a mesma triste história de antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Indignado com tamanha cara de pau (e com a falta de memória) do pilantra, o Felipe decidiu que daquela vez não se faria de besta. Iria reagir. Para se certificar da “escala richeter” de safadeza do Adelino, fez questão de ouvir a história até o fim, para ver se algum detalhe específico destoava do discurso anterior. Tudo igual: Queijadinha do Oeste, mãe doente, pouco dinheiro e 80 centavos para completar a passagem. Até os suspiros e os trejeitos de quem está prestes a cair no choro ele repetiu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E então? O senhor pode me ajudar a voltar para casa?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Escuta Adelino... Posso te chamar assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode sim senhor!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então tá! Me diz uma coisa Adelino: você não lembra de mim, não?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não senhor!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois eu lembro de você! Faz umas duas semanas, mais ou menos, eu estava aqui perto esperando ônibus e você veio me contar essa mesma história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Adelino arregalou os olhos surpreso, como se tivessem lhe relatado a existência de um irmão gêmeo desconhecido. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O senhor tem certeza? Você deve estar se confundindo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, absolutamente. Era você!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Adelino reagiu como se tivesse sido ofendido.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu?? O senhor está enganado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, não estou!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Escuta: a minha mãe tá doente e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Me poupe da balela! Eu sei qual é a tua!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O senhor está insinuando que eu estou fazendo isso só para enganar as pessoas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E não é por isso? Pelo que seria então?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Para poder voltar pra casa ver minha mãe doen...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Já disse que a mim você não engana mais!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Adelino parou, pensou, e com cara de quem acaba de descobrir uma conspiração das mais cabeludas disparou:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Já sei! Deve ter alguém mal intencionado que soube que eu estou por aqui e está tentando se aproveitar dos meus problemas. Alguém que está se fazendo passar por mim! Deve ter sido ele que o senhor viu esses dias atrás!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ué... Você não disse que tinha chegado hoje na cidade?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vai ver que descobriram que eu viria pra cá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E eles sabiam também que sua mãe ia adoecer?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Bem... Ééé... Ela já estava meio fraquinha quando eu saí de lá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você disse que ela era forte como uma pedra, lembra? Que você estava até duvidando do tal internamento dela!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... É que...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Já chega amigo! Você é persistente, eu admito, mas a mim você não engana mais!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Adelino se indignou.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É por gente como você que o país não vai pra frente! Fica aí negando ajuda pra um pobre coitado que não tem como voltar pra casa! Você deveria se envergonhar. Se eu tivesse pedido uma quantia alta... Mas são só 80 centavos. Pra eu rever a minha mãe. Que tá doente. Ah... Quer saber? Faça o que bem entender, ouviu? Seu desalmado!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dito isso, ele se virou e foi embora, bradando protestos para todos os lados, fazendo com que o Felipe virasse alvo de dúzias de olhares desaprovadores dirigidos pelos demais transeuntes que se indignaram com a falta de compaixão do rapaz para com o pobre homem desafortunado de Queijadinha do Oeste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao longe ainda dava para se ouvir os protestos indignados do Adelino:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que povo desalmado! Isso é uma vergonha! Esse mundo tá perdido!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao Felipe, sem graça, só restou suspirar e concluir que, apesar dos pesares, o Adelino era insistente. Tinha lá os seus méritos:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É... Brasileiro não desiste nunca... Nunca mesmo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2598288113494565498?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2598288113494565498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2598288113494565498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/80-centavos.html' title='80 centavos'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R6Ji5Wj-c1I/AAAAAAAAAMU/6YbTrcvsE-c/s72-c/centavosblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2243807925499300038</id><published>2008-01-27T12:30:00.000-03:00</published><updated>2008-01-28T07:41:52.650-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Um ano depois</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5ysu2j-czI/AAAAAAAAAMA/hmRkG9Q1ff0/s1600-h/eu1anoblogcomlegenda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5ysu2j-czI/AAAAAAAAAMA/hmRkG9Q1ff0/s320/eu1anoblogcomlegenda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160189193980113714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/User/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;Caríssimos visitantes: acreditem ou não, há exatamente 365 dias atrás, entrava no ar o “Eu Não Sei Fazer Poesia”, esta porcaria que vossas senhorias estão lendo nesse exato instante. Para quem imaginava que largaria tudo um ou dois meses depois do início do “projeto”, completar um ano de existência é uma conquista e tanto. Afinal de contas, entre erros e acertos, aprendi muita coisa nova que levarei adiante em minha vida.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Analisando os fatos, posso afirmar com convicção que foi uma ótima idéia a de criar esta espelunca. Não digo isso em função de meu suposto “talento” literário, pelo contrário: acho que eu deveria ter vergonha (como de fato tenho), de muitas das coisas que eu publiquei aqui. O que me motiva a dizer que a experiência foi válida, são outros fatores, muito mais valiosos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre as vantagens que constatei, destaco a criação de uma via de escape interessante para minhas frustrações pessoais. Sabe aquele momento em que você não tem absolutamente nada pra fazer? Pois é... Apesar de terem sido raros os momentos em que tive a oportunidade de me classificar como um cara “sem nada para fazer”, pude tirar proveito dessas ocasiões de uma forma mais vantajosa do que meramente ficar sentado em casa vendo TV ou coçando o saco (perdão pelo palavreado chulo, senhoras). Além disso, sempre que me vejo “puto” com alguma coisa ao meu redor, procuro tirar o foco de meu problema e transferi-lo para a criação de alguma história cretina. Por vezes isso me ajudou bastante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas sem dúvidas, o mais importante nessa brincadeira foram as amizades que fiz e que fortaleci graças ao blog. Não parece, mas ter um espaço para escrever serviu como uma luva para me reaproximar de velhos conhecidos que só se manifestavam eventualmente. Além disso, os novos visitantes que passaram a manter contato também são outros dos presentes que recebi. Pessoas que mesmo sem me conhecer direito passaram a me dedicar atenção e carinho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu andei pensando em bolar alguma coisa especial, algo que servisse simbolicamente para representar a postagem de um ano. As idéias, no entanto, foram bem menos originais do que eu supunha. No fim das contas, cheguei à conclusão de que iria fazer um áudio, uma espécie de podcast onde eu agradeceria a todos os meus visitantes “pessoalmente”. Cheguei a gravar e a editar o conteúdo inclusive... Mas sabe quando você faz alguma coisa que sente que não ficou legal? Quer dizer: isso sempre acontece quando eu termino de escrever um texto, mas dessa vez a sensação foi forte demais. Sendo assim, acabei de decidir que vou poupar-lhes de ouvir minha voz naquela porcaria que gravei. Quem sabe daqui a algum tempo eu faça um negócio mais caprichado. Por hora é melhor eu ficar quieto, só escrevendo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para não dizer que a data passou em branco, resovi fazer um cabeçalho novo para o blog, como vocês devem ter percebido. Pra variar, achei que ficou ruim. Mas como eu gastei horas e mais horas no Photoshop, resolvi ser cara de pau o bastante pra prosseguir com a baixaria. Seja o que Deus quiser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É isso pessoal: peço perdão por não ter conseguido bolar nada mais original do que isso, mas definitivamente não sou o melhor cara do mundo para pensar nesse tipo de coisa! Apenas gostaria de agradecer, e muito, o carinho e as palavras de apoio que vocês gentilmente me dedicaram nesse ano. Sem dúvida nenhuma, é graças ao seu apoio caro leitor, que eu continuo destruindo o bom senso literário e a concordância lingüística aqui nesta espelunca. Não me atreverei a citar nomes com medo de esquecer de alguém e cometer alguma injustiça. De qualquer forma, tenho certeza que você (é, você mesmo) sabe do valor que teve para mim e para a continuidade deste blog. Sendo assim, sinta-se formalmente homenageado por este charlatão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A todos vocês o meu humilde, porém sincero, muito obrigado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijos no cérebro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até mais!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2243807925499300038?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2243807925499300038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2243807925499300038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/um-ano-depois.html' title='Um ano depois'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5ysu2j-czI/AAAAAAAAAMA/hmRkG9Q1ff0/s72-c/eu1anoblogcomlegenda.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-5608587089404441396</id><published>2008-01-27T11:15:00.000-03:00</published><updated>2008-01-27T13:15:50.409-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Sessão premiada</title><content type='html'>Ó eu aqui outra vez. Para você que ainda não percebeu, hoje este blog completa um ano de existência. Coincidência ou não, esta semana tive a o prazer de ser lembrado duas vezes por duas de minhas colegas de blogosfera: a &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://vanluchi.blogspot.com/"&gt;Van&lt;/a&gt; e a &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://blairponjinha.blog.uol.com.br/"&gt;Chuvinha&lt;/a&gt;, que me premiaram respectivamente com o “Blog Cabeça” e o “Este Blog Não Me Sai da Cabeça”.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às duas, deixo aqui o meu sincero e humilde muito obrigado pela lembrança. É um prazer enorme receber o carinho de duas pessoas que tive o prazer de conhecer à pouco tempo, mas que mesmo assim já me acharam digno de tal honraria. Apenas peço desculpas por não repassar o prêmio adiante. Sou daqueles tipos corujas, que não tem coragem de escolher novos blogs por medo de estar cometendo alguma injustiça. Espero que me perdoem, mas esse é o meu jeitão esquisito de ser (hehehe). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra coisa: isso já aconteceu faz um bom tempo atrás, mas aproveitando esta “sessão premiada” (não, o Celso Portioli não tem nada a ver com isso) gostaria de divulgar outro dos presentes que tive: fui lembrado no &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.inovavox.com/blogurinhas/"&gt;Blogurinhas&lt;/a&gt;, uma iniciativa do blogueiro Sampson Moreira do &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.inovavox.com/"&gt;Inova Vox&lt;/a&gt;, um dos mais importantes blogs do Brasil. A idéia do prêmio foi simples: reunir os sites pessoais que, na visão dele, eram os melhores do país em uma espécie de álbum de figurinhas virtuais. Tive a honra de ser lembrado como o penúltimo da lista (a figurinha &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://farm3.static.flickr.com/2075/1520062476_79f04805e5_o.jpg"&gt;279&lt;/a&gt;, mais precisamente). O mais curioso foi como eu descobri isso: estava lá, fuçando por conhecidos na lista quando, para minha mais absoluta surpresa, topei comigo mesmo. Quase caí da cadeira! A você Sampson (acho difícil você passar por aqui, mas...) o meu muito obrigado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É isso gente. Se continuar nesse ritmo, dentro de um ano ou dois eu levo um Nobel de literatura. Alguém duvida? (ah sim, só pra garantir: isso foi uma piada!)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5phBmj-cxI/AAAAAAAAALw/OmcFevaX7s0/s1600-h/blogcabeca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5phBmj-cxI/AAAAAAAAALw/OmcFevaX7s0/s200/blogcabeca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159543003265528594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5phNGj-cyI/AAAAAAAAAL4/oujHzF9EnzI/s1600-h/BLOGneuronico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5phNGj-cyI/AAAAAAAAAL4/oujHzF9EnzI/s200/BLOGneuronico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159543200834024226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  "Blog Cabeça" e "Este Blog Não Me Sai da Cabeça”: haja cocuruto! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-5608587089404441396?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5608587089404441396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5608587089404441396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/sesso-premiada.html' title='Sessão premiada'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5phBmj-cxI/AAAAAAAAALw/OmcFevaX7s0/s72-c/blogcabeca.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2857096983715205108</id><published>2008-01-22T18:23:00.000-03:00</published><updated>2008-01-22T18:35:18.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Participação Especial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Congresso Anual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5Zfhek97eI/AAAAAAAAALo/mCNJmhG421Y/s1600-h/cronicacarlos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5Zfhek97eI/AAAAAAAAALo/mCNJmhG421Y/s320/cronicacarlos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158415451947920866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No auditório, balidos, guinchos, berros, latidos, um Deus nos acuda. Ê bicharada incivilizada! Até que das caixinhas de som ecoou um rugido longo e violento. Silêncio. Nem um piu. Todos atentos à mesa principal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pomposo, o rei Juba Ruiva, o Impiedoso (filho de Juba Negra, o Tirano, e Juba Pastel, a Indolente)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;abriu os serviços do dia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crraam... bem&lt;/span&gt;-v fuiiiiiiiiiiiiiiin – microfonia. Continuou o leão: – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bem-vindos à 2346ª Conferência Anual das Espécies Inteligentes Eleitas por Noé, neste ano realizado em terra firme conforme decisão do Conselho Mundial das Espécies Inteligentes. Para iniciar nosso encontro, convido à mesa o companheiro tubarão Branco, diretor da comissão Habitat e Nicho Marinho desse Conselho.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nhequenhequenheque. Dentro de um aquário mínimo em cima de um carrinho empurrado custosamente por um símio de quepe vermelho, subiu ao palco a austera fera marinha, conhecido oposicionista de Juba Ruiva. Nenhuma palma; em partes por medo de zangar o rei, em partes por pavor: e se o vidro estourar? Danou-se!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto o macaco desembaçava o vidro, Juba Ruiva continuou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Convido a vir à mesa também o pelicano Cicone, diretor da comissão Habitat e Nicho Aéreo e vice-presidente do Conselho Mundial das Espécies Inteligentes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí sim muitas palmas! O pelicano tinha aparecido há duas semanas na revista mais famosa do mundo animal mostrando a gruta onde sobrevivia, o ninho aveludado e os ovos que prometiam dar vida àquele lar. Corriam boatos de que ele seria candidato à presidência do Conselho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Visivelmente enjoado daquele cerimonial todo, Juba Ruiva prosseguiu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Convido a toupeira Topero a compor a mesa, diretor da comissão Habitat e Nicho Subterrâneo do Conselho Mundial das Espécies Inteligentes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí sim a casa caiu: a vaia encheu o salão, ergueram-se faixas de protesto que atestavam que desde o dilúvio não se via apadrinhagem como esta, os suricates que estavam logo na segunda fila viraram-se para a plenária, dando as costas à mesa, ao que foram aplaudidas fervorosamente. As ovelhas até imitaram o gesto. Os lagartos gritaram “baba ovo.” As hienas se acabaram de rir, eram mestras naquela história de criticar por escárnio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas nada disso se mostrou muito problemático. Uns gritos de “ordem nesta casa”, uns rugidos, um olhar mais severo às zebras que insistiam em animar a balbúrdia e o silêncio se restabeleceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao leitor desinformado ou com memória de galinha, lembro que no 2343º Conferência o Juba Ruiva criou e homologou essa comissão no Conselho provando com testes humanos – ou seja, de procedência sabidamente ilegítima –, que as toupeiras tinham QI superior a 50, o que dar-lhes-ia o direito de compor o Conselho Mundial das Espécias Inteligentes. Juba Ruiva veio ainda com um discurso fajuto de reconhecimento de serviços à natureza e uma balela de direito natural que ninguém entendeu. O que a bicharada entendia e muito bem é que estavam perdendo representatividade, e perder cadeiras no Conselho era perigosíssimo para a sobrevivência da espécie. Curiosamente, desde aquela época a toupeira Topero votava sempre com o Juba Ruiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O leão seguiu, impondo a voz firme:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Lembro a todos que a comissão Habitat e Nicho Terrestre da Comissão Mundial das Espécies Inteligentes é dirigida por mim, que também presido a instituição. E por fim convido à mesa ainda o diretor da comissão temática permanente Atenção ao Humano.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Juba Ruiva sequer citou o nome do diretor, talvez por não saber mesmo. Totalmente indiferentes, o bichos permaneceram impassíveis. Um dos porcos de camisa vermelha se reconheceu totalmente violentado por ter um predador sentado à mesa e guinchou uma reclamação vazia, mas não conseguir atenção. Calou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem continuou foi a fuinha Helena, primeira-secretária do Conselho, lendo a pauta de deliberações do dia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Leitura das atas e das moções de apoio e de repúdio da 2345ª Conferência (só os golfinhos escreveram 550). A seguir atividades livres nos wokshops: os pandas e o movimento anti-comunista; experimentos genéticos em espécies inteligentes de roedores (tapa na cara das toupeiras que não entenderam a provocação); comentários básicos da teoria darwinista em aves consangüíneas; evidências de vida extra-terrena inteligente; participação animal: a vez e a voz das espécies inteligentes do mundo; os bisões e o aquecimento global; ovíparos, ovovivíparos: novas diretrizes para a classificação, taxonomia e nomenclatura da biologia... Seguindo na programação, temos a Reunião Geral do Conselho Mundial das Espécies Inteligentes. A seguir, apresentação dos trabalhos de grupo. E por fim Plenária Geral do dia.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais calmos, os bichos todos seguiram em blocos (por espécie) para as salas de trabalho relativas à sua espécie. Somente a fuinha Helena que lia cansada e os elefantes ficaram para ouvir a ata e as moções, porque eram os únicos que lembravam do começo das recomendações. A sala que deliberaria sobre os alienígenas ficou praticamente vazia: participavam somente três ou quatro corujas de olhos opacos que se interessaram pelo tema e o ofegante macaquinho de quepe vermelho, que supunha ser menos requisitado ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O dia correu bem, senão pelo almoço. Sempre dava problema. Era uma questão ética tradicional: durante a Conferência, comia-se apenas vegetais e insetos ou trazia-se para o evento refeição pronta, embalada e picada ao ponto de não se identificar qual o animal abatido. Mas o bafafá era sagrado. Dessa vez, foi uma capivara que disse reconhecer o cheiro de um tio recém-sumido no prato de um jacaré que comia despreocupado e jurava ser frango ao molho madeira. Os frangos, indignados, fizeram imediatamente uma moção de repúdio ao jacaré exigindo retratação formal por parte deste. Mas esqueceram o que ele tinha dito ao certo, só lembravam que era grave, e deixaram incompleto o formulário, e as chinchilas que cuidavam da parte jurídica negaram o pedido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;À tarde outro quiprocó, dessa vez mais sério. Sumiu um carneirinho. A capivara ressentida gritou: “foi o jacaré!” As zebras só se olharam: estavam certas que tinha sido o Juba Ruiva, mas quem é que provaria? E a sra.Carneiro chorava, desmaiou mais de uma vez. Ô, meu Deus, cadê o carneirinho!? Procura, procura. Nada. Até que ouviram um barulho do lado de fora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Descobriram o carneirinho estirado na grama ao lado do auditório principal tremendo, jurando espontaneamente que não vira quem o atacou. Um sapo com a boca costurada negava coma cabeça que tivesse visto algo. Juba Ruiva exigiu que o autor daquele ato hediondo se apresentasse, que aquilo era selvageria e sei lá mais o que é que era, que nunca isso tinha acontecido antes ali. O culpado não teve a decência de se apresentar. O pelicano ficou publicamente escandalizado mas disse que estava certo de que Juba Ruiva encontraria o desleal causador desse horrível transtorno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A noite ganhou tom solene. Graças ao Juba Ruiva, a família carneiro recobrara a paz. Uma cobra havia sido apanhada e encontrada já morta – a pauladas –, provavelmente de remorso. Jogaram-na num canto visível. As outras cobras não levantavam a cabeça do chão, tamanha a vergonha. E aumentaram a segurança do evento. Dobrou o número de gorilas a rondar por aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia seguinte, tudo bem novamente. Apenas os elefantes não se contentavam com a história de uma cobra daquele tamanho não ter conseguido dar o bote em um carneiro tão novinho; os demais sequer lembravam-se do incidente. E sem ninguém ver, o homem foi embora. Saiu à francesa. Não conseguiu ficar sem comer carne.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Pegurski&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2857096983715205108?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2857096983715205108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2857096983715205108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/congresso-anual.html' title='Congresso Anual'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5Zfhek97eI/AAAAAAAAALo/mCNJmhG421Y/s72-c/cronicacarlos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-427136623843420218</id><published>2008-01-22T18:18:00.000-03:00</published><updated>2008-01-22T19:59:16.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Participação Especial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Participação Especial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5Zeoek97dI/AAAAAAAAALg/sqZ40vRB-OI/s1600-h/anonimoblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5Zeoek97dI/AAAAAAAAALg/sqZ40vRB-OI/s320/anonimoblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158414472695377362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Senhoras e senhores, autoridades civis, militares, diplomáticas e eclesiásticas: tenho a enorme satisfação de anunciar a primeira participação especial neste blog. E é especial mesmo.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Logo acima (ou clicando &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/congresso-anual.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) vocês terão a oportunidade de ler uma crônica escrita por um de meus bons amigos, o excelentíssimo senhor Carlos Pegurski. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Carlos é um cara Genial. Sem puxassaquismo! Possuiu uma capacidade intelectual maior do que eu provavelmente terei durante toda a minha vida. Além disso, o rapazote tem um talento nato para escrever textos repletos de significado e humor. Eu sou testemunha! O único problema é que este simpático garoto se recusa a escrever periodicamente em um blog. Aí fica difícil. Neste caso, tomei licença para demonstrar aqui mesmo uma pequena amostra de seu talento. Vai que ele se empolga e resolve fazer um também, né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O texto acima é sensacional. Dá pra ter uma noção exata do que o cara é capaz de fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A você Carlos, o meu sincero muito obrigado por permitir que eu me aproveitasse de seu talento aqui nesta espelunca. Juro que se eu fosse uma loira gostosa e podre de rica eu te daria moral (não, eu não sou gay... podem acreditar)!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah sim: o rapaz é tímido e preferiu não permitir que eu expusesse seu rosto. Normal. Realmente é preciso ter muita coragem para por a cara em um blog sem prestígio como o meu (hehehehe).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Divirtam-se!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-427136623843420218?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/427136623843420218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/427136623843420218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/participao-especial.html' title='Participação Especial'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R5Zeoek97dI/AAAAAAAAALg/sqZ40vRB-OI/s72-c/anonimoblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2662239275936584698</id><published>2008-01-13T20:23:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:39:50.830-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>O último romântico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4qeKek97YI/AAAAAAAAAKk/zskdYNNzUh0/s1600-h/blogultimoromantico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4qeKek97YI/AAAAAAAAAKk/zskdYNNzUh0/s320/blogultimoromantico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155106626322951554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Eliana tinha começado o ano na praia, curtindo Sol e água fresca. Tinha tido um ano difícil, e estava prestes a dar um passo gigante em sua empresa. Logo no seu retorno das férias, teria uma reunião que poderia mudar os rumos de sua carreira. Bastava fazer uma apresentação convincente. O período de descanso tinha sido estrategicamente planejado para que, além de recarregar as batérias, ela pudesse planejar todos os detalhes da empreitada.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que ela não esperava, era ter encontrado um namorado em pleno momento de preparação: o César. Era um cara bacana, bem apessoado, e muito, muito carinhoso. Nunca tinha conhecido alguém tão romântico e dedicado a um relacionamento como ele. Eram flores, presentinhos e agrados diários em doses cavalares. A Eliane se achava a mulher mais sortuda do mundo. Desde que tinham se conhecido, não tinham mais desgrudado um do outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com o passar dos dias, surgiram até um ou dois boatos de que o César não tinha um histórico muito bom no que dizia respeito à relacionamentos, mas ela ignorou. Era óbvio que aquílo não passava de inveja. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia da volta das férias, a Eliane sentia-se super confiante: estava descansada, preparada e apaixonada. Nada iria da errado, podia sentir. Despediu-se do César, e foi ao encontro do mais novo desafio de sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi então que, minutos depois do início da tão aguardada reunião, tudo aconteceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; ***&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Oiiiiiiiiiiiii amor!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É você César? Aconteceu alguma coisa? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aconteceu sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai meu Deus! O que houve?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Me deu saudades!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Me deu saudades... Faz mais de duas horas que a gente não se fala! A gente começou a namorar a tão poucos dias, né? Ainda não tinha ficado tanto tempo sem falar com você, por isso resolvi te dar um oi!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amor... Veja bem: lembra que eu tinha te falado que eu estava me preparando pra uma reunião super importante? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lembro sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois então... Eu estou no meio dela!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhhhhh! Sério?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É, é bem sério. Aliás eu tenho que voltar pra sala antes que eles se dêem conta de que eu saí de lá! Depois eu te ligo, ok?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok, minha princesa linda! Eu te amo muito meu amor! Você é minha vida e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu também amor... Desculpa mas tenho mesmo que ir! Tchau!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;20 minutos depois.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ammoooooooorrrrr!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que é que foi? A reunião ainda não acabou!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhhh... Que chato, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não é chato não! É a minha oportunidade de ser promovida na empresa. Se eles gostarem do meu projeto, eu posso ser convidada a comandar o meu setor! Isso é muito importante pra mim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aiiiiiiii... “Ti fofinha” que você é!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu vou voltar pra lá meu bem! Quando a reunião terminar eu te ligo, prometo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então tá minha fofura! Eu te amo demais e...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Tchau!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;15 minutos depois.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Meeeeuuuuu dooociiiinhooooo...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-César... Me escuta: eu não tinha te dito que ia te ligar assim que a reunião terminasse? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Disse!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então porque é que você me ligou agora??&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É que assim: eu fiquei pensando... Poxa! É um momento muito importante pra você, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então... Acho que você deve estar super tensa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É, eu estou bem tensa, principalmente porque você fica me ligando e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então eu pensei no seguinte: se a gente conversasse, talvez a sua tensão diminuísse um pouquinho. Daí você poderia voltar pra reunião mais relaxada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Escuta: você quer mesmo me ajudar?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quero sim meu anjo lindo de asas bran...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então, por favor, não me ligue mais! Não agora! Espere eu te ligar, Ok?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok meu amor! Agora eu não ligo mais. Prometo. Pode até desligar o telefone se quiser!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não posso. Meu colega ficou de ligar passando umas informações importantes pra reunião. Tenho que deixar ele ligado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Ok... Então tá! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tchau!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tch...&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;10 minutos depois.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-César... O que é que foi agora César??&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Me esclareça uma coisa:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pelo amor de Deus! Espera eu terminar a reunião! Meu chefe ta espumando lá dentro!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quem é esse seu colega?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que colega?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Esse que você falou que ia te ligar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É o Beto! O cara que trabalha comigo... Mas o que é que tem ele afinal de contas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O “cara que trabalha com você”? Tem certeza que ele é só seu colega?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah César! Me poupe! Eu já estou “P da vida” com você! Não me venha com esse ciúme besta agora!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É assim é? É assim? Agora eu estou entendendo! É por isso que você não quer que eu fique te ligando, né? Só pra não atrapalhar a ligação do Beto. É ou não é? Vamos, admita!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer saber? Vai te catar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que é Eliane? Como é que é? Alô... Alô?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;15 segundos depois.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-PUTA QUE PARIU CÉSAR!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É você Eliane?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não... É o coelhinho da páscoa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porque é que você ligou de volta, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Achei que a ligação tinha caído! Você sumiu da linha!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu desliguei!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porque?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E não é óbvio?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-(...)&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É óbvio ou não é César?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Estou pensando!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhhhh...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-César... Escuta aqui César: eu estou &lt;st1:personname productid="em reunião. Pelo" st="on"&gt;em reunião. Pelo&lt;/st1:personname&gt; amor de Deus, me deixa em paz! Depois eu te ligo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E esse Beto?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É meu colega! O que é que isso tem de mais?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Fiquei com ciúmes!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ciúmes de quê, homem de Deus?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Sei lá! Ele é homem, você é mulher... Você me entendeu!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, juro que não entendi!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ô amor... Eu estou sendo um pouquinho chato né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Chato? Você? Imagina...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas se é assim, porque é que você vai esperar a ligação dele e não a minha?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Desisto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Do quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-De tentar te explicar! Você não entende! É um paranóico! Bem que tinham me falado que você era esquisito! Mas eu disse que não, que devia ser tudo intriga! Agora eu estou vendo! Você me deixou super nervosa, tá ouvindo!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pelo bem do nosso namoro, me prometa que você vai parar de ficar me ligando! Depois a gente conversa, tá bom? Promete?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Prometer o quê? Desculpa! Eu estava prestando atenção na televisão que estava ligada. Tá passando um desenho animado super legal! Você ia a-do-rar amor! Amor? Amoooor?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;5 minutos depois (secretaria entra na sala de reunião avisando que alguém precisa falar urgentemente com a Eliane pelo telefone. Assunto importante).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alô?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amooorrr!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah não César! Ah não! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu te liguei no celular, mas ele estava desligado! Acabou a bateria?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Fui eu que desliguei!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas porque isso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está de piada não é? Isso só pode ser gozação!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que é? Não entendi!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porque é que você me ligou agora, afinal de contas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu fiquei preocupado. Você parece muito nervosa. Esta reunião deve estar acabando com você não é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A reunião está ótima... Se não fosse você, ela estaria melhor ainda!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ô... Tadinha! Está com saudades minhas, não é? Por isso não consegue se concentrar direito! Ainda bem que eu liguei! Minha intuição não falha!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sua intuição é ótima! Pena que seu “simancol” não é assim também!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-“Si” o quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-César, escuta aqui: acabou ok?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A reunião?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O namoro!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-De quem?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O nosso!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O nosso namoro acabou!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ai meu Deus! Não me diga uma coisa dessas! Eu vou passar mal Eliane! Não faz isso comigo Eliane!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Desculpa César! Mas você não tem noção nenhuma! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Noção de que? Seja lá de que for, eu consigo, eu aprendo a ter! Me perdoa! Você deve estar com a cabeça confusa por causa da reunião!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A reunião não tem nada a ver com isso, acredite!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem sim... É você que não percebe! Esfria a cabeça meu amor! Logo você vai se sentir melhor!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não preciso esfriar a cabeça!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Precisa siiiim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não preciso de porra nenhuma!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Precisa, precisa, precisa e precisa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tchau César!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei... Amor? Amooorrr? Droga... Caiu a ligação!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2662239275936584698?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2662239275936584698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2662239275936584698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/o-ltimo-romntico.html' title='O último romântico'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4qeKek97YI/AAAAAAAAAKk/zskdYNNzUh0/s72-c/blogultimoromantico.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8859265547512192815</id><published>2008-01-13T20:09:00.000-03:00</published><updated>2008-01-14T07:29:38.853-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Balanço 5</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4qcpOk97XI/AAAAAAAAAKc/sKWMEiYfN5I/s1600-h/metajolieblogcomlegenda2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4qcpOk97XI/AAAAAAAAAKc/sKWMEiYfN5I/s320/metajolieblogcomlegenda2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155104955580673394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E cá estou eu de volta.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em primeiro lugar, agradeço aos inúmeros visitantes que me brindaram com suas presenças nestas primeiras semanas do ano. Eu estava achando que ia demorar pro pessoal voltar a freqüentar isso daqui, mas vi que felizmente estava enganado. Valeu mesmo gente. Eu sei que eu sou sensacional, mas não custa nada agradecer, não é (isso foi uma piada, ok?)?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Graças a minhas férias da faculdade, tive um bom tempo para virar este blog do avesso. Li, reli e refleti sobre muitas das babaquices que escrevi ao longo de 2007. Admito que gostei do que vi. É no mínimo interessante observar as mudanças de conduta e as sutis melhorias que fui implementando aqui ao longo do tempo. Mais interessante ainda é constatar que, apesar das melhorias, no geral ainda continuo uma bosta (hehehe).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A propósito: dentro de duas ou três semanas esta espelunca estará de aniversário. Estou bolando uma programação especial &lt;st1:personname productid="em comemora￧￣o. Quer" st="on"&gt;em comemoração. Quer&lt;/st1:personname&gt; dizer: estou tentando bolar algo. Melhor ainda: não tenho a mínima idéia do que vou fazer. Aceito sugestões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos interessados, digo que o ano começou muito bem. Sem grandes novidades, mas repleto de momentos agradáveis. Deu tempo até de fazer planos pro futuro. Não sei quanto a vocês, mas já fiz minha planilha de metas para 2008. Dessa vez não fui ousado demais: no topo da lista estão “dar uns pegas” na Angelina Jolie (faz pelo menos cinco anos que estou tentando) e ganhar na mega-sena acumulada. No resto eu dou um jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah sim: aceitando a sugestão de um velho amigo (né Anderson?), resolvi contar quantas vezes vou ser chamado pelo adjetivo de palhaço neste ano. Abri a contagem logo após o réveillon. Até agora já ouvi esta gentileza 16 vezes, o que eu considero uma média respeitável para um trocadilhista infame como eu. No fim de 2008 eu prometo trazer as estatísticas finais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra coisa que me chamou a atenção foi uma “acusação” (no bom sentido) feita por uma amiga (né Simone?) de que eu supostamente estaria sendo machista em minhas crônicas. Segundo ela, as mulheres sempre se dão mal nas histórias. Defendi minha teoria de que eu tento manter um relativo equilíbrio, mas ela está irredutível. No fim das contas, combinamos que tentarei ser mais cuidadoso em relação ao assunto (ou seja: vou sacanear mais os homens), e já planejamos inclusive uma postagem conjunta aqui, sobre o mesmo tema. Só não sei a data.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas que fique bem claro: eu amo as mulheres. Sou um feminista convicto (vejam bem: eu disse feminista, não afeminado, ok?). Acho que toda mulher pode e deve fazer o que quiser... Desde que já tenha terminado de cozinhar, lavar a roupa, limpar a casa e etc, etc, etc... (eu juro que isso é só mais uma piada, ok?)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É isso pessoal. Volto em breve, eu acho. Pelos meus cálculos, logo aí em cima terá uma postagem novinha &lt;st1:personname productid="em folha. Torturem-se" st="on"&gt;em folha. Torturem-se&lt;/st1:personname&gt;... Opa... Ou melhor: divirtam-se!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um beijo no cérebro!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-8859265547512192815?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8859265547512192815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8859265547512192815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2008/01/balano-6.html' title='Balanço 5'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4qcpOk97XI/AAAAAAAAAKc/sKWMEiYfN5I/s72-c/metajolieblogcomlegenda2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2757289487836596249</id><published>2007-12-31T15:08:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:39:35.993-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Ligação de réveillon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3kxsek97HI/AAAAAAAAAIc/Mn8iC01fuBo/s1600-h/Liga%C3%A7%C3%A3o+de+reveillon+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3kxsek97HI/AAAAAAAAAIc/Mn8iC01fuBo/s320/Liga%C3%A7%C3%A3o+de+reveillon+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150202289066994802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-Alô? ... É você Elisângela? ... Ai minha filha! Graças a Deus! Você não sabe a aflição que a gente estava! Você saiu no Natal pra ir à praia e não deu mais notícias! Seu pai estava quase chamando a polícia e... Onde é que você está? ... Como? ... No aeroporto? ... Fazendo o que no aeroporto Elisângela? ... Indo pra sua casa nova?! ... Que casa nova? ... Não brinca com isso Elisângela! Eu já estou velha. Meu coração não agüenta mais esse tipo de brincadeira! ... Como assim está falando sério? ... Conheceu um cara? ... Amor à primeira vista? ... Você casou Elisângela? ... Não brinque com isso minha filha! ... Falando sério porra nenhuma!! Você não pode estar falando sério! ... Minha filha... Ô minha filha! Como é que você me faz isso? Todos esses anos de educação pra você me aprontar uma dessas! Eu vou morrer de desgosto Elisângela!! ... Vá pra Puta que pariu com esse papinho de “ano novo, vida nova”! Vida nova é o cacete! ... Fica quieta menina, não fale abobrinha! ... Você vai voltar pra casa agora, ou eu mando a polícia ir aí prender esse cretino que te está te iludindo! ... Bom moço? Ele casa contigo em menos de uma semana, te seqüestra, está te levando pra morar em algum barraco por aí sem nem sequer vir aqui pra pedir sua mão e você quer que eu engula que ele é um bom moço? ... Tavinho é o nome dele, é? Ele está aí perto? ... Então fala pro Tavinho que se ele não te trazer de volta agora, a coisa vai ficar preta pro lado dele! ... Deixa de ser burra Elisângela! Como é que ele vai te sustentar? Garanto que ele não tem nem onde cair morto. Aliás, nem você tem! Você nunca lavou uma peça de roupa na sua vida Elisângela! Como é que você vai querer ser dona de casa agora? ... Quem não está entendendo a situação é você! Você é uma burra, uma tonta! Esse Zé Mané vai te passar pra trás e te botar pra trabalhar! ... Como é que você não quer que eu fique nervosa? Você tem idéia da besteira que você está cometendo Elisângela? ... Rapaz direito é o cacete! Se ele tivesse um pingo de caráter tinha aparecido aqui antes pra pedir tua mão &lt;st1:personname productid="em namoro. Casamento" st="on"&gt;em namoro. Casamento&lt;/st1:personname&gt; então, ele só pediria depois de um bom tempo. Mas é claro: ele só faria isso se ele não fosse um picareta que ilude moças tontas que nem você! Bem que dizem que Deus dá peito grande ou cérebro, nunca os dois! ... Não deu pra esperar? Porque, hein? Por acaso o cartório ia explodir? O Padre ia ser excomungado? Como é que não dava pra esperar pra se casar então menina de Deus? ... Nem tente vir me explicar! Isso não se justifica por nada nesse mundo e... Como? ... Herança? ... Pai falecido dono de multinacional? ... Milionário? ... Comunhão de bens? ... Morar em Paris? ... Ô minha filha! ... Tadinho do Tavinho! ... É claro que agora eu entendo a situação! ... Você está certa. Amor sincero assim a gente não pode desprezar! ... Imagina, nem precisa se preocupar com seu pai. Eu explico tudo pra ele! ...Vai com Deus Elisângela! ... E por favor, cuida bem do Tavinho! Essas viagens intercontinentais devem cansar bastante! Um rapaz direito e sério assim a gente não encontra todo dia! ... Está quase se atrasando? Então corre filha! Você não pode perder esse vôo por nada nesse mundo! ... Feliz ano Novo pra você também minha filha amada! Pra você e pro Tavinho! ... E mande noticias assim que chegar lá, ok? ... Mamãe te ama minha princesa! ... Beijos!&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R4kgl-k97MI/AAAAAAAAAJE/ltxGk3PIMUk/s1600-h/p%C3%A9+de+p%C3%A1gina.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2757289487836596249?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2757289487836596249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2757289487836596249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/12/ligao-de-reveillon.html' title='Ligação de réveillon'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3kxsek97HI/AAAAAAAAAIc/Mn8iC01fuBo/s72-c/Liga%C3%A7%C3%A3o+de+reveillon+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-5798195903359238989</id><published>2007-12-26T19:21:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:39:20.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Conto rápido pós Natal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3LZFEe2StI/AAAAAAAAAIU/AuOPAdgnj64/s1600-h/blogperu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3LZFEe2StI/AAAAAAAAAIU/AuOPAdgnj64/s320/blogperu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148416005163600594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Maristela tinha acordado cedo pra arrumar a casa após os “festejos” natalinos da noite anterior. Depois de anos de insistência, a família finalmente tinha aceitado passar a ceia de Natal em sua casa. Para não fazer feio, ela caprichou nos preparativos. Muita comida, bebida à vontade e uma limpeza impecável estavam no pacote de melhorias implementadas na casa durante a semana.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava tudo perfeito. Tudo mesmo. Cada detalhe tinha sido milimetricamente checado por ela. Queria ver suas irmãs, famosas por suas críticas vorazes, morrendo de inveja. Nada poderia dar errado. Mas deu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Maristela não contava com um detalhe: seu esposo, o Farias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de ter enchido a cara de cerveja e caipirinha, o dono da casa protagonizou momentos não muito agradáveis: passou a mão na bunda da sogra, quebrou o carrinho de controle remoto recém ganho pelo sobrinho, chamou o Almeidinha (primo depressivo da Maristela, recém saído do hospital após tentativa de suicídio) de “viadinho covarde e insignificante”, e, naquele que seria conhecido como o grande momento da noite, vomitou sobre a mesa de jantar minutos antes da ceia acontecer, inutilizando boa parte dos alimentos postos sobre a toalha de seda branca que tinha sido herdada pela família de sua esposa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O estrago foi tão grande, que boa parte dos presentes preferiu voltar para casa sem comer. No fim das contas, o evento natalino tinha sido um total fracasso. A Maristela, furiosa, jurou que diria poucas e boas para o Farias assim que ele estivesse são o bastante para tomar uma surra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia seguinte, o Farias acordou tarde, com o barulho da Maristela limpando a casa com o aspirador de pó. Mesmo não lembrando de praticamente nada do que tinha acontecido, algo lhe dizia que ele não tinha sido um bom anfitrião na noite anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi só passar pela sala, para perceber a cara de maníaca homicida da esposa. Ficou &lt;st1:personname productid="em silêncio. Sabia" st="on"&gt;em  silêncio. Sabia&lt;/st1:personname&gt; que se abrisse a boca naquele momento, provavelmente não fecharia ela tão cedo. A Maristela se segurava para não voar em seu pescoço, mas ficou quieta também. Iria segurar sua fúria o máximo possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Farias, para tentar fazer um agrado, resolveu colaborar com a faxina. Muitos dos pratos da festa (aqueles que não tinham sido atingidos por ele), ainda estavam encima da mesa. Resolveu guarda-los. De quebra, tentou fazer o primeiro contato verbal com a esposa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amor... Sobrou bastante comida aqui. Onde é que eu enfio esse peru?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Maristela parou, pensou, refletiu bastante, mas achou melhor não dar a sugestão que lhe veio à mente de onde o Farias deveria “enfiar o peru”. Apesar dos pesares, aquela ainda era uma época natalina. Tudo pela paz.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Na geladeira Farias... Põe na geladeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é. O amor é lindo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-5798195903359238989?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5798195903359238989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5798195903359238989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/12/conto-rpido-ps-natal.html' title='Conto rápido pós Natal'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3LZFEe2StI/AAAAAAAAAIU/AuOPAdgnj64/s72-c/blogperu.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3798188888214083087</id><published>2007-12-26T18:59:00.000-03:00</published><updated>2008-01-12T17:31:44.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><title type='text'>Comentário inútil do blogueiro</title><content type='html'>PQP! Um dia eu ainda eu ainda vou dar uma festa de Natal para poder escolher a trilha sonora.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguém sabe o que é cear ouvindo Rick e Renner, César Menotti e Fabiano, Calypso e outros fenômenos musicais do gênero? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como diria aquela velha canção do Milton Nascimento, trilha de uma novela antiga: "Irmão, é preciso coragem..." &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda bem que não tocou NX Zero, senão... bem, melhor nem pensar nas conseqüências. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora voltamos com nossa programação normal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3k4juk97JI/AAAAAAAAAIs/pIMRHftCtWo/s1600-h/irmaocoragemblogcomlegenda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3k4juk97JI/AAAAAAAAAIs/pIMRHftCtWo/s320/irmaocoragemblogcomlegenda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150209835324533906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3798188888214083087?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3798188888214083087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3798188888214083087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/12/comentrio-intil-do-blogueiro.html' title='Comentário inútil do blogueiro'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R3k4juk97JI/AAAAAAAAAIs/pIMRHftCtWo/s72-c/irmaocoragemblogcomlegenda.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-247419553300371505</id><published>2007-12-24T10:16:00.000-03:00</published><updated>2008-01-12T17:32:05.637-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Espirito natalino</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Anteontem tive a brilhante idéia de ir ao shopping procurar algumas bugigangas que precisava comprar já fazia um bom tempo. Que burrada. O que eu observei foi um cenário parecido com o de uma praça de guerra, da qual eu era um dos alvos em potencial. Resultado da empreitada: tomei três pisões no pé, um chute (involuntário, mas não menos nocivo) na canela e a frase mais humanitária que ouvi foi um “Vá se foder seu bosta! Não olha por onde anda não?”  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei se sou só eu (santa assonância), mas acho que o Natal mudou radicalmente nos últimos anos. Mudou pra pior. E olha que o maldito especial de fim de ano da Xuxa passa todo ano.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É bem verdade que esse espírito capitalista tão comum atualmente sempre existiu: não é de hoje que as pessoas fazem do dia 25 de dezembro um ótimo pretexto pra torrar as economias e encher a cara. O que me assusta, é que esse sentimento nunca esteve tão aflorado na mente das pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antigamente existia um mínimo de cerimonial em preparação para a festa, todo um processo de reflexão e autoanálise. Hoje em dia, parece que toda essa conduta foi classificada como atitude supérflua. O que importa é o presente debaixo da árvore e a cerveja gelada encima da mesa. O resto é o resto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Crenças à parte, o Natal é uma época propícia pra gente refletir à respeito de toda a nossa existência e de nossa conduta com relação às pessoas que nos cercam. Será que somos bons filhos, bons pais, boas pessoas? Foi assim que eu aprendi a fazer e é assim que eu pretendo agir por muito tempo. Não custa nada parar um pouquinho pra pensar no assunto. Experimente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra coisa que me irrita profundamente é observar que esse maldito materialismo está infestando a mente das crianças. Antigamente, qualquer lembrancinha, por mais simplória e simbólica que fosse, era recebida com um sentimento de satisfação enorme. Felizes eram os tempos em que um carrinho sem controle remoto já era considerado um baita de um presente. Hoje em dia é capaz de algum garoto, ao ganhar uma bola de capotão (será que ainda existe?), perguntar “onde é que se coloca a pilha pra ela funcionar?”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim: chega desta reflexão cretina e pedante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obrigado a todos os amigos que se lembraram de mim nesta data mandando e-mails, mensagens e telefonemas desejando um feliz Natal. A recíproca é verdadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Boas festas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-247419553300371505?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/247419553300371505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/247419553300371505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/12/espirito-natalino.html' title='Espirito natalino'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-5132083233486661876</id><published>2007-12-20T19:57:00.000-03:00</published><updated>2008-01-12T17:32:25.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Mundo pequeno</title><content type='html'>Me lembro que disse certa vez aqui nesta espelunca que Deus tinha um senso de humor bastante peculiar. O que eu não esperava era que ele levasse a piada a sério e demonstrasse como eu de fato estava certo.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recebi ontem à tarde um comentário de um leitor deste Blog chamado Paulo Moreira Neto. Até aí, tudo bem. O problema é que este gentil senhor é homônimo (eu seja, tem exatamente o mesmo nome) de um dos personagens que citei em uma de minhas histórias datada de abril, chamada “&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/o-beijo.html"&gt;O Beijo&lt;/a&gt;”. Até aí, tudo bem também. O problema é que eu atribuí um apelido não muito ortodoxo para o personagem “xará” deste leitor: Zorba. Educadamente, ele me pediu para esclarecer que o Paulo da crônica não é ele, já que sua esposa não está acreditando que o personagem em questão não tem nada a ver com a sua pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ok, vamos por partes:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro que a idéia desta “crônica” me surgiu ao acaso. Tinha lido algumas matérias na internet falando sobre o famigerado “dia do beijo”, data comemorativa que tinha acontecido durante aquela semana. Para não perder o embalo, resolvi redigir alguma crônica sacana que aproveitasse o gancho da data. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A história é fictícia. E quem já leu este blog algumas vezes sabe que eu tenho fetiche narrativo por casais discutindo, o que de certa forma justifica o formato da crônica. Todos os textos marcados com a palavra chave “desventuras” tem personagens falsos que foram criados pela mente doentia deste aprendiz de blogueiro que vos fala. Ou seja: o Paulo Moreira Neto em questão foi apenas uma coincidência. Aliás, nem sei bem o porquê da escolha do nome. Foi a primeira idéia que me surgiu. Não costumo perder muito tempo pensando neste tipo de detalhe. Aprendi que é melhor repensar esta conduta. Na próxima vou checar no Google!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Algumas das histórias foram sim inspiradas em alguma situação que presenciei, mas nesses casos, sempre faço questão de mudar o nome dos personagens envolvidos. Queimar o filme de alguém que eu conheço (e de quem eu nunca ouvi falar), é a última coisa que eu quero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/o-beijo.html"&gt;Quem ler a história&lt;/a&gt; vai sacar que nas circunstâncias da narrativa, só conseguiria ter um efeito cômico (sim, eu tento fazer humor) se conseguisse causar algum tipo de impacto ao atribuir um apelido para o personagem Paulo. Zorba foi o que me veio à mente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse, aliás, era o pseudônimo de um amigo de um amigo meu. Zorba. Ficava me perguntando o que leva um sujeito a ser chamado assim. Admito que nunca quis descobrir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que é um nome inusitado, diferente... engraçado. E a crônica até que ficou bacana. E olha que eu não gosto da maioria das coisas que coloco aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Trocando em miúdos: tudo não passou de uma grande, e se me permite dizer Paulo, engraçada coincidência. Quem diria que eu conseguiria achar um Paulo Moreira Neto dando sopa por aí. Esse mundo é realmente do tamanho de um ovo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim: faço votos de um bom fim de ano pra você e pra sua esposa. E me desculpe por qualquer possível inconveniente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É isso pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um beijo no cérebro de quem por ventura passar por aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até breve!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-5132083233486661876?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5132083233486661876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5132083233486661876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/12/mundo-pequeno.html' title='Mundo pequeno'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2488253375927274876</id><published>2007-12-17T19:24:00.000-03:00</published><updated>2008-01-12T17:32:50.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>A volta dos que não foram</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R2rkCUe2SsI/AAAAAAAAAIM/vRs0zocsmCA/s1600-h/bloghillary+com+legenda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R2rkCUe2SsI/AAAAAAAAAIM/vRs0zocsmCA/s320/bloghillary+com+legenda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146176252733180610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Maldito Blogger! Sabem há quanto tempo eu estou tentando atualizar esta porcaria?  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo começou num belo dia em que decidi escrever mais uma de minhas abobrinhas. Estava deprimido por ter comido demais e enchido a cara de tubaína, e decidi que precisava afogar minhas mágoas fazendo alguém perder tempo lendo minhas imbecilidades. Arrumei tudo certinho, corrigi as maiores atrocidades à língua portuguesa que por ventura tinha cometido no meio da digitação, e quando clico no botão de publicar... nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Achei que era um erro momentâneo. Algumas horas depois tentei de volta, inutilmente. E assim foi, sucessivamente, durante alguns dias. Depois foram semanas. Quando vi, já tinha se passado um mês e pouco. Larguei os bets!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cansado de apanhar, consultei um amigo entendido nesses assuntos de html que felizmente descobriu qual era o tal do problema. Pronto. Aqui estou eu de volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso rende até um devaneio: a mania que a gente tem de não depender dos outros. Parece um tema promissor. Vou anotar isso em algum lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O ponto positivo destas férias forçadas é que tive que arranjar meios alternativos de matar minhas horas vagas, e com isso descobri um bocado de coisas novas. O ponto negativo é que certamente um monte de gente que passava por aqui acabou deixando de me visitar (acreditem: eu já tinha mais de quatro leitores. E olha que eu não estou contado nem meu pai, nem minha mãe) por achar que eu tinha abandonado minhas pretensões blogueiras. Além disso, perdi um bocado de horas vagas que tive à disposição para exercer mudanças e melhorias que vinha planejando já fazia um bom tempo. Agora, só no ano que vem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O problema é que eu fiquei meio sem assunto. Quer dizer: assuntos não faltam. O que falta é uma idéia fixa que me chute o útero e peça pra vir ao mundo (putz... Que metáfora desprezível).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim: vou refletir à respeito e voltar &lt;st1:personname productid="em breve. A" st="on"&gt;em breve. A&lt;/st1:personname&gt; menos que, é claro, esse blog volte a me sacanear.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S. (1):&lt;/span&gt; Ah sim... descobri também que os comentários anônimos no blog ficaram bloqueados por um bom tempo. Ou seja: quem não tinha uma conta do blogger, e por ventura quisesse fazer um comentário, elogio ou desejasse xingar alguma das gerações da minha família, acabou não conseguindo. O Beto (o amigo que me ajudou a concertar o blog) jurou que isso não vai mais acontecer. Se o problema continuar me avisem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S. (2): &lt;/span&gt;Cena que presenciei hoje no ônibus, voltando pra casa: pai careta e filho pré-adolescente discutindo sobre presente natalino antecipado.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;-Pô pai... Eu tinha pedido um MP3!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E não foi o que eu te dei?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! Isso daqui é um radinho de pilha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A moça que me vendeu falou que dava na mesma. Que esse tal de MP3 é igual um rádio, só que mais caro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas tem muita diferença.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que diferença?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Dá pra baixar música da Internet pra tocar aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você nem tem computador.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhhhh pai...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Esse radinho é bem mais completo que MP3. Tem até toca fita. E quem saber? Só não comprei ele por um motivo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Qual?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É que a moça da loja disse que o MP3 só tem FM e esse radinho aqui tem AM e FM.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E pra que é eu vou querer ouvir AM????&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ora... E como é que você acha que eu ia conseguir ouvir meus joguinhos de futebol? Não ouço esporte em FM de jeito nenhum!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quanto a vocês, mas eu adoro essa época de Natal.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2488253375927274876?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2488253375927274876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2488253375927274876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/12/volta-dos-que-no-foram.html' title='A volta dos que não foram'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/R2rkCUe2SsI/AAAAAAAAAIM/vRs0zocsmCA/s72-c/bloghillary+com+legenda.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8721707690793867279</id><published>2007-10-28T21:07:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:39:04.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Inocência</title><content type='html'>Filho de seis anos conversando com seus pais:  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que vocês me tiveram?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que vocês me tiveram? Quando é que vocês resolveram que queriam que eu nascesse?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... Na verdade você não foi planejado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Júlio!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso lá é coisa que se diga pra criança?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Só falei a verdade, ué?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então vocês não queriam que eu tivesse nascido?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É claro que queríamos, meu filho. Seu pai é que não soube te explicar direito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas é a verdade. Eu só estava...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ssshhh! Quieto! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vocês queriam, então?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lógico!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... Querer a gente não queria, mas aconteceu e foi algo muito bom pra gente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Júlio!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Marisa pediu licença pro menino e foi dar uma bronca no esposo num canto da sala.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RyUmDViHl5I/AAAAAAAAAH8/ZKVXFF5BCr0/s1600-h/cegonhablog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RyUmDViHl5I/AAAAAAAAAH8/ZKVXFF5BCr0/s320/cegonhablog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126545589592889234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-Pare com isso! Vai confundir o menino. É claro que a gente queria o Pedrinho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Querer sim... Mas não naquela época. Vamos ser francos. A gente não esperava que você ficasse grávida. Nem namorado a gente era. Mas foi ótimo, porque isso uniu a gente. À força, mas uniu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas ele não precisa saber de todos esses detalhes. Não agora. Ele é muito inocente. Não entende direito como são estas relações afetivas entre homens e mulheres.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Relações afetivas? Eu achei que a gente só tinha transado à toa e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Engraçadinho. Você entendeu muito bem o que eu quis dizer!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minutos depois, o filho continuou a sabatina.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então vocês realmente não queriam que eu tivesse nascido?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não naquele momento!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Chega Júlio. Não bota minhoca na cabeça do garoto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu só estou falando a verdade. Quero ser franco com o Pedrinho. Não é isso que você quer filho? Que a gente sempre fale a verdade para você?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto balançou a cabeça afirmativamente, com a cara mais inocente do mundo. A Marisa não concordou.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não dá bola para o que seu pai está dizendo filho. A gente queria ter você sim. Não importa o que seu pai diga, a verdade é que nós queríamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Júlio percebeu que discutir era inútil. Resolveu fazer coro com a esposa só para tentar dar um ponto final ao assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim filho: a gente queria tê-lo. Aconteceu cedo, mas foi ótimo. Você foi o maior presente que Deus já nos deu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Entendi. Mas porque aconteceu cedo?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vocês queriam me ter. Mas ainda era muito cedo. Então, como é que aconteceu? O que foi que vocês fizeram pra que eu tivesse nascido tão cedo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O casal se entreolhou tentando achar uma desculpa plausível. A resposta correta, teria que passar obrigatoriamente por detalhes de uma noitada mal planejada que acabou com uma gravidez precoce. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha: Você quer saber mesmo a verdade? – Perguntou cuidadosamente a Marisa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quero sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então tá: a verdade é que a gente se amava tanto, mas tanto, que você não esperou e resolveu nascer cedo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Júlio entrou na onda:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso aí filho: eu e sua mãe gostávamos tanto um do outro, tínhamos tanto amor sobrando, que você resolveu vir bem rápido pra aproveitar tudo isso!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso aí! Entendeu filho?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto refletiu nas respostas durante algum tempo. Cara de pensativo. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acho que sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Missão cumprida. A Marisa e o Júlio tinham conseguido contornar a difícil situação. Existiam certos detalhes que deveriam ser poupados, sobretudo para um garoto naquela idade. A inocência do Pedrinho estava preservada. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas vocês têm certeza mesmo que foi por isso que eu nasci?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Temos sim, por quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É que eu achei que vocês não tinham usado camisinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O silencio constrangedor que tomou conta da sala só foi cortado quando o Pedrinho declarou estar cansado e resolveu ir dormir. Algum tempo depois, já na cama, a Marisa estava sentada, imóvel, com cara de perplexa, tentando entender o que tinha acabado de presenciar. O Júlio, sem esconder um sorrisinho de contentamento com a sacada do garoto, desejou boa noite à esposa e foi dormir. Antes de adormecer ainda comentou:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E depois ainda dizem que TV a cabo não ensina nada que preste para as crianças...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-8721707690793867279?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8721707690793867279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8721707690793867279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/10/inocncia.html' title='Inocência'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RyUmDViHl5I/AAAAAAAAAH8/ZKVXFF5BCr0/s72-c/cegonhablog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3021677134498227342</id><published>2007-10-28T20:01:00.000-03:00</published><updated>2008-01-12T17:33:43.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Diário de bordo</title><content type='html'>Sim, eu estou vivo. Os motivos da ausência? Falta de tempo, trabalhos de sobra e outros probleminhas de ordem particular. Em resumo: estava muito, mas muito atarefado.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O consolo? Dentro de algumas semanas terei mais tempo livre. Aí, quem sabe, eu consiga criar alguma coisa mais criativa e botar o papo em dia com meus parceiros e amigos da blogosfera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esperança não falta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah sim: essa semana Curitiba vai receber o show de uma das minhas bandas favoritas, os Arctic Monkeys (&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/da-web-para-o-mundo.html"&gt;já comentei deles aqui no blog&lt;/a&gt;), que vão participar do Tim Festival. Como terei compromisso no dia (entenda-se por aula na faculdade), e não poderei ir (entenda-se por falta de dinheiro) só me resta de consolo ouvir um dos seus novos e últimos sucessos em casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aproveitem o embalo e ouçam também a canção “Fluorescent Adolescent”, single do mais recente álbum da banda chamado “Favourite Worst Nightmare”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Divirtam-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até qualquer dia desses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um beijo no cérebro.&lt;/p&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ma9I9VBKPiw&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3021677134498227342?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3021677134498227342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3021677134498227342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/10/dirio-de-bordo.html' title='Diário de bordo'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4063252410506141021</id><published>2007-10-01T00:01:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:38:50.707-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Matosinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RwBHTWqmauI/AAAAAAAAAHE/5fFGh4KoCZI/s1600-h/futebolblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RwBHTWqmauI/AAAAAAAAAHE/5fFGh4KoCZI/s320/futebolblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116167574520228578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A cena: pai aposentado e filho marmanjo discutindo sobre futebol na mesa de jantar. Na poltrona ao lado, a dona Célia, mãe do marmanjo e esposa do aposentado, tenta assistir mais um capítulo de sua novela.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;-O Matosinho é seleção!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pára com isso. Vê lá se isso é coisa que se diga. O Matosinho?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Claro... Me diz se tem alguém com mais vontade do que ele ali na “meiuca”? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vontade é uma coisa. Mas o cara não acerta um passe. Até eu consigo tocar melhor na bola do que ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não exagera!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não estou exagerando. Pelo contrário: o Matosinho chora de ruim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vocês podiam falar um pouquinho mais baixo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Agora não querida. O papo aqui é sério. Estou tentando ensinar alguma coisa pra esse nosso filho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas vocês estão fazendo muito barulho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Querida: não sei se você sabe, mas nunca se interrompe um debate sobre futebol. Ainda mais quando ele chega num nível assim, de intensa discordância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Isso aí, mãe! Fica na sua que agora o papo é pra homem!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ah, é assim? Pois fiquem sabendo que...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Volta pra sua novela amor, volta... A gente já dá atenção pra você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A dona Célia ficou indignada, mas, para evitar briga, se calou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pois então: o Matosinho pode não acertar um passe, mas o cara é um poço de raça. Lembra daquele lance no jogo passado em que ele dividiu a bola com o beque e por pouco não saiu sozinho na cara do goleiro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pois é. Falou tudo: quase ganhou... Por pouco. Não existe um “quase grande jogador”. Ou o cara é bom, ou não é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas ele é bom.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não é não. O cara é grosso de bola.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Você não tem argumento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ah sim... O seu argumento é ótimo! O cara “quase conseguiu” ganhar uma bola no jogo passado. Só por isso ele merece ir pra seleção. Imagine então se ele tivesse conseguido desarmar o cara. Estaria no nível do Beckenbauer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Eu não disse isso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Como não? Você acabou de falar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vocês podiam falar um pouco mais bai...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Sssshhhh... Eu citei uma ocasião do jogo passado. Mas não foi só esse lance, isso é óbvio!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Me fale de outra grande jogada dele, então.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ahhh... Têm tantas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Me diz uma só.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não lembro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tá vendo? O cara não presta!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas isso não quer dizer nada. Só porque eu não me lembre de outro lance, não é motivo pra você dizer que ele não presta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Me poupe, né pai?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E o que você entende de futebol afinal de contas, hein? Quantos grandes jogadores você viu por aí?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Você pergunta antes ou depois do Matosinho? Sim, porque do jeito que você fala, a história do futebol deveria ser dividida em AM e DM: "Antes de Matosinho" e "Depois de Matosinho". Para você, o cara está no nível de um craque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Já disse que ele não é craque. Só o acho um grande jogador, de muita raça, muita dedicação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ele é um grande “pereba”, isso sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas você ainda não me respondeu: quantos grandes craques você viu jogar para estar tão cheio de certeza no que fala?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ah tá! Agora você vai começar com esse joguinho cretino de insinuar que eu não sei do que estou falando só porque sou mais novo que você!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E eu não tenho razão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Claro que não. Se fosse assim, o técnico da seleção teria que ter obrigatoriamente mais que 90 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Chega. Não adianta discutir. Você não entende nada de futebol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Se eu não entendo, você também não entende.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Cresça meu filho... Tem muito o que aprender ainda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Cresça você pai! Precisa estudar um pouco sobre futebol. Seus conceitos estão todos defasados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Hunf!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Hunf!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A discussão parecia ter chegado ao fim. A dona Célia, satisfeita, finalmente estava conseguindo ouvir com clareza o que os personagens da novela diziam. Pai e filho estavam ali, emburrados, inconformados com a teimosia alheia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A situação parecia ter chegado num desfecho, até que, num gesto claro de provocação à figura da dona Célia, seu filho alfinetou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pai! Para terminar o assunto: porque a gente não pede a opinião de quem realmente entende de futebol nesta casa? Mãe?! O que a senhora acha do Matosinho, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pai gargalhou com a dose concentrada de ironia do filho. A dona Célia, que eles soubessem, jamais tinha assistido a um jogo de futebol na vida. Na cabeça deles, ela mal sabia qual era o objetivo do esporte. Deveria ser daquelas que perguntava “pra que time jogava o homem de preto no meio do gramado”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas a dona Célia parecia ter levado a sério a pergunta. Parou, pensou durante alguns instantes e emendou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Depende: o Matosinho, quando joga no meio campo, precisa ser mais acionado. Ele é um jogador limitado tecnicamente, mas tem um bom aproveitamento quando é colocado efetivamente pra jogar. Ele se infiltra bem e tem uma noção de espaço excelente. Além disso, sabe prender a bola na hora certa. Não o acho um jogador brilhante, mas creio que ele pode render bastante quando colocado na função certa. Acho também que pelas características dele, talvez melhorasse jogando como ala direita, chegando à linha de fundo. É bem verdade que o time joga no 4-4-2 e para se fazer isso, a formação teria que mudar pro 3-5-2. De qualquer forma, vejo que valeria a pena se pensar na mudança tática. A equipe provavelmente renderia mais, sobretudo com uma cobertura defensiva bem feita pelos volantes. Isso iria favorecer a liberação ofensiva dos alas, onde, como falei, acho que o Matosinho poderia fazer a diferença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Boquiabertos. Assim ficaram pai e filho depois de ouvir a opinião da dona Célia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-O que foi gente? Não concordam?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Você gosta de futebol?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ouço as partidas sempre que posso. Antigamente, eles interrompiam a programação no rádio para transmitir os jogos. Acabei me acostumando e gostando da coisa. Assisto alguns na TV à cabo também. Além disso, sempre leio o caderno de esportes do jornal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E porque nunca comentou isso com a gente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Sei lá... Vocês nunca perguntaram! Além do mais, homem é muito palpiteiro. Acha que entende muito dessas coisas, quando na verdade mal sabe a diferença entre um sistema de jogo ofensivo e defensivo. Preferi ficar na minha, entendem?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pai, desconsolado, pediu licença e saiu. O Filho ainda surpreso, também pediu licença, e foi ver o que tinha acontecido, deixando a mãe finalmente livre para desfrutar de sua novela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-O que houve pai?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ah filho... sei lá! A gente passa 30 anos vivendo com uma pessoa e de uma hora para outra descobre que mal a conhece! Isso doi, sabe?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O filho entendeu os motivos da tristeza do pai. Como dormir numa mesma cama com uma esposa que entende mais de futebol do que si próprio? Como sair em lugares públicos sabendo que a qualquer momento a dona Célia poderia pormenorizar o esquema tático vigente na seleção e fazer um discurso em defesa do antigo futebol arte, tomando como exemplo de revolução técnica a criação do "Carrossel Holandês"? E ele também não estava imune. Como contar para os amigos que a própria mãe entendia tanto de novela quanto de esquemas de marcação? Seria humilhação pública na certa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia seguinte, a dona Célia ainda não tinha entendido a súbita mudança de comportamento do marido. O Filho explicou que ele estava chateado, e que era melhor não interferir. Ela até pensou em pedir desculpas, mesmo sem saber bem de quê, mas o jogo já ia começar e ela resolveu deixar o papo com o esposo para mais tarde. Não podia deixar de ouvir seu futebolzinho por nada nesse mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Chuta Matosinho... Chuta!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4063252410506141021?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4063252410506141021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4063252410506141021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/09/matosinho.html' title='Matosinho'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RwBHTWqmauI/AAAAAAAAAHE/5fFGh4KoCZI/s72-c/futebolblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4172755415418989372</id><published>2007-09-30T21:12:00.000-03:00</published><updated>2008-01-12T17:34:36.809-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Bob</title><content type='html'>Diálogo que ouvi na semana passada entre dois jovens na faixa dos 20 anos:  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cara, acho que ainda não te contei!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Comprei um CD do Bob Dylan!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-De quem?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bob Dylan!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acho que não conheço...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Paraí... Ah sim! Sei quem é. È aquele cara do “Vai Tomar no Cú”, né? Caramba... Não sabia que ele era cantor de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os dois não entenderam os motivos de minha gargalhada involuntária. Para evitar mais constrangimentos, me afastei antes que um novo surto psicótico de risadas saísse de minha boca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois dessa, só ouvindo o original.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;  &lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" height="75" width="366"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.goear.com/files/localautoplayer.swf"&gt;&lt;param name="FlashVars" value="file=33147c7"&gt;&lt;param name="quality" value="high"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/localplayer.swf" flashvars="file=33147c7" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" height="75" width="366"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;P.S: estreou na última quinta-feira, no Festivel de Cinema do Rio de Janeiro, o filme “&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=3281"&gt;I’m Not There&lt;/a&gt;”. Trata-se de uma cinebiografia, recheada de astros, que conta algumas das passagens da vida de &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_dylan"&gt;Bob Dylan&lt;/a&gt;. Curioso? Segue o trailer logo abaixo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CZGseissqX8"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CZGseissqX8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RwA-XWqmatI/AAAAAAAAAG8/b9JlCQrPXiQ/s1600-h/bobblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RwA-XWqmatI/AAAAAAAAAG8/b9JlCQrPXiQ/s320/bobblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116157747635055314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Cate Blanchett na pele de Bob Dylan. Biografia das boas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4172755415418989372?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4172755415418989372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4172755415418989372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/09/bob.html' title='Bob'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RwA-XWqmatI/AAAAAAAAAG8/b9JlCQrPXiQ/s72-c/bobblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2020181764504416298</id><published>2007-09-22T22:32:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:34:46.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Adjetivos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RvXEFWqmarI/AAAAAAAAAGs/fFz3Dv6Ltos/s1600-h/cirqueblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RvXEFWqmarI/AAAAAAAAAGs/fFz3Dv6Ltos/s320/cirqueblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113208548211714738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa semana tive a oportunidade de ir assistir a uma apresentação do espetáculo “Alegría”, do mundialmente conhecido &lt;span class="g20ae"&gt;Cirque du Soleil&lt;/span&gt;. Sim, a palavra correta para o caso é “oportunidade”. Não, eu não ganhei na loteria e não sou milionário. Não que quem tenha condições de pagar um ingresso para o espetáculo (os valores das entradas variam de R$130,00 até R$400,00 aqui em Curitiba) seja necessariamente um capitalista selvagem. Apenas acho que seria uma loucura um universitário bolsista pé-rapado que nem eu, desembolsar tamanha quantia de dinheiro. Pude ir, graças a uma boa ação da empresa que trabalho, que num gesto de incentivo aos funcionários, bancou todos os ingressos.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, deixo claro que não pretendo contar aqui minhas impressões a respeito do espetáculo. O que me motiva a escrever esse devaneio é outra coisa: fui acusado (injustamente, que fique bem claro) de não ter curtido o circo. O motivo? Minha falta de originalidade na hora de adjetivar o que tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer dizer então que você foi no Cirque, né José?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim. Fui sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas e aí?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aí o quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;-Ora... como é que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse é o tipo de pergunta difícil de ser respondida. Não parece, mas é. Pense comigo: como compilar duas horas e meia de espetáculo em uma frase curta ou em uma única palavra, em um único adjetivo? Como conseguir retratar através disso todos os inúmeros fatos que você presenciou e suas impressões a respeito? Eu até que tentei:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Foi bom!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silêncio. O interlocutor fica me encarando, como que esperando o desfecho de meu relato. Eu, fico impávido. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bom?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Foi bom, ué?! Divertido!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cara: você vai ao melhor circo do mundo, e tudo o que tem a dizer é que foi “bom”?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ora! Me poupe! “Bom”? Isso lá é adjetivo que se dá a um show desse porte? Seja mais esforçado...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá bom, tá bom!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E então, como é que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Muito bom.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahh Zé!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Muito bom? Você não gostou, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gostei sim. Claro que gostei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então como é que você tem coragem de chamar isso de “muito bom”? Seja criativo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ué? E “muito bom” não serve?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Serve, mas é pouco. “Bom” é o cirquinho de lona que a cada dois meses monta acampamento lá perto de casa. “Muito bons” são os circos que viajam pelo país. Mas você está falando do Cirque &lt;span class="g20ae"&gt;du Soleil. O melhor do mundo. Nem parece que você assistiu!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="g20ae"&gt;-Ok, desculpe. Não sabia que isso era errado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="g20ae"&gt;-Errado não é! Mas isso lá é adjetivo que se dê? Francamente, hein José!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="g20ae"&gt;-Já pedi desculpas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="g20ae"&gt;-Eu sei. Mas vá lá: prossiga!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="g20ae"&gt;-Com o quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="g20ae"&gt;-Com a descrição, né? O que mais poderia ser?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah ta... Bem... O show tem números muito legais. É tudo muito bonito. Muito bem feito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sei. O que mais?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... É tudo muito... Muito... Muito bom!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está me sacaneando, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! Mas é que a verdade é essa. Eu achei muito bom.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É o melhor circo do mun...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sei que é o melhor do mundo, você já falou isso uma dúzia de vezes. Mas é que na minha escala de elogios, “muito bom” é algo muito... Muito bom, sabe?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não concordo. Olha, a gente é amigo. Pode abrir o coração. Você não gostou do show, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Já disse que gostei!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não é o que parece.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E o que interessa para você saber se eu gostei ou não do tal circo? Qual a diferença que isso faz, afinal de contas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Esse é o melhor circo do mundo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu desisto...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer saber? Chega... Continue contando como foi. Como você mesmo disse, não me interessa saber quais suas impressões. Quero os detalhes, só isso. Prometo que não vou interferir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sei. Vou fingir que acredito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode apostar. A partir de agora, sem interferências. Mas do que você mais gostou afinal de contas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... Os malabaristas são ótimos, o número do trapézio é super bonito. Tem umas meninas contorcionistas, um cara que faz acrobacias com fogo... Mas o mais bacana mesmo, foram os palhaços.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pára tudo Zé!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi agora?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você vai ao maior circo do mundo e diz que preferiu os palhaços?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E qual o crime nisso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E não é óbvio? Eles têm artistas únicos. Profissionais que fazem acrobacias que mais ninguém no mundo é capaz de realizar. Desafiam os limites do corpo humano. Você assistiu a tudo isso na sua frente, a uns poucos metros, e diz que o que o circo apresentou de melhor foram os palhaços?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não disse que foram os melhores. Disse que foram os que eu mais gostei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E qual a diferença?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem artistas mais completos no show, isso é fato, mas o número em que eu mais me diverti foi o dos palhaços.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não concordo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Concordar com o quê, homem de Deus?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Com esse seu desprezo a um espetáculo tão fabuloso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não estou desprezando porra nenhuma!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Calma... Não se estresse!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como é que não vou me estressar se você fica falando um monte de abobrinhas? Quem foi no show fui eu, quem assistiu a tudo fui eu, portanto, só eu tenho o direito de afirmar se o espetáculo foi bom ou não. Eu uso os adjetivos que quiser, e ninguém tem nada a ver com isso, entendeu?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas José: você não está sendo muito ameno nos seus elogios? Pense bem. Esse é o melhor circo do mundo e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer saber? Chega! Desisto! Juro que tentei agüentar, mas não deu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É que você parece muito desanimado. É até natural que alguém que tenha gasto uma nota preta num ingresso, como é o seu caso, acabe se decepcionando um pouco e fique com uma dor na consciência, pensando: “puxa, paguei tão caro e o circo não era isso que eu esperava!”&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu não paguei nada. Fui de graça.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-De graça?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim. A empresa pagou nossas entradas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E você ainda tem coragem de reclamar?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como?&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você está reclamando de um espetáculo que você nem ao menos pagou pra assistir? Que moral você tem pra falar alguma coisa, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu não estou reclamam...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso é o cumulo do absurdo, José! Você menospreza um espetáculo desse porte mesmo sem ter desembolsado um centavo para assisti-lo. Como você tem coragem?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não menosprezei nada e...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você é um ingrato, ouviu bem? Um ingrato!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu não queria ser ingrato. Desculpe!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer saber José? Chega de conversar com você! Você vai ao melhor espetáculo do mundo, e não valoriza isso. A ingratidão é algo muito feio, sabia? Além do mais, você teve a coragem de dizer que odiou o circo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu disse que era muito bom!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá vendo? É ainda pior! Está mentido! Diz uma coisa que obviamente não condiz com seus gestos. Acha que sou bobo?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Por favor, me desculpe e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Chega! Outro dia a gente se fala. Quem sabe você tenha uma crise de consciência e perceba o gesto de ingratidão que está cometendo. Adeus...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fulano vira de costas e me deixa ali, tentando me justificar. Eu ainda tento reagir... Em vão:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei! Volta aqui... Era espetacular, ouviu bem? Espetacular!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2020181764504416298?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2020181764504416298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2020181764504416298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/09/adjetivos.html' title='Adjetivos'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RvXEFWqmarI/AAAAAAAAAGs/fFz3Dv6Ltos/s72-c/cirqueblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-6155433827081944423</id><published>2007-09-15T21:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-18T11:58:43.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Games'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Balanço 4</title><content type='html'>Fazia tempo que eu não aparecia. Tempo mesmo. Nem me lembrava ao certo da última vez que tinha publicado uma postagem. Sendo assim, resolvi aparecer “pessoalmente” aqui dar satisfações de como andam os dias desse dublê de blogueiro. Muita gente me ligou perguntando como eu estava ou como iam as coisas... me senti na obrigação de interromper a seqüência de “crônicas” que escrevi nos últimos tempos, para dar voz a mim mesmo, e contar em que pé anda a vida deste Zé. Chega de ser o narrador onisciente, pelo menos nessa postagem .  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos interessados digo que está tudo muito bem, obrigado. A vida está numa fase ótima nos mais distintos e fascinantes pontos de vista. Realmente não tenho do que reclamar. Aliás, tenho sim: falta de tempo. Pra variar, ando completamente atarefado, e isso tem me tirado horas preciosas que pretendia utilizar na criação de novos projetos. Bem que Deus poderia pensar naquela minha idéia de criar uma lojinha que vendesse tempo. Enquanto o todo poderoso não analisa a proposta, cabe a mim continuar aprendendo a lidar com essas 24 horas diárias que tenho à minha disposição. É pouco, mas serve.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O blog também está me trazendo bons motivos de felicidade. Muita gente tem me visitado, e sobretudo, muita gente tem lido o que eu escrevo. Redundância? Não. Eu explico: na maioria dos “blogs amadores” (como o meu) que surgem por aí, quase 70% das visitas são oriundas do Google. Geralmente o internauta está procurando alguma informação específica na web, digita algumas palavras chave na busca, e coincidentemente elas batem com alguma das abobrinhas que escrevo por aqui. No meu caso, termos como “aprender a fazer uma poesia” e “contos românticos” (referência ao título &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/02/conto-romntico.html"&gt;desta crônica escrita em fevereiro&lt;/a&gt;) são os que mais trazem pessoas até aqui (Um exemplo bem recente é o termo "vergonha nacional", que se colocado no Google nos leva direto para... adivinhem... o site do senado federal). Entretanto, ao perceber que a busca dele não encontrou exatamente um manual virtual de como se fazer poesias, o visitante vai embora sem nem ao menos ler o que está escrito nessa birosca. Tenho percebido que isso está mudando aos poucos. Apesar da enorme maioria de visitantes ainda ser oriunda das buscas do Google, um número razoável de pessoas está passando por aqui de livre e espontânea vontade. Não que eu tenha alguma pretensão de ser famoso, ou de conseguir mais repercussão. Apenas fico contente de saber que tem gente que se identifica com meus devaneios pouco inspirados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Idéias, como sempre, não me faltam. O que falta, como já disse anteriormente, é tempo útil pra pôr tudo &lt;st1:personname productid="em prática. Parafraseando Ricardo" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em prática. Parafraseando" st="on"&gt;em prática. Parafraseando&lt;/st1:personname&gt;  Ricardo&lt;/st1:personname&gt; III: “Meu reino por uma hora livre!!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei se alguém percebeu, mas promovi algumas sutis mudanças visuais por aqui. Exercitei minhas pseudo-habilidades em Photoshop para confeccionar um cabeçalho novo para o blog. Tive outras idéias que não deram tão certo. Estou resistindo, por exemplo, a tentação de colocar elementos em HTML espalhados pela página. Acho que uma das características mais marcantes que quero passar aqui é a simplicidade visual: algo meio quadrado, nostálgico, sem muitos recursos tecnológicos, mas arrumadinho. Estou aberto (no bom sentido, que fique claro) à sugestões. Se alguém tiver alguma idéia de otimização visual para me sugerir, entre &lt;st1:personname productid="em contato. Pago" st="on"&gt;em  contato. Pago&lt;/st1:personname&gt; uma tubaína depois como forma de agradecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah sim: a todos que possuem, ou vierem a possuir algum ódio reprido em relação a este calhorda que vos fala, deixo aqui um brinde sugerido “carinhosamente” por uma de minhas inventivas amigas. Trata-se de um game on-line no melhor estilo “chute o traseiro deste infeliz”. O legal da história é que você pode personalizar a baixaria e colocar o seu rosto (ou o do seu desafeto) no personagem. Além desse jogo, existem outras versões bem bacanas. Vale a pena dar um conferida, nem que seja pra zoar um amigo seu. Para visitar o site, clique &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.pictogame.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Para chutar o este blogueiro, é só ir logo aí abaixo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obrigado a todos pelo carinho.&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um beijo no cérebro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até mais.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://data.pictogame.com/gc/gc.swf" allowfullscreen="true" flashvars="gameId=dmndUF1uird9" name="flashContainer231952210" height="340" width="410"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div style="width: 410px; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.pictogame.com/create.php?from_blog=1&amp;amp;template=34" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Create your game&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.pictogame.com/game.php?from_blog=1&amp;amp;game=dmndUF1uird9" target="_blank"&gt;Share&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.pictogame.com/gallery.php?from_blog=1" target="_blank" title="Play free online games"&gt;Play games&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.pictogame.com/?from_blog=1" target="_blank" title="Create a game" rel="tag"&gt;Pictogame&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-6155433827081944423?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/6155433827081944423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/6155433827081944423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/09/balano-4.html' title='Balanço 4'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4782617886981771481</id><published>2007-09-02T22:36:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:38:30.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Celular</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RttnocO-CYI/AAAAAAAAAFE/tFyET9OAMj4/s1600-h/celularproblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RttnocO-CYI/AAAAAAAAAFE/tFyET9OAMj4/s320/celularproblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105788547025996162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O Fonseca chegou no trabalho empolgadíssimo:   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gente... vocês não sabem da última!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Oi Fonseca! Bom dia pra você também, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bom dia! Desculpem. É que eu estou tão empolgado que nem ao menos me lembrei de cumprimentá-los!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É... percebemos! Mas está empolgado com o quê afinal de contas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Com isso: meu celular novo! O XVR 7000!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De dentro do bolso, o Fonseca sacou a novidade: um aparelhinho prateado, bonitinho, apenas um pouco maior que a média dos aparelhos celulares convencionais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nossa... legalzinho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Legalzinho? Legalzinho??? Você está brincando, né?! Isso daqui é o supra sumo da tecnologia mundial, meu amigo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não vi nada de diferente nele...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Fonseca quase se ofendeu. Estavam subestimando a capacidade do seu recém adquirido monstro tecnológico. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok. Vamos aos fatos: Para começar: essa belezinha aqui é feita de titânio. É tão resistente que suportaria um impacto de duas toneladas!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim... além disso é completamente impermeável. Você pode derramar o que quiser nele: água, álcool, ácido. Pode escolher. Continua funcionando mesmo com temperaturas acima de &lt;st1:metricconverter productid="400°C" st="on"&gt;400°C&lt;/st1:metricconverter&gt; e inferiores a &lt;st1:metricconverter productid="-300°C" st="on"&gt;-300°C&lt;/st1:metricconverter&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Caramba!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas não é só isso: tem tela sensível ao toque e é acionado através de um código de voz ou com o escaneamento de impressão digital. É praticamente à prova de roubo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Puxa vida!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem GPS, rastreamento via satélite, tradutor de voz para cinco idiomas... toca MP3 e MP4 e tem 7 gigas de memória para armazenamento. Som de CD e qualidade de imagem de DVD.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vixi!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Além disso ele sintoniza as principais TV’s a cabo do mundo. Tem acesso à internet via wireless. Tira fotos com até 7,5 mega pixels e é capaz de gravar até 5 horas de vídeo em excelente resolução.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ô loco!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Também é uma espécie de controle remoto universal. Liga e desliga quase qualquer coisa: da sua TV ao alarme do seu carro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Afff...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Deixe-me ver o que mais... ah sim: tem uma bateria auto-suficiente. Na extensão do aparelho existem fotocélulas que captam a luz solar e a transformam em energia.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Caraca, maluco!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Isso sem contar o visual: foi feito por um dos maiores designers do mundo. Seu formato já foi premiado diversas vezes ao redor do planeta.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante os minutos seguintes, o Fonseca continuou relatando todas as milhares de qualidades “high-tec” de seu aparelho japonês, sob atentos olhares do resto de seus colegas de escritório. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É Fonseca... Desculpe! Acho que subestimamos a capacidade do seu aparelhinho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Subestimaram sim, mas estão perdoados. Vocês não tem culpa. Não entendem muito de alta tecnologia. Até eu acabo me equivocando de vez em quando com algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ele realmente parece ser incrível. Deve ter custado uma nota, imagino.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim. Realmente seu preço é bem alto. Mas, como um legítimo apreciador da boa comunicação, me dei ao luxo de comprá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Missão cumprida. O Fonseca tinha conseguido impressionar a todos. Pelo menos até aquele momento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... mas já que você está de celular novo, trate de passar logo o número pra gente!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso aí Fonseca! Qual é o número do super, mega, hiper XVR 7000?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Número?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É Fonseca, o número! Que eu saiba todo celular tem um número!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Fonseca coçou a cabeça, pensou durante alguns segundos, e chegou à conclusão de que, surpreendentemente, não sabia o número do próprio celular. Isso se o celular tivesse um número. Pelo que tinha lido no manual de instruções, que tinha quase 700 páginas e explicações em 10 línguas diferentes, inclusive braile, não existia menção alguma sobre realizar ou receber ligações. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... é... sabem... eu acho que ele é...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não vai dizer que o Godzilla com teclas não funciona?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É claro que funciona! O XVR 7000 é o que existe de mais moderno e avançado do ponto de vista da tecnologia em todo o mundo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Super avançado! Só não faz nem recebe ligações! Hahahaha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Fonseca ainda tentou reagir, mas não adiantou. Já tinha virado motivo de piada no escritório. O tal celular, que segundo o manual era o novo marco das comunicações mundiais, fazia de tudo, menos o que um telefone comum deveria fazer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, segundo o "feliz" proprietário do XVR 7000, o pior não era ter que agüentar as tirações de sarro. O chato mesmo era depender dos outros para fazer ligações.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei Silva... dá pra me emprestar o celular rapidinho? Depois te pago!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Toma, Fonseca... toma...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RuHbM0SdscI/AAAAAAAAAGU/HUkSTH-LN9Q/s1600-h/celular2problog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RuHbM0SdscI/AAAAAAAAAGU/HUkSTH-LN9Q/s320/celular2problog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107604465655853506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sugestões: imagem enviada pelo meu colega &lt;a href="http://oscar-vg.blogspot.com/"&gt;Oscar&lt;/a&gt;. E não é que tem a ver mesmo com o meu texto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4782617886981771481?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4782617886981771481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4782617886981771481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/09/celular.html' title='Celular'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RttnocO-CYI/AAAAAAAAAFE/tFyET9OAMj4/s72-c/celularproblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-902979560035237549</id><published>2007-08-13T00:07:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:38:09.095-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Confissões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RuyE78vKpyI/AAAAAAAAAGc/dUQY-AZa7JM/s1600-h/cervejapro+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RuyE78vKpyI/AAAAAAAAAGc/dUQY-AZa7JM/s320/cervejapro+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110605842609776418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Carlos, o Vitor, o Alberto e o Noronha tinham chegado num acordo: iriam revelar ali, naquela mesa de bar, seus maiores segredos uns aos outros. Já eram amigos a pelo menos duas décadas, sendo assim, na visão deles, nada mais justo do que colocar na roda aqueles fatos que sempre tentaram esconder do resto do mundo. Seria a prova definitiva da união daqueles quatro “quase irmãos”. Prova de que confiavam uns nos outros a tal ponto, que teriam coragem de expor ali seus maiores dramas e frustrações. Depois disso, definitivamente, ninguém poderia se atrever a questionar a amizade do bando.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi o Vitor que, motivado pelo dever cívico de fortalecer a união do grupo e pela décima segunda rodada de cerveja, teve a idéia de realizar a sessão de confissões. Os outros três integrantes da mesa, visivelmente comovidos com a iniciativa e com o alto nível etílico que lhes guiava, concordaram prontamente. O único que questionou um pouco a empreitada foi o Noronha, sem sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como autor da idéia, o Vitor tomou a palavra.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é pessoal! Vou começar... todo mundo me ouvindo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Carlos e o Noronha balançaram a cabeça afirmativamente. O Alberto só teve forças para emitir um soluço, o que no consenso dos demais significava um “sim”. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok... lá vou eu!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O resto do grupo aplaudiu a iniciativa do Vitor. Todos os tipos de apoio e manifestações de incentivo eram válidos naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... vocês devem saber que eu sempre fui um defensor da boa música, não é? Sempre fiz questão de escutar tudo aquílo que existe de melhor, seja no rock, na MPB, no jazz, no soul, nos grandes compositores eruditos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos concordaram. De fato ninguém entendia melhor de boa música no grupo do que o Vitor. E ele realmente só ouvia o que existia de melhor. Chegou ao cúmulo de convidar todos os colegas de colégio da filha para uma festa de aniversário em sua casa, e pôr para tocar a nona sinfonia de Beethoven. A festa foi um fracasso, para desespero da filha que jurou nunca mais permitir que o pai organizasse qualquer evento em seu nome.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois bem: admito, com muita, mas muita vergonha, que nos últimos dias eu tenho ouvido uma banda meio... meio...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Coragem Vitinho! – Bradou o Carlos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Obrigado! Pois então: minha filha comprou um CD dessa banda, e pôs pra tocar o dia inteiro! No começo eu achei horrível. Mal feito, mal executado, ruim aos ouvidos... mas com o tempo... com o tempo tudo começou a ficar poético, entendem? É como se a música começasse a fazer sentido, e quando eu me vi, eu estava cantarolando ela em todo o canto. Tentei parar. Juro que tentei. Mas não pude, era mais forte que eu. Mais forte!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silêncio. O resto da mesa ouvia o relato respeitosamente. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gente... eu, Vitor de Almeida Barreto, admito: nos últimos tempos, eu tenho ouvido RBD!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Meu Deus! – Exclamou Carlos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Caramba! – Bradou Noronha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hic! – Soluçou Alberto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é gente... é triste! Eu sei que é! Mas é tão forte, é um ritmo tão sedutor. Eu tive que continuar. Comprei todos os CD’s e DVD’s, me filiei ao fã clube, decorei todas as músicas... lembram que eu furei naquele dia em que nós tínhamos um jogo marcado? Pois é... eu tinha ido no show deles aqui no Brasil!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa vida, cara... o caso é sério mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É sim! E o pior gente:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;semana passada, minha filha veio reclamar que eu estava cantando uma das músicas deles alto demais! Que ela não conseguia se concentrar na lição de casa! Imaginem isso! Minha própria filha me repreendendo por eu cantar uma música do RBD!? Isso é demais pra minha cabeça!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acontece cara... acontece!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como forma de reconhecimento pela coragem, o Vitor recebeu uma nova salva de palma dos colegas, ainda mais efusiva, chamando a atenção de todo o resto do bar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Obrigado gente! Sabia que podia confiar em vocês! E que isso fique só entre nós, ok?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos concordaram. A discrição era parte do acordo. O próximo a pôr seus segredos na roda foi o Carlos:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... vocês devem se lembrar do gato da dona Filomena. Sabem qual?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O gato em questão, chamado Floquinho,  era o mascote dos quatro quando pequenos. Estava junto com eles em todos os momentos: das brincadeiras na rua ao bate papo embaixo da árvore depois de um dia inteiro de traquinagens. Coisa bonita de se ver. A dona Filomena adorava ver o seu gatinho de estimação interagindo com a garotada e não se importava com as tardes inteiras em que ele desaparecia. Sabia que estava em boas mãos, e que invariavelmente no fim do dia, lá estaria ele deitado na varanda, descansando e esperando o jantar. Infelizmente, certo dia, ele não voltou. Sumiu sem deixar pistas. O consenso foi de que ele teria sido roubado por alguém, ou tivesse se perdido. De qualquer forma, todos sentiram muito a falta do bichinho, principalmente a dona Filomena, que dizia nunca mais ter encontrado felino igual.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim, acho que todos lembramos! O Floquinho... nosso velho mascote! O que tem ele?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lembram que ele sumiu?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É claro!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hic!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois então... a culpa foi minha! Eu o vendi pra um dos meus tios que mora lá no interior! Ele veio nos visitar e se apaixonou pelo tal gato! Me ofereceu alguns tostões, e eu não pude evitar: acabei vendendo ele!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A confissão era pesada. O Carlos tinha vendido o mascote da turma, um animal que, inclusive, nem era dele.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa vida!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cacete!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-HIC!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É... eu sei! Isso foi terrível, né? Não acredito que tive coragem de fazer aquílo! Sempre que penso nisso, ainda hoje, fico com a consciência pesada!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vocês ficaram quietos! Não engoliram a história do gato, não é? Sabia que não devia ter contado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você há te entender que o caso é grave...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você vendeu o gato da dona Filomena, cara! Isso é terrível! A velha quase teve um treco quando percebeu que o gato tinha sumido!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hic!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sei gente, eu sei! Se pudesse voltar no tempo, eu não teria vendido ele... ou pelo menos teria cobrado mais caro! Eu era criança, bobinho. Não tinha idéia do que estava fazendo. Além do mais, vocês prometeram perdoar tudo! Era parte do acordo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era verdade. A compreensão também era fundamental para que a rodada de confissões fosse bem sucedida.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok, Carlos... você foi corajoso botando pra fora esse fato! Foi preciso ter muita coragem e confiar muito no grupo! Parabéns!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Obrigado gente! Vocês não fazem idéia do peso que e tirei das costas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Efusivos aplausos seguiram a demonstração de coragem explicita protagonizada pelo Carlos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... acho que agora, todos concordamos que quem está em melhores condições para fazer a confissão é o Noronha! O Alberto bebeu um pouco demais e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que nada! Eu quero falar agora! – Bradou o Alberto, decidido, na primeira frase completa que ele tinha conseguido formular em horas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok... manda ver então!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha... eu... eu sou um bosta! Um bosta, gente! Não fui eu que terminei com a Carmem! Foi ela! Eu disse pra todo mundo que eu tinha chutado ela, que tinha enjoado dela... mas não! Foi ela quem terminou comigo! Estava tudo normal, tudo lindo, até que ela chegou em mim, do nada, e falou: “Acabou Alberto...não quero mais você!”&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nossa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Agora eu pergunto: o que foi que eu fiz de errado, hein? Sempre segui as regras, as normas. Sempre tentei ser um bom marido... e daí ela chega e diz que não me quer mais?! O que podemos concluir com isso? Que eu sou um bosta! Um b, o, x, d, t, a, e mais um ç que eu não lembro onde se coloca! Só isso! E o pior, sabem o que é? Eu ainda amo ela! Penso nela toda maldita noite! Choro de saudades feito uma criança, quando deveria estar odiando ela!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Carlos e o Vitor se assustaram com a reação auto destrutiva do Alberto. Ele que sempre tinha se comportado como um legítimo machão, estava ali, quase aos prantos, admitindo que era submisso a sua ex mulher. O caso da separação, aliás, não estava bem explicado até então. Certo dia ele chegou afirmando que tinha se cansado do casamento, e que, sem motivo nem razão aparente, acabou com tudo. Fez chacota do caso, dando a entender que era areia demais para o caminhãozinho da esposa. Chegou a dizer que a Carmem chorou, berrou e esperneou, mas que nem assim ele tinha se compadecido com os pedidos de uma segunda chance feitos por ela.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Calma cara... não precisa se auto flagelar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que nada! Eu vivia uma fantasia! Fazendo todo mundo acreditar que eu era um cara durão, um dominador... quando na verdade eu tomei um fora da minha mulher! É deprimente gente, eu sei!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Carlos e o Vitor consolaram o velho amigo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que nada cara... você mostrou que é macho! Só alguém com muita coragem admitiria isso! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Verdade! Tu é um exemplo pra todos os homens desse mundo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bota exemplo nisso! Você é quase um herói rapaz! Devia ser saudado em praça pública!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Verdade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Alberto ficou comovido com a atitude dos colegas!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa gente! Obrigado! Vocês são os melhores amigos desse mundo, mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Imagina cara... aqui é assim mesmo! Um por todos e todos por um. Somos quase irmãos lembra?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso aí!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Verdade! Nunca me senti tão bem me libertando de uma mentira! Sabem? Eu Acho que eu nunca vou entender o porque ela me abandonou. Acho também que vou amar ela para sempre. Fazer o que, né? São coisas da vida!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos concordaram. Clichês à parte, eram coisas da vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois é... mas vamos animar esse papo! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Só sobrou você Noronha! Qual é o grande segredo que você quer revelar aos seus amigos?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu to namorando a Carmem!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A declaração ecoou como uma bomba no recinto. Os três ficaram perplexos, sobretudo o Alberto, que com o baque da notícia quase se afogou com o gole de cerveja. Prevendo o pior, o Vitor tentou evitar que o Noronha continuasse, mas não teve tempo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Noron...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E digo mais: ela terminou com você, Alberto, porque a gente já tinha ficado junto antes mesmo da separação de vocês!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Noronha, vamos esquecer esse papo e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Fui eu que pedi pra ela terminar com você! Ela estava infeliz e eu não queria que ficássemos te enganando daquele jeito!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Noronha...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu to falando isso porque eu te amo cara! Você é quase um irmão pra mim e eu sei que vai me entender! Ela não guarda mágoas suas. Estamos até pensando em te convidar pra ser padrinho no nosso casamento. A notícia é meio repentina, eu sei, mas creio que em pouco tempo tudo vai voltar ao normal. O que acha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Alberto não esboçava reação alguma. Apenas ouvia os relatos, sem se mexer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É isso gente... esse é o meu segredo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vamos lá... falem! Alberto, meu irmão, me diz alguma coisa! Quero ouvir o que o meu grande amigo tem a dizer!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Seu filho de uma puta!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Num pulo, o Alberto sobrevoou a mesa e por pouco não conseguiu agarrar o pescoço do Noronha, que se não fosse rápido, estaria em sérios apuros. O Carlos imediatamente agarrou o colega, antes que ele voltasse a tentar investir contra o novo namorado de sua ex-mulher. O Vitor não se conformou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Porra, Noronha!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A noite era para confissões, é verdade. Mas não para confissões tão reveladoras assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Noronha ainda se defendeu...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu falei que isso não ia dar certo, eu falei!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-902979560035237549?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/902979560035237549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/902979560035237549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/08/confisses.html' title='Confissões'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RuyE78vKpyI/AAAAAAAAAGc/dUQY-AZa7JM/s72-c/cervejapro+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8397770469109079157</id><published>2007-07-23T20:28:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:41:03.872-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Miguxês</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RqVK9jI0HsI/AAAAAAAAAEs/8YPk96bozpo/s1600-h/miguxoshakespeare.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RqVK9jI0HsI/AAAAAAAAAEs/8YPk96bozpo/s320/miguxoshakespeare.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090557375076900546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para surpresa dos amigos, conhecidos e familiares a Paula voltou do período de férias na praia namorando. Foi um choque, até para a própria Paula. Ela que sempre tinha sido a careta da família, tinha encontrado um cara legal no lugar que ela julgava ser o mais improvável possível, e em pouco mais de uma semana de carícias e juras de amor, passou a namorar firme.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos amigos, explicou que conheceu o Juliano, vulgo “Ju”, na beira do mar enquanto esse jogava vôlei de praia com os amigos. Ela tomou uma bolada, reclamou, mas pouco depois se viu encantada com o jeito meigo e com o efusivo pedido de desculpas do rapaz que tinha lhe acertado. Mais tarde o Ju chegou a admitir que tinha sacado a bola de propósito em sua direção, só para ter um motivo para conversar com aquela linda moça. Ela achou o gesto lindo, e no fim do dia já tinha dado o primeiro beijo no rapaz. Um recorde se tratando da Paula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Segundo ela, ele era simples, bonito e, olha só, até um pouquinho inteligente. Já tinha perdido as esperanças de encontrar um homem assim. Se sentia eufórica com a descoberta que tinha feito. Estava gostando de um cara, gostando pra valer. Ele tinha lá seus defeitos, era verdade, mas não era nada digno de decepção de sua parte. Fazia tempo que isso não acontecia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os amigos, acostumados com o jeito Paula de ser, foram taxativos: cedo ou tarde, ela acharia um defeito e tudo estaria acabado. Nos bastidores, uma pequena bolsa de apostas foi feita à espera do motivo que a levaria ao fim do namoro. Quando soube, ela ficou escandalizada. Disse que todos quebrariam a cara. Aquílo era um amor sincero, amor de verdade. Além disso, segundo ela, já tinha convivido suficientemente com ele para afirmar que o conhecia a fundo. Ledo engano...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A ficha de Paula começou a cair dois dias depois que ela voltou de férias. O Ju continuou mais uns dias na praia, e eles ficaram de matar as saudades um do outro por e-mail, até ele voltar pra casa e poder ligar para ela como mandava o figurino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ansiosa pelo contato, acampou na frente do computador à espera de um sinal de vida do namorado. Ele veio, mas não podia ter deixado a Paula mais chocada. O conteúdo da mensagem em si não tinha nada de especial: era a típica e previsível conversa  de namorados recém unidos. O que a deixou perplexa foi outra cosa: o miguxês. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;oi AMOr...... tUdU BeM??!?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Ki SAUDAdixXx kI Eu Tavah Di vc!!!!! kEriAH mTu pOde Tah aiH kONtIGU...... kase xXxOrEi QDu vc fOi eMbOrah......&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;logU logu A Genti Vai se Ve DINovU...i daIH vAmuxXx fICAH JUnTUxXx PrAh SemPrE...... sAbE pQ??!?! Pq Eu ti AMODOLu!!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;ti AmODOLU MTU!!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;bEIjInHuxXx!!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;*JuH*&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pânico. Era como se tivesse acabado de descobrir que tinha convivido aquele tempo todo com um ser estranho. Ela, logo ela, estava namorando um cara que escrevia em miguxês? Não era possível. Alguma coisa devia estar errada. Tinha que estar. Nunca tinha suportado aquele tipo de linguagem, muito menos quem se valia dela para se expressar. Ele podia escrever de qualquer forma: comer uma ou outra letra, conjugar um verbo e forma errada, cometer um “tropeço” de digitação aqui e ali, trocar um “ch” por “x”... qualquer coisa! Menos escrever em miguxês. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esfriou a cabeça. Deve ter sido um engano, ou sei lá: alguém podia ter mandado um e-mail pra ela só de sacanagem, tentando abalar o romance recém nascido dos dois. Parou, pensou e respondeu da forma mais racional possível: fingiu que nada de errado tinha acontecido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Amor, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Também estou com saudades. Quando é que você vai voltar mesmo? Semana que vem, né? Mal posso esperar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Estou bem. Fique tranqüilo. Algo me deixou meio preocupada. Nada sério. Tenho certeza que é só besteira minha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Logo estaremos juntinhos... eu acho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Te amo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Beijos apaixonados.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Da sua Paulinha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A resposta veio um dia depois, e não podia ter sido mais desesperadora para a Paula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;AmOr!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;u KI FOI Ki acOnTecEu...Hein??!?! FikEI pReOCupAdu!!!!! U ki EH KI taH DExXxAnU MINHAH FOfUxXxaH tRisteEnHah??!?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;FAltAm Soh AlguNxXx dIaxXx AMor...... VAi dah TUDu cERTU...VC vAI VE!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;tI aMOdOlU MtU...1 TAntAUM AXXim...OH:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;\____________________0____________________/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;BEIjinHuxXx!!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;*JuH*&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era verdade: estava namorando um miguxo. Como é que podia ter cometido um erro daqueles? Amava ele, estava apaixonada, mas aquílo era demais para ela assimilar assim, de uma hora para outra. Tentava ser racional, tentava demonstrar frieza, paciência, mas sempre que pensava no “aMOdOlU” proferido pelo Ju, seu coração doía. Chutou a cautela para escanteio, e respondeu da maneira que julgava mais adequada para aquele momento. O namoro estava em crise, mesmo que o Juliano não se desse conta disso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Ju:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Estou preocupada. Você pode achar que parece besteira, mas tem uma coisa que está me incomodando bastante: seu jeito de escrever. È, parece loucura, eu sei, mas a verdade é que estou desesperada à espera de uma resposta sincera de sua parte. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Afinal de contas: você é um miguxo ou só está escrevendo daquele jeito para fazer um “charminho”. Se for por charminho, pelo amor de Deus, pára com isso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Aguardo resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Paula&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pronto. Tinha enviado o e-mail. A resposta daquele correio eletrônico selaria os rumos do relacionamento dos dois. O final feliz deles dependia de uma resposta coerente do Ju. Se tivesse que ler mais um “aMOdOlU”, não agüentaria. Infelizmente, quando a resposta finalmente chegou, não pode conter sua decepção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;amOR!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;u kI Eh miguxXxU...hEIN??!?! &lt;/span&gt;nauM ENteNDi u ki VC kIxXx dIZe!!!!! u KI eH kI Tem dI ERRAdeEnHU nU MEu jeItu DI escreve...heiN MinhaH fOfUxXxAH??!?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;toW PREoCupADu...viU??!?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Ti AmOdOLU MtU...oK??!?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;VaMUxXx FicaH JuNtUxXx PrAh SeMPrE!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;kIXXUxXx&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;*JuH*&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A resposta da Paula fala por si só:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Juliano,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Está tudo acabado entre nós, desculpe.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;A culpa não foi sua, acredite. A culpada sou eu. Eu é que não consegui me adaptar a esse seu jeito “fofo” de escrever. Ou melhor... você tem culpa sim, mas isso não vem ao caso agora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;O fato é que nunca suportei miguxos. Desculpa, mas é verdade. Isso é demais pra mim, não pude assimilar, entende? Não... provavelmente você não vai entender.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;O fato é que acabou. Foi bom enquanto durou, mas acho que me precipitei um pouco quando começamos a namorar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Peço perdão por colocar fim ao nosso namoro dessa forma, tão repentinamente, mas juro para você que não suportaria ouvir mais um “AmOdOLU” e... bem... como já falei, provavelmente você não vai me entender.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Por favor, não me procure mais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Bom futuro para você Juliano.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Si cuida.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Paula&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Os amigos, quem diria, compreenderam o fim do namoro e apoiaram a decisão da Paula. Um miguxo não era digno de confiança. O Juliano bem que tentou entender o que tinha feito de errado, mas não conseguiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-onDI fOI ki eU eRREi??!?!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-8397770469109079157?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8397770469109079157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/8397770469109079157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/07/miguxs.html' title='Miguxês'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RqVK9jI0HsI/AAAAAAAAAEs/8YPk96bozpo/s72-c/miguxoshakespeare.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-172718670545173231</id><published>2007-07-08T12:59:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:42:48.155-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Tagarela</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RpENwVb05SI/AAAAAAAAAEc/FxXKUh-vYtc/s1600-h/bla+bla+bla2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RpENwVb05SI/AAAAAAAAAEc/FxXKUh-vYtc/s320/bla+bla+bla2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084860578316739874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E eis que ciência derruba mais um mito que imperava no bom senso popular: segundo uma pesquisa realizada por cientistas de uma universidade do Arizona, nos EUA, os homens falam tanto quanto as mulheres. Durante oito anos, esses especialistas gravaram trechos de conversas de grupos masculinos e femininos, a fim de estabelecer uma comparação. O resultado final apontou que o número médio de palavras ditas por ambos os sexos é estatisticamente equivalente. Ou seja: o velho preconceito de que as mulheres são infinitamente mais tagarelas que os homens, caiu por terra.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para quem se interessar, a matéria completa pode ser lida no portal de notícias &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://g1.globo.com/"&gt;G1&lt;/a&gt;, clicando &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL64607-5603-3933,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De fato, a pesquisa é uma arma poderosa na mão das representantes do sexo feminino. Está cada vez mais difícil para nós homens apelar para a ciência em defesa de nossos argumentos supostamente machistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Arnaldo é prova viva disso:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;-Arnaldo! Lê isso daqui! O que você tem a me dizer, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Arnaldo tomava o café da manhã tranqüilamente quando sua esposa, a Verônica, lhe enfiou o jornal na frente do rosto com um ar triunfante. Ele demorou um pouco a entender o que tinha acontecido. Correu os olhos pela página do jornal e se deparou com a manchete do caderno de ciência: “Pesquisa revela: homens falam tanto quanto as mulheres”. Imediatamente se lembrou da noite anterior. Estavam na casa de um casal de amigos, jantando, quando a verônica desandou a falar e não parou mais. O Arnaldo tentava conversar com seu velho amigo, mas era intimidado pelo diálogo fervorosamente empolgado da dupla feminina da mesa. Aquílo tinha lhe deixado inconformado. Na hora olhou para o Paulo (o dono da casa), deu de ombros e sem dizer nenhuma palavra, declarou com os olhos ao colega: “Fazer o que? São mulheres...” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na volta para casa desabafou: disse poucas e boas para a Verônica. Como é que pode alguém ser tão faladora? Alegou que tinha passado vergonha na casa do amigo. Que estava casado com a “rainha da tagarelândia”. Ela ficou revoltadíssima. Não admitia ser chamada de tagarela, sobretudo por seu próprio marido. Ele retrucou dizendo que perdoava ela, afinal de contas, todo mundo sabia que mulheres são faladoras por natureza. Aquílo doeu na alma da Verônica. Jurou a si mesma que ia se vingar daquela insinuação machista. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E eis que, no dia seguinte, quando abriu o jornal, ela se deparou com a boa nova. Era o destino. Tinha o argumento que precisava para provar para o Arnaldo que não era tagarela. Não pensou duas vezes: levantou da cadeira e foi ao encontro do marido para questionar seus argumentos machistas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Anda Arnaldo! Fala alguma coisa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Legal!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim, “legal”? Cadê aquela história de que nós mulheres somos falantes, hein? Porque você não fala agora aquílo que tinha me dito ontem? Quem ouvisse você falando ia achar que eu sou a maior faladora da paróquia. Como é que você disse mesmo? Rainha da língua solta? Não... não era isso! Ah, lembrei: rainha da tagarelândia! Aquílo me doeu Arnaldo. Não se fala isso para uma mulher. Não se faz uma insinuação dessas. Você sabe muito bem que eu nunca fui de falar muito. Sempre fui contida, na minha. Mas você não tava nem aí, né? Preferiu ser machista! Preferiu me acusar de ser algo que eu nunca fui! Vejam só... tagarela! Você me chamou de tagarela Arnaldo. Isso não se faz. Sabe o que eu devia fazer? Pegar um gravador, colocar ele na sua camisa, e gravar quantas palavras você fala por dia! Não ia ter fita que chegasse, né Arnaldo? Você que fala demais e eu que sou a tagarela! Ora, vejam só! Eu disse que você ia me pagar Arnaldo. Eu disse! Você vai se arrepender e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Veja bem amor...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Shhhhhh... Não me interrompa! Quem está falando agora sou eu! Você vai ficar aí, sentado, ouvindo! Tava querendo me interromper, né? Tá vendo só? Olha como você é tagarela! Mal me deixou falar, e já ia tentando me interromper. Mas hoje não Arnaldo. Hoje você não vai abrir essa sua matraca. Vai me ouvir. Me ouvir quietinho. Só vai falar quando eu deixar. A ciência está ao meu favor. Tenho argumentos. Agora, não importa o quão machistas sejam os seus comentários, eu tenho como retrucá-los. Como é bom ter a teoria a nosso favor. Você queria ter esse trunfo, não queria? Queria poder ter um jornal com a manchete “Pesquisa aponta: mulheres falam de duas há três vezes mais que os homens”. Você queria, né? Daria qualquer coisa para ter um jornal com uma manchetes daquelas para poder esfregar na minha cara! Não é verdade, Arnaldo? Queria... queria, mas não tem! Quem tem sou eu! Quem pode provar seus argumentos sou eu, não você! Isso dói, né Arnaldo? Como deve ser chato perceber que se está errado! Não queria estar no seu lugar agora. Não queria mesmo! Ouvindo sua própria esposa lhe dar uma lição de moral. Sua própria esposa provando que você estava errado. Anda Arnaldo. Tem alguma coisa pra falar? Estou louca pra ouvir o que tem a dizer! Quais seus argumentos agora, qual será sua defesa. Vamos Arnaldo: o que tem a me dizer?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nada...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como nada? O gato comeu sua língua? Não tem o que dizer, né? Sabe que eu estou certa. Sempre soube. Sabia que eu não era tagarela, mas mesmo assim fez questão de me acusar. Você me dá pena Arnaldo. Sabe o que é sentir pena de alguém? Não sabe, não é? Se soubesse não teria dito aquílo. Você não teve pena de mim ontem. Se tivesse sentido pena, saberia o tamanho da pena que eu estou sentindo. Que pena, né? Você sabe que eu odeio mentiras Arnaldo, e mesmo assim você mentiu pra mim ontem. Mentiu não: me humilhou! Usou um argumento baixo, machista. Bem que minha mãe tinha me dito que você era assim, que era pra eu tomar cuidado. Tinha me falado: “olha minha filha: esse homem não é tudo isso que você pensa”. Mas eu não ouvi, estava apaixonada. Sempre estive. Sempre dei o melhor de mim pra você: o melhor carinho, o melhor humor, as melhores fases da minha vida... e como você me retribui? Me chamando de “rainha da tagarelândia”. E se fosse verdade pelo menos, tudo bem! Eu sei admitir meus defeitos. Mas falar demais nunca foi do meu gênero. Sempre fui contida, sucinta. Aliás, acho que estou me tornando até mais contida do que antes, graças à idade. Sinto que estou mais serena. Mas você não sente isso não é Arnaldo? Você só soube me qualificar de uma maneira leviana. Isso machuca, sabia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nessas alturas o Arnaldo nem ouvia mais o que era dito pela Verônica. Estava entretido lendo o jornal. Por sorte, reparou que ela tinha parado de falar, e teve tempo de balbuciar a primeira coisa que veio à sua mente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É sim Arnaldo, é sim! Que bom que admite isso. Pelo menos isso, né? Espero que tenha percebido o tamanho da calúnia que cometeu. Esses seus conceitos machistas estão errados! Será que não percebe isso? Será que todas as vezes que você inventar uma mentira eu terei que usar a ciência pra te provar o contrário? Acho que não, né? Não iria ser legal, não é? Eu imagino como você deve estar se sentindo agora. Deve estar pensando: “Poxa! Como eu fui idiota. Não devia ter dito uma besteira daquelas. Não é isso? Não é assim que você se sente? Arnaldo? Arnaldo??&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Distraído novamente:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mmmmm?? Sim, sim!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então... mas quer saber? Eu vou te perdoar. É Arnaldo, eu vou te perdoar. Você já foi castigado como merecia. A ciência está do meu lado. Eu não tenho culpa de ser coerente. Além do mais, apesar de tudo, apesar de você ter me chamado mentirosamente de tagarela, de “rainha da tagarelância”, eu ainda te amo. Sempre te amei. E não vai ser uma pisada na bola sua que vai acabar com esse sentimento. Mas eu espero realmente que isso tenha te servido de lição. Espero que tal situação nunca mais se repita. Espero que das próximas vezes você meça suas palavras. Perceba o quanto isso é estúpido. O quanto sua afirmação foi infundada. Você atentou contra a minha dignidade, contra a reputação de todas as mulheres desse mundo! Ouviu bem? Do mundo!! Mulheres tagarelas? Não Arnaldo... mulheres e homens tagarelas! Tagarelas &lt;st1:personname productid="em igualdade. Equivalentes" st="on"&gt;em igualdade. Equivalentes&lt;/st1:personname&gt; em tagarelice. Assim são homens e mulheres. Iguais, ouviu bem? Idênticos, semelhantes. Fora o lado biológico, o resto é igualzinho! Não tem diferença nenhuma. Mas eu te perdôo Arnaldo. Está perdoado. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Obrigado...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sabe? Hahahaha... eu estava pensando... chega até a ser engraçado! Tagarela, eu? Hahahahahaha... só rindo mesmo! Você inventa cada uma, Arnaldo. De onde você tira isso? Hahahaha... ai ai! Tagarela, hein? Ah Arnaldo... como você me dá pena! Sorte a sua que eu sou tolerante! Que eu não fico grilada com esse tipo de coisa. Será que algum dia você vai abrir o jornal e dar de cara com uma manchete que confirme seu ponto de vista? Será Arnaldo? “Pesquisa aponta: os machistas sempre estiveram certos”. Difícil, né Arnaldo? Mas não perca as esperanças... quem sabe um dia isso aconteça! Hahahaha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Verônica gargalhou, se virou e foi embora triunfante. O Arnaldo suspirou conformado, e perguntou para si mesmo: “mulheres... quem entende?”.&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Ninguém Arnaldo... ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-172718670545173231?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/172718670545173231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/172718670545173231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/07/tagarela.html' title='Tagarela'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RpENwVb05SI/AAAAAAAAAEc/FxXKUh-vYtc/s72-c/bla+bla+bla2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-2738271102476432484</id><published>2007-07-05T23:49:00.000-03:00</published><updated>2007-07-07T13:44:59.903-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Games'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Memória</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2x6Fb05PI/AAAAAAAAAEE/qEBrcAHIefs/s1600-h/flsh+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2x6Fb05PI/AAAAAAAAAEE/qEBrcAHIefs/s320/flsh+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083915165820577010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O cérebro da gente é um bicho esquisito. Quando você pensa que o conhece, ele vai lá e te surpreende. Como assim? Eu explico.&lt;br /&gt;Dia desses uma amiga minha me passou um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml"&gt;link&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; de um joguinho na net chamado&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;a href="http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml"&gt;Flash Pops&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. A proposta é simples: ouvir pequenos trechos de músicas e dizer à trilha sonora de qual filme ela pertence. No total, 64 questões esperando pela resposta certa.&lt;br /&gt;Na hora pensei: “não acerto nem um quinto das questões”. Sempre julguei minha memória como fraca, ainda mais quando o assunto é música. Sou daqueles que não lembra nem do nome da canção favorita. Mas, para minha surpresa, não é que numa primeira passada eu matei 64% das questões? O mais curioso é em certos filmes eu simplesmente acertava o nome mesmo sem saber de mais nenhum detalhe do longa. A pergunta é: como é que eu sabia isso? Nem imagino. O fato é que, motivado, eu parti pros 100%. Com uma ajuda aqui e acolá de alguns amigos, e com a intervenção indispensável do Google, fui matando questão por questão até atingir os 100%. Ganhei o dia, tamanha a felicidade de ter “zerado” o joguinho.&lt;br /&gt;Como eu sei que acertar tudo não é fácil, e que exige uma boa dose de paciência, resolvi facilitar a vida de todo mundo. À seguir, estão distribuídas dicas para ajudar quem quer matar todos os 64 trechos de trilha sonora.&lt;br /&gt;Bom divertimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/flashpops.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; para entrar no jogo (dica: Abra numa nova janela ou aba este blog antes de clicar no link para que possa ler as dicas e jogar ao mesmo tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Clássicão dos anos 80. Fantasmas, Bill Murray e Dan Aykroyd. Moleza!&lt;br /&gt;2- Não precisa ser nenhum agente secreto para descobrir essa. Fácil, muito fácil.&lt;br /&gt;3- Impossível não acertar! Precisa de dica? Tom Cruise atuando e Brian de Palma na direção.&lt;br /&gt;4- Música tema das olimpíadas? Não. Película de 1981, com Ian Holm e Alice Krige.&lt;br /&gt;5- Todo cara que já namorou algum dia já foi obrigado pela namorada a assistir esse filme, o que não é tão ruim se levarmos em conta que Demi Moore está presente. História de amor metafísica. 1990.&lt;br /&gt;6- Tom Hanks ganhou um Oscar por esse longa. O nome é dito durante o trecho da música. Até eu que não entendo bulhufas de inglês acertei sem dificuldades.&lt;br /&gt;7- Um dos ícones de Alfred Hitchcock. A cena clássica é uma em que a mulher está tomando banho e o cara se aproxima com uma faca. Falar mais do que isso é entregar o nome.&lt;br /&gt;8- Filme que revelou Sylvester Stallone ao mundo. Teve cinco seqüências além do original. Leva um soco quem não acertar.&lt;br /&gt;9- Bervely Hills, Eddie Murphy, tiroteios constantes e piadas cretinas pra todo lado. Comédia policial.&lt;br /&gt;10- Filme brasileiro sobre dois cantores sertanejos. Como a variedade de películas assim é infinita, provavelmente vocês terão dificuldade em acertar (P.S.: estou sendo irônico).&lt;br /&gt;11- Criaturas bonitinhas, que após entrarem em contato com água, viram monstros assassinos. Não, não me refiro à sua namorada na TPM. Comédia com traços de terror. Teve uma seqüência. 1984.&lt;br /&gt;12- Um meteoro entra em rota de colisão com a Terra. A solução? Chamar um perfurador de poços de petróleo (?) e manda-lo para o espaço para que possa abrir um rombo no cometa, introduzir ali uma bomba atômica, e salvar o mundo. Será que sou só eu que achei a história forçada? Bruce Willis, Liv Tyler e Ben Affleck.&lt;br /&gt;13- Futuro próximo, Mel Gibson e motoqueiros desordeiros. Pouco? 1979.&lt;br /&gt;14- Primeira pedreira. Sofri horrores pra descobrir esse. 1957, história de guerra. Envolve uma ponte. David Lean na direção. Difícil, né?&lt;br /&gt;15- Clássico. Quem não se lembrar do filme, deve se recordar do desenho animado. 1963, com direito à indicação ao oscar.&lt;br /&gt;16- Chorei assistindo esse quando era muleque. Envolve uma menina, um garoto, uma funerária no porão de casa e uma porção de abelhas. Lembram do Macaulay Culkin? Pois é... ele estava lá!&lt;br /&gt;17- Diz o ditado que clássicos não morrem. Esse é um clássico trash, que fala de um cara imortal. Coincidência? Com Christopher Lambert e Sean Connery.&lt;br /&gt;18- Um arqueólogo, nazistas e relíquias. Aventura do início ao fim. Com Harisson Ford.&lt;br /&gt;19- Tropa de elite da policia (seria isso mesmo ou estou viajando na batatinha?). O longa é recente, de 2003, mas tinha uma série antiga de TV que já abordava as peripécias desses caras. Com Samuel L. Jackson e Colin Farrell.&lt;br /&gt;20- Essa é difícil. Alunos rebeldes numa escola da periferia americana tocam o terror. O que eles não contavam era com a chegada de uma loira nervosa interpretada por Michelle Pfeiffer. Aí o bicho pegou. 1995.&lt;br /&gt;21- Quem nunca assistiu esse filme na Sessão da Tarde, provavelmente tem menos de um ano, ou faleceu antes de 1986. Comédia com Matthew Broderick.&lt;br /&gt;22- 1952, Gene Kelly. Musical indicado a dois Oscars. Você já deve ter ouvido falar.&lt;br /&gt;23- Musical dos anos 80. 1983 pra ser mais exato. Demorei horrores pra acertar essa. Adrian Lyne na direção. Fácil? Nem tanto...&lt;br /&gt;24- Quem não acertar essa, definitivamente não é desse planeta. Umas das obras primas de Spilberg.&lt;br /&gt;25- Gomes, Tropeço, Vandinha, Mortícia e tantos outros personagens bizarros. Adaptação de um desenho animado. Teve uma seqüência. Raul Julia no elenco.&lt;br /&gt;26- Esse sim tem o direito de ser chamado de clássico. Garoto que aprende a lutar karatê com um senhor japonês. Com Pat Morita.&lt;br /&gt;27- Mais um do Spilberg. Um “bichinho aquático” aterroriza uma cidade litorânea do EUA. 1975.&lt;br /&gt;28- O maior filme de ficção cientifica que eu já vi. Ou melhor: o melhor filme de ficção científica que todo mundo já viu. Direção do genial Stanley Kubrick. 1968.&lt;br /&gt;29- Um épico sobre a luta pela liberdade na escócia, protagonizado por um ator australiano. Contraditório?  Não nesse longa de 1995, que inclusive arrebatou o Oscar de melhor filme.&lt;br /&gt;30- Um dos maiores sucessos da história do cinema. Uma história de amor em plena Guerra Civil Americana. Com Clark Gable.&lt;br /&gt;31- George Lucas, efeitos especiais revolucionários, e uma série que já começou na quarta parte. Facílimo.&lt;br /&gt;32- Musical do final da década de 70, retratando adolescentes da década de 50. Sua mãe já deve ter visto. Rock, John Travolta e um bocado de gente dançando.&lt;br /&gt;33- Como é que você vem no meu blog e não mostra respeito, não diz um “olá padrinho” quando entra? Que tipo de visitante é você? Enfim... esse longa é considerado por alguns críticos como o de melhor roteiro da história do cinema. Elenco de peso, encabeçado por nada mais nada menos do que Marlon Brando.&lt;br /&gt;34- Santa falta de memória, leitor! Como é que você não se lembra de que filme pertence essa trilha sonora? Para facilitar: versão do diretor Tim Burton para um dos mais famosos heróis de quadrinhos da história.&lt;br /&gt;35- Comédia romântica protagonizada pela polivalente Julia Roberts há exatos 10 anos atrás. Envolve casamento... e amizade.&lt;br /&gt;36- Um homem de baixo QI que adora contar suas histórias de vida num banco de praça. Minha auto biografia? Não! Oscar de melhor filme, e melhor ator para Tom Hanks.&lt;br /&gt;37- Um dos maiores clássicos-românticos-piégas-brega do início dos anos 90. Kevin Costner e Whitney Houston formaram a dupla de pombinhos.&lt;br /&gt;38- Putz... quem não souber essa merece estar dentro de um navio que bate num iceberg e afunda.&lt;br /&gt;39- Essa é difícil. Nove pessoas, moradoras de uma mesma região, tem seus destinos cruzados. Entre essa turminha estão Tom Cruise, Julianne Moore e Phillip Seymour Hoffman. Ainda não matou a charada? Talvez se você pensar numa chuva de sapos, as coisas fiquem mais fáceis...&lt;br /&gt;40- Mais um do Spilberg. Depois de falar de bichinhos do espaço, e do fundo do mar, é a hora dele investir em “monstrinhos pré-históricos” nesse filme. Um dos maiores sucessos de público dos anos 90.&lt;br /&gt;41- A Jamie Lee Curtis deve ter um arrepio toda vez que ouve essa música. Filme de terror clássico, repleto de seqüências bizarras. Sabe aquele monte de cenas clichês que nem te assustam mais? Pois é... foi aqui que boa parte dessas “fórmulas de susto” surgiram. 1978.&lt;br /&gt;42- O que seria da Sessão da Tarde sem esse filme e suas duas brilhantes seqüências? Michael J. Fox, Christopher Lloyd e um Delorean invocado que marcaram época na história do cinema. Da até vontade de voltar no tempo.&lt;br /&gt;43- O nome desse longa, é sinônimo de “cara galanteador”. Assim como eu (quem vê pensa, né?). Johnny Depp e Marlon Brando. E a mulherada vai ao delírio...&lt;br /&gt;44- Adaptação para o cinema de uma das séries de maior sucesso na história da tv americana. Naves espaciais, aventuras intergalácticas, e um comandante orelhudo. 1979.&lt;br /&gt;45- Musical envolvendo o amor de uma ex-noviça com seu patrão. Julie Andrews, Christopher Plummer e o Oscar de melhor filme. 1965.&lt;br /&gt;46- Quentin Tarantino e sua obra prima. A fórmula do sucesso: misture gângsteres, um boxeador e assassinos profissionais interpretados por um elenco de peso e pronto! Teremos um dos maiores ícones do cinema nos anos 90.&lt;br /&gt;47- Longa com o mais poderoso super-herói já criado. Pelo menos é o que dizem os criadores desse filme. Pode até ser o mais poderoso, mas certamente não é o mais organizado. Afinal de contas, usar cueca por cima da calça não é uma das coisas mais incríveis que um cara pode fazer.&lt;br /&gt;48- Um motorista negro que faz sucesso com sua clientela. Estamos falando do novo fenômeno da Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton? Não, nada disso. Trata-se de um filme de 1989 protagonizado por Morgan Freeman.&lt;br /&gt;49- Outro clássico musical dos anos 80. Um cara da cidade grande sofre preconceitos quando tenta dançar numa cidade de interior. Kevin Bacon é o rapaz em questão.&lt;br /&gt;50- Made In Brazil. Fernanda Montenegro quase levou um Oscar pelo brilhantismo apresentado nesse filme de Walter Salles.&lt;br /&gt;51- Policiais, humor, ação e um elenco quase inalterado durante as 7 sequências que teve. Pronto: eis a mistura que criou um dos ícones da comédia cinematográfica americana dos anos 80. Filme original de 1984. Com Steve Guttenberg.&lt;br /&gt;52- Uma das mais lindas histórias de filmes de animação já feitas. Leões, hienas, tucanos, macacos, insetos e uma dupla composta por um suricate e um javali que roubam a cena. Lembrou? “Os seus problemas, você deve esquecer”.&lt;br /&gt;53- Das antigas. O gerente de um clube noturno reencontra uma antiga paixão que agora namora com seu melhor amigo. Encrenca na certa, né? Um dos filmes mais ousados daqueles tempos, com forte apelo erótico. Ousadia para àquela época, que fique bem claro. 1943, com Rita Hayworthm.&lt;br /&gt;54- A própria música entrega o nome do filme. Se o seu ouvido não é dos mais potentes, fica a dica: dois policiais atrás de um carregamento de heroína. Eles não são bons garotos. Com Will Smith e Martin Lawrence.&lt;br /&gt;55- Toma um “fatality” quem não acertar essa. Adaptação (tosca) de um dos maiores games de luta já criados.1995.&lt;br /&gt;56- Um jovem piloto de aviões e suas aventuras no ar, com um caça, e na terra, com uma loira de parar o trânsito. Tom Cruise, em mais um sucesso dos anos 80.&lt;br /&gt;57- Uma ficção científica metida à comédia com Will Smith e Tommy Lee Jones. Precisa mais? Alienígenas. Mais? 1997. Teve uma seqüência.&lt;br /&gt;58- Os horrores de uma guerra estúpida (se é que existe alguma que não seja), sob os olhos de um jovem recruta americano. Grande filme. Oliver Stone na direção.&lt;br /&gt;59- John Belushi e Dan Aykroyd, interpretam dois irmãos recém saídos da cadeia que precisam arrecadar uma grana para pagar a dívida de um orfanato antes que ele feche. Comédia musical de 1980.&lt;br /&gt;60- Olha o elenco: Xuxa e Sérgio Mallandro. Precisa dizer mais? Romance, “Made In Rainha dos Baixinhos” de 1990.&lt;br /&gt;61- Mais um musical. Uma babá muito especial diverte e ensina seus queridos anjinhos. 1964 com Julie Andrews no elenco.&lt;br /&gt;62- Qualquer um que já se aventurou numa balada “anos 70”, certamente já se deparou com inúmeros elementos desse filme. Um dos (senão o maior) sucesso da carreira de John Travolta. 1977.&lt;br /&gt;63- Denzel Capital dos Estados Unidos Washington, interpreta um boxeador que ficou preso por 20 anos por um crime que não cometeu. O nome completo do longa em português é um clássico da redundância. 1999.&lt;br /&gt;64- Um dos últimos grandes sucessos de público do cinema mundial. A terceira parte do filme estreou a bem pouco tempo nos cinemas brasileiros. Johnny Depp e Orlando Bloom. Mais uma garrafa de rum, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-2738271102476432484?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2738271102476432484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/2738271102476432484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/07/memria.html' title='Memória'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2x6Fb05PI/AAAAAAAAAEE/qEBrcAHIefs/s72-c/flsh+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-5366705805398628525</id><published>2007-07-05T23:30:00.000-03:00</published><updated>2007-07-06T09:10:10.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>Balanço 3</title><content type='html'>Finalmente livre. É assim que me sinto depois de ter enfrentado um dos meses mais estressantes de minha vida. Tudo deu errado, mas no fim das contas, tudo deu certo. Contraditório, né? Acredite: você também estaria assim se tivesse passado pelos mesmos perrengues que passei (ô menino dramático, hein?)&lt;br /&gt;A verdade é que estava contando os dias pra me ver livre das aulas da faculdade. Não que eu não estivesse gostando da experiência. O fato é que estava tendo um trabalho danado para conseguir conciliar as atividades promovidas pelos professores com o resto de minha vida. O resultado dessa situação era um cansaço permanente, e um mau humor persistente. Tudo o que eu precisava era de tempo livre para pôr meu cérebro num balde com gelo.&lt;br /&gt;Não, eu não terminei o curso se é o que querem saber. Apenas tirei férias. Acabei de chegar na metade dos quatro anos previstos de graduação. A partir de agora, só faltam dois.&lt;br /&gt;O fato é que terei um mês inteiro para descansar meus neurônios, e por este blog em dia. Não que ele não esteja. O problema é que duas postagens por mês é um número baixo demais, até para um cara preguiçoso como eu.&lt;br /&gt;De qualquer forma, escrevo para agradecer a todos pelo carinho e a atenção que me dedicaram nesses últimos tempos. Se imaginasse que ter um blog faria com que me aproximasse tanto de velhos amigos e me proporcionasse conhecer tanta gente nova, teria criado um desses há mais tempo.&lt;br /&gt;Minha média de leitores aumentou. Nada que seja digno para uma indicação à Academia Brasileira de Letras, mas já estou bem feliz. Prova de que, por incrível que pareça, tem gente que admira meus devaneios. Isso me deixa feliz, de coração.&lt;br /&gt;Tenho novas idéias para esta espelunca. Tenho pensado em criar “sessões” novas. Sempre quis falar de cinema, por exemplo, mas nunca tive saco (entenda-se por tempo útil) para escrever minhas “críticas”. Verei se nas próximas semanas dou o pontapé inicial nessa nova empreitada. Outro assunto que quero começar a dar mais atenção é referente ao universo dos blogs. Comecei a pesquisar a respeito do assunto, e acho que vale a pena destacar bons representantes da biosfera bloguística periodicamente por aqui. Estou considerando inclusive, a hipótese de trabalhar com esse tema na minha tese de graduação na faculdade (é assim que se fala?). Enfim: devaneios, devaneios...&lt;br /&gt;Outro dos assuntos que merece destaque: fui premiado... duas vezes!! Não, ainda não se trata do Nobel de literatura (veja bem: AINDA não), mas já foram congratulações mais do que bem vindas, que me deixaram extremamente feliz.&lt;br /&gt;O primeiro deles foi oferecido pela minha velha e boa (sem trocadilhos) parceira, a &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.meuveneno.blogspot.com/"&gt;Kaká&lt;/a&gt;. A moçoila em questão me concedeu o prêmio de uma das “7 maravilhas da blogosfera”. O nome do prêmio por si só já indica o tamanho da honraria. Ser considerado um dos sete blogs preferidos de uma das mais bem relacionadas blogueiras que eu conheço, é algo sem dúvidas gratificante.&lt;br /&gt;Já o segundo deles, foi oferecido pelo meu novo parceiro, o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://flainandonaweb.blogspot.com/"&gt;Oscar&lt;/a&gt;. Nós mal nos conhecemos, e ele me entrega o “Thinking Blogger Awards”, prêmio concedido aos blogs que, segundo a teoria, fazem pensar. Mais uma vez, fiquei extremamente feliz. Ser lembrado logo de cara por um novo parceiro, é algo raro, e formidavelmente agradável.&lt;br /&gt;Aos dois, não posso oferecer muito mais do que um clássico porém sincero muito obrigado. Se estivessem por perto, faria questão de pagar uma rodada de tubaína para ambos. Quem sabe um dia isso não seja possível, hein? Agradeço muito a lembrança. Prometo continuar tentando ser digno da companhia e da “audiência” de vocês.&lt;br /&gt;É isso pessoal. Lá se foi a minha criatividade por hoje.&lt;br /&gt;Beijo no cérebro!&lt;br /&gt;Passar bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2sqFb05OI/AAAAAAAAAD8/fLzQrri_LoI/s1600-h/7maravilhas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2sqFb05OI/AAAAAAAAAD8/fLzQrri_LoI/s320/7maravilhas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083909393384531170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2sj1b05NI/AAAAAAAAAD0/bOAvj-Jv8-g/s1600-h/Award_ThinkingBlogger.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2sj1b05NI/AAAAAAAAAD0/bOAvj-Jv8-g/s320/Award_ThinkingBlogger.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083909286010348754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"7 maravilhas da Blogosfera" e "Thinking Blogger Awards": meus dois primeiros prêmios. Nobel de literatura: me agurde!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-5366705805398628525?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5366705805398628525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/5366705805398628525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/07/balano-3.html' title='Balanço 3'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Ro2sqFb05OI/AAAAAAAAAD8/fLzQrri_LoI/s72-c/7maravilhas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7755770307420052661</id><published>2007-06-13T23:10:00.001-03:00</published><updated>2008-01-26T10:41:15.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Comparações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RnCnkozUKTI/AAAAAAAAADc/6kxW-pUlpls/s1600-h/jolie+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RnCnkozUKTI/AAAAAAAAADc/6kxW-pUlpls/s320/jolie+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075741027916327218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O casal de namorados estava trocando carinhos no sofá enquanto assistia a um Filme na TV. A conversa tinha chegado naquela fase clássica das comparações exageradas. O Pedro tinha dito que a Sonia era a mulher mais bonita do mundo. Ela, fazendo charme, fez pose de descrente. Pedro confirmou o que tinha dito, disposto a levar o joguinho até as últimas consequências. Foi aí que tudo aconteceu.  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sou a mais bonita, então?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Para mim não existe mulher mais linda!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Duvido...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode acreditar no que eu disse. Jamais mentiria para você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sou mais bonita que a Vera Fischer?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quem? Aquela velha? Não tem nem comparação...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E com a Jéssica Alba? Eu sou comparável a ela?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-De jeito nenhum... ela é só uma garota! Você é uma mulher completa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hummm... sei! E da Sandra Bullock? Você sempre gostou dela que eu sei!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gostava dela até conhecer você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hunf... vou fingir que acredito!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode acreditar, meu bem! Não existe mulher nesse mundo melhor do que você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Posso fazer uma lista então?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Manda ver...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;- Lindsay Lohan?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Feia!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Jessica Biel?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Magrela!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eva Mendes?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mó baranga!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Scarlett Johansson?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Comparada a você não dá nem pro gasto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Angelina Jolie?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silêncio. Pedro parece ter ficado impotente diante da comparação. Aquílo era golpe baixo. A Sonia era linda, para ele não havia melhor mulher no mundo, mas comparar com a Jolie não dava. Era outro nível. Estava preparado para tudo, menos para a Jolie.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E então Pedro? Ficou mudo porque?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não dá amor... com ela não dá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A Jolie... ela é melhor que você!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O clima ficou meio chato, mas Sonia superou o momento. Não sem antes proibir qualquer tipo de menção às obras cinematográficas ou citação à simples figura da atriz &lt;st1:personname productid="em questão. Brad Pitt" st="on"&gt;em questão. Brad Pitt&lt;/st1:personname&gt; também não entrava naquela casa, para evitar uma possível associação de idéias indevida. Pedro ficou feliz que tudo tenha acabado bem, e jurou para si mesmo que nunca mais ia se meter naquele tipo de comparação. Com a Jolie, definitivamente, não se brinca.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7755770307420052661?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7755770307420052661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7755770307420052661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/06/comparaes.html' title='Comparações'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RnCnkozUKTI/AAAAAAAAADc/6kxW-pUlpls/s72-c/jolie+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4045841164319199007</id><published>2007-06-13T21:49:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T13:13:05.574-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Musicalmente falando</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RnCXgozUKSI/AAAAAAAAADU/a91NoT_jGGc/s1600-h/strok+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RnCXgozUKSI/AAAAAAAAADU/a91NoT_jGGc/s320/strok+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075723367010806050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu tinha avisado que iria demorar a dar as caras. Mesmo assim, uma porção de gente perguntou se eu tinha colocado a mão na consciência e percebido que essa minha vida de escritor frustrado não me levaria a lugar nenhum. A resposta é não. Ainda não desisti de maltratar o bom senso e o bom gosto literário. De qualquer forma, agradeço as manifestações de apoio, e a todos os que gentilmente perguntaram quando esse que vos fala voltaria a postar nesta espelunca.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho dúzias de idéias para colocar aqui. Mas, para manter um determinado “equilíbrio” na biosfera bloguística deste espaço, resolvi falar um pouquinho de música. Não que eu entenda do assunto. Manjo bulhufas de harmonia, ritmo e outras coisas do gênero. Sou daqueles que admira o que faz bem aos ouvidos (no caso, os meus), seja isso bom ou ruim do ponto de vista técnico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Levando tal fator em consideração, fiz minhas escolhas musicais, e uma delas se chama Strokes. E, até onde eu sei, não podia ter feito melhor escolha.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A banda surgiu em meados de 1999 &lt;st1:personname productid="em Nova York" st="on"&gt;em  Nova York&lt;/st1:personname&gt;, nos Estados Unidos. Na época, a imprensa musical local, que quase não gosta de um exagero, afirmou que os caras eram “a salvação do rock”. Uma pressão e tanto para um bando de garotos que tinha acabado de surgir no mundo da música.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Quem apostou que tudo não passava de um sucesso momentâneo, e que logo eles voltariam ao limbo em que muitas bandas se transportam logo após terem atingido algum espaço na mídia, se deu mal. Os caras mostraram que tinham muito mais do que um bom single na manga: tinham talento, muito talento. Em pouquíssimo tempo, os Strokes passaram de promessa a uma das maiores bandas de rock do mundo na atualidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O grupo está atualmente no seu 3° álbum. O primeiro, lançado em 2001, berço do sucesso do grupo, se chamava “Is This It”. Em 2003 foi a vez de “Room on Fire” estourar nas rádios, confirmando a suspeita de que os Strokes não eram um fenômeno passageiro. E finalmente, no ano passado, foi lançado “First Impressions of Earth”, último CD da banda, que a exemplo dos dois primeiros, vem sendo muito elogiado pelos entendidos no assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Mas resumindo: todo esse meu papo foi só para dar sustentação a um fato que me chamou muito a atenção nos últimos dias. Estou falando do lançamento de uma versão alternativa do último clipe da banda para a música “You Only Live Once”. O detalhe, é que o responsável pelos efeitos visuais do vídeo, já trabalhou em filmes como “Star Wars” e “O Senhor dos Anéis”. O que vemos é um show de imagens, em um enredo que simula um possível extermínio da raça humana diante de uma guerra nuclear. Nada mais atual do que isso em tempos onde, graças aos desentendimentos entre Bush e Putin, uma “Neo-Guerra-Fria” parece tomar forma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Enfim: assistam o vídeo e tentem não se impressionar positivamente com o clipe, e principalmente com o talento dessa banda nova-iorquina!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O desfio está lançado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até qualquer dia desses! Eu volto, prometo!&lt;/p&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EAw6rlMuK_Q"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EAw6rlMuK_Q" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1sVJIqYj8lM"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4045841164319199007?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4045841164319199007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4045841164319199007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/06/musicalmente-falando.html' title='Musicalmente falando'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RnCXgozUKSI/AAAAAAAAADU/a91NoT_jGGc/s72-c/strok+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4605217845120304734</id><published>2007-05-20T22:16:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:34:27.210-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zéluizíces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O blog ainda pulsa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RlD_V3itAxI/AAAAAAAAADM/J5HlnY1fYlk/s1600-h/relblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RlD_V3itAxI/AAAAAAAAADM/J5HlnY1fYlk/s320/relblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066830331943650066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aviso aos navegantes: sim, eu estou vivo. Digo isso pois foram inúmeras as reclamações acaloradas que surgiram nas últimas semanas a respeito da falta de atualização dessa espelunca que eu chamo de blog. Fiquei surpreso. Só faltaram ligar aqui em casa dando as condolências para minha família. Bastou eu ficar algumas semanas sem escrever aqui, para que uma porção de gente achasse que tivesse acontecido algo de errado comigo. Algo como um acidente, um seqüestro ou uma abdução. É nessas horas que a gente percebe a quantidade de leitores que tem. E admito, num misto de orgulho e surpresa: não são poucos.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque não atualizei? Pelo tempo, ou melhor: pela falta dele. Acreditem: minhas últimas semanas foram frenéticas, estressantes. Trabalho, estudo e vida pessoal se misturaram, e foi difícil arranjar horas vagas para o exercício dos meus devaneios literários frustrados. Aliás, a última coisa que eu pretendia ver nas minhas horas em casa era um computador. Entrava no meu quarto cabreiro, virando a cara para não ter que olhar para aquela maldita CPU.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As idéias surgiram como sempre. Algumas, infelizmente, não agüentaram a espera e foram embora antes que eu pudesse eterniza-las no blog. Com sorte, talvez elas voltem um dia. Outras ainda continuam guardadas, e estão na fila para serem produzidas por essa minha imaginação doentia. Só me faltam agora, horas livres e ânimo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei se vocês já pensaram nisso, mas bem que poderia existir uma loja que vendesse tempo. Segundos, minutos e horas embaladas em pacotinhos, prontos para serem levados para casa por todas aquelas pessoas que não dão conta de fazer tudo o que precisam só com as 24 horas diárias que tem a sua disposição. Aí sim seria justo: juro que torraria meu salário na aquisição de dias livres para pôr todos os meus planos em prática.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sei que não existe. Mas não custa nada sonhar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olá...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que o senhor deseja?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Preciso de tempo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-De quanto precisa?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É pra terminar um trabalho... acho que umas duas horas bastam!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não quer levar mais alguns minutos pra garantir?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sabe que eu acho uma boa idéia? Quero mais uns 30 minutos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Boa escolha! Mais alguma coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não... só isso mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Embalo para presente?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não! É pra uso próprio!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok... o senhor já tem o nosso cartão?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Gostaria de fazer um? Com ele o senhor acumula segundos que podem ser trocados por minutos conforme for lhe usando! Quanto mais você compra, mais minutos ganha!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não gosto muito de cartões!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas não é só isso! O senhor ainda concorre a uma bolada de um ano livre todo mês!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, obrigado! Fica pra próxima...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok... Aqui estão suas horas!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ótimo... quanto lhe devo?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tá caro hein?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Está sim! Essa queda do dólar está elevando muito os preços!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é, estou vendo! Isso daqui está pela hora da morte!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tempo é dinheiro! Mas o produto é de qualidade!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tomara que sim! Por esse preço tem que ser mesmo! Aqui está o pagamento... obrigado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Disponha! Tenha um bom dia!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei, moço!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Essa hora aqui só tem 53 minutos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Deixe-me verificar, com licença!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pode ver!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Realmente essa hora está mais curta do que deveria ser! Perdão! Deixe-me trocar ela pro senhor!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aqui está, desculpe o transtorno!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Imagina... acontece! Tenha um bom dia!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Um bom dia para o senhor também!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto esse dia não chega, aproveito minhas horas da melhor forma possível. É bem verdade que tenho me dado ao luxo de abrir mão de cumprir algumas tarefas ultimamente só para poder colocar meu cérebro num balde com gelo e relaxar. Se não fizer isso eu entro em pane.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo assim, agradeço a todos os amigos e amigas que me visitam e me incentivam a seguir em frente com esse blog. Me desculpo também, com todos os meus blogueiros parceiros. Quase não tenho feito visitas, nem deixado comentários. Peço que tenham paciência. Logo voltarei a dar a atenção merecida a todos os que gostam de dar uma passadinha por este espaço. É questão de honra!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para ilustrar minha atual condição de desespero temporal, me despeço com um velho sucesso dos mineiros do Pato Fu. A Música “Sobre o Tempo”, ao vivo, tocada em dueto com a banda “Trash Pour &lt;st1:metricconverter productid="4”" st="on"&gt;4”&lt;/st1:metricconverter&gt; no fim do ano passado &lt;st1:personname productid="em São Paulo." st="on"&gt;em São Paulo.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se demorar a voltar, não se preocupem. Provavelmente estarei soterrado por aí em meio a tarefas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso me lembra aquela velha marchinha de carnaval....&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;“Ei! Você aí! Me dá uma horinha aí, me dá uma horinha aí!”&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hDYMFNQPOXs"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hDYMFNQPOXs" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4605217845120304734?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4605217845120304734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4605217845120304734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/05/o-blog-ainda-pulsa.html' title='O blog ainda pulsa'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RlD_V3itAxI/AAAAAAAAADM/J5HlnY1fYlk/s72-c/relblog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4197334918998367660</id><published>2007-04-30T00:36:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:37:15.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>O último dia</title><content type='html'>Estava tarde, passava das duas da manhã. Carlos, com sempre fazia, rumava para a cama depois de mais um longo dia de trabalho. O humor, como sempre, não era dos melhores. Se sentia explorado, e estava cansado disso. No escritório era quem mais trabalhava, e quem menos era reconhecido pelo seu esforço. Sempre tinha sido assim. Já tinha perdido a conta das vezes em que toda a sua dedicação tinha sido posta em segundo plano para valorizar as virtudes de outras pessoas, que a seu ver, nunca tinham chegado sequer aos seus pés. Seus pais sempre tinham dado mais atenção ao seu irmão mais velho do que a ele. Seus professores nunca lhe davam ouvidos. Seus colegas fizeram dele uma espécie de fardo, que carregavam para todo lado mesmo sem dar muita bola. A vida tinha sido cruel com Carlos. Vivia solitário, numa casinha pequena que tinha alugado, sem muitas perspectivas de um futuro animador, nem amigos. &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tinha feito hora extra. Estava cansado. Certamente não receberia nem um tostão a mais pelo esforço e muito menos o reconhecimento de seu chefe tirano. A frustração escorria pelos seus poros, podia sentir. O melhor que tinha a fazer era dormir, para ver se o seu sono seria capaz de apagar de vez aquele sentimento de derrota. Amanhã, tudo seria diferente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mantinha os olhos fechados. Se esforçava para esvair de sua mente os pensamentos ruins que lhe atormentavam por todos os lados. Só assim conseguiria repousar. O sono estava quase lhe batendo à porta quando um calafrio repentino percorreu toda a extensão de sua espinha. Abriu os olhos repentinamente, assustado. E eis que para seu espanto ainda maior se deparou com uma figura que lhe deixou em pânico: uma moça jovem, bonita, vestida com um grande sobretudo preto entreaberto, de onde se podia enxergar, mesmo que casualmente, sua silhueta bem definida. Seria uma visão das mais lindas em outras circunstâncias, mas naquele caso, Carlos se assustou. Como tinha entrado, o que fazia ali? Perguntas diversas pipocavam na cabeça do rapaz, que sem ação, apenas levantou as cobertas como se tal recurso lhe servisse de escudo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A moça continuava ali, estática, observando a cena. Um sorriso daqueles de canto de boca sobressaía-se em sua expressão. Os dois grandes olhos negros que contrastavam com o resto de seu rosto claro, quase pálido, fitavam cuidadosamente a ação de Carlos. Este por sua vez continuava perdido, sem saber ao certo qual atitude tomar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não se assuste!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A voz da garota ecoou pelo quarto. O timbre era grave, seguro, e passou confiança ao homem que tentava se esconder por debaixo das cobertas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Que... quem é você?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Uma amiga!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu não tenho amigos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ok...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-O que quer de mim? O que está fazendo no meu quarto?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Calma... uma pergunta de cada vez! Bem... essa parte de explicar é sempre a mais chata! Em síntese, posso dizer que vim levar você!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Levar? Levar pra onde?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ah... você sabe! Levar... entende? Levar pro “outro mundo”!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Carlos entrou em pânico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você vai me matar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É... tecnicamente sim! Na verdade não é bem isso, mas à grosso modo, posso dizer que eu vou te matar sim! Tomara que os seus advogados não me ouçam! Hahahahaha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A moça gargalhou sozinha, achando graça da própria piada, enquanto o rapaz lhe observava atônito, num misto de pavor e impotência. A casa treme inteira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Olha... pode levar tudo, ouviu? Minha TV, meu computador, meu salário que está na gaveta de estante... só que, por favor, não me mate!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Qualé cara? Não me subestime! Seus pertences não me interessam!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Então o que você quer aqui afinal de contas?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Já disse! Vim pra te levar comigo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você é uma serial killer né?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Larga mão de ser burro! Se eu fosse uma serial killer sua cabeça já estava longe do seu pescoço no instante em que você me viu!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Então porque que é que você quer me matar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Querer eu não quero. É o meu emprego. Eu apenas cumpro ordens!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ordens? De quem? Olha... seja lá quem for que eu irritei, e que quer me matar, diga que eu me arrependo e que se eu vou ficar de bico calado!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Já te disse que essa não é a questão. Você tem que morrer e pronto! Não existe solução... sua hora chegou!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ta! Peraí: quem é você afinal de contas?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você que saber que sou eu? Hehehehe... essa é sempre a melhor parte!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A moça, visivelmente empolgada, dá dois passos para trás, muda as feições até então simpáticas para um ar mais sombrio, da uma pigarreada para calibrar o tom de voz ideal e exclama sombria:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu sou a Morte!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;Carlos não se surpreende. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Morte? Conta outra!&lt;/span&gt;--Retruca Carlos, incrédulo. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Porra! Eu me produzi inteirinha, ensaiei por milhares de anos consecutivos, pra um cara como você desdenhar da minha cara? Isso é frustrante!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pare com esse papo e me diga quem é você, antes que eu me irrite e acabe te machucando!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Hahahaha... você? Me machucar? Essa foi a melhor piada da noite! Hahahaha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pare com isso! Eu to avisando!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Escuta aqui: eu sou a Morte sim, ta sabendo? Ta surpreso com o que? Como achou que eu era? Parecida com a Carmem Miranda?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Isso é lenda!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lenda o cacete! Porra... a gente trabalha desde o princípio da humanidade e nem assim é reconhecido! Devia ter ficado no serviço burocrático!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sai daqui! Me deixe em paz!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não adianta ficar de birra. Sua hora chegou! Resistir é inútil!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você quer mesmo que eu acredite que você é a Morte?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não precisa acreditar... só colabore comigo! Daqui a meia hora vai ter um acidente de carro do outro lado da cidade e eu preciso estar lá!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Isso é loucura!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não Carlos! Não é loucura!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você sabe o meu nome!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É claro que eu sei! Como é que você acha que eu descubro quem devo matar? Pelo cheiro?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu estou ficando assustado!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não se assuste! Vai ser até bom sabia? As coisas lá no paraíso serão bem mais divertidas do que são aqui! Esse mundo está perdido sabia? Nunca trabalhei tanto... e dizem que o chefe já falou que do jeito que as coisas andam, isso daqui não vai durar muito não!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É? Bem... eu estou surpreso! Sempre imaginei que você, a Morte, seria diferente! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu era... usava um vestidão preto com um capuz grandão. Era o uniforme. Nem dava pra enxergar a minha cara! Usava uma foice também... mas isso foram em outros tempos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E porque mudou?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Tudo evolui né? Sei lá... aquílo estava meio primitivo demais! Quem é que usa foice hoje em dia? Ninguém! Foi por isso que eu aderi a injeção letal! Fácil, rápido e limpo! É mais contemporâneo, sacou? Além disso eu evito a gritaria do pessoal. Aquela foice assustava muito!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Injeção letal?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Só simbolismo! O regulamento exige que eu use algum tipo de “instrumento letal”. Não sou eu quem faço as regras... se eu quiser é só eu dizer “morra”, que a pessoa desencarna imediatamente!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E porque você não faz isso direto, ao invés de usar a injeção? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E onde está a poesia nisso? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Em nenhum lugar, eu acho!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pois é... tenho uma reputação a zelar!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas eu sou jovem demais! Mal cheguei nos meus tempos áureos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Seus tempos áureos já se foram. Faz tempo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Poxa... não é justo! Eu sempre tentei ser um cara legal! Porque é que você não vai atrás do Bush? Ele sim devia morrer!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-A hora dele ainda não chegou. Infelizmente! Quando ele morrer vou tirar férias! Ficarei um bom tempo sem ter trabalho depois que ele se for desse mundo! Mal vejo a hora que isso aconteça...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E eu tenho como recorrer a isso? Tenho uma segunda chance? Sei lá... deve ter algum tipo de recurso!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Iiii... sai dessa! Essa história de segunda chance é baboseira!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas eu li que...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E você acredita nisso? São os escritores que ficam inventando essas mentiras! Odeio esses caras... quem lê esses trecos acha que eu sou lesada! Ninguém valoriza o meu trabalho!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E quer saber o que é o pior? Os caras que fazem filmes! Tem um tal de “Premonição” que diz que eu deixei escapar uma porção de gente que tinha que morrer numa explosão de um avião! Onde já se viu? Isso é uma piada! Ninguém foge de mim, ouviu bem? Ninguém!!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;A casa de Carlos treme completamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Calma... não precisa gritar!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Desculpe! Mas é que essas situações me deixam puta da cara, entende?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Acho que sim... é mais ou menos como eu me sinto!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ah é?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É sim! Nunca ninguém me dá valor! Meu chefe por exemplo: vive pisando em mim... trabalho feito um louco, estudei feito um condenado, e ele prefere promover um mauricinho idiota que é puxa saco dele!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sério? Que pilantra!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pior que é sério! E não é de agora não: meus pais também sempre me subestimaram... acho que eles acharam que eu nunca conseguiria ser ninguém na vida! O pior é admitir que, no fundo, eles estavam certos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não diga isso não! Você é um bom rapaz!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não sou não! Nunca tive amigos... amigos de verdade sabe? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Caramba!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Também nunca tive namorada! O mais perto que eu já cheguei de uma mulher bonita foi de você!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Xiiii! Só lamento! Nem mulher eu sou!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas você é igualzinha a uma... e das boas!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pois é... mas isso é tudo maquiagem! O pessoal achou por bem colocar uma cara mais simpática em mim, entende? Até a Morte tem que ser pop. A concorrência é desleal hoje em dia! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sei!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Poxa cara... que triste sua história!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Realmente é triste! Nunca fui valorizado! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Quer saber o que você devia fazer? Sair dessa neura! Tem que deixar essa vida miserável de lado e ir à luta, entende? O mundo está cheio de boas oportunidades por aí esperando por pessoas esforçadas!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É sim! Eu ando muito por aí, como você deve imaginar, e sei do que estou falando! Para começar, você devia dar uma repaginada no visual, sabe? Saia por aí, paquere umas gatinhas! Ser autoconfiante faz bem! Deveria ter mudado de emprego, ido atrás de novos horizontes! Camarão que dorme a onda leva!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É verdade... pensando bem, acho que eu devia ter sido mais ousado!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Pois é! Mas nem sei porque é que estou te aconselhando! Afinal de contas, você vai morrer daqui a pouquinho! Hahahaha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Então quer dizer que esse foi o meu último dia?! Os últimos momentos da minha vida foram fazendo hora extra no trabalho! Quer saber? Na verdade você está me fazendo um favor! Ainda bem que apareceu!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Gostei de ver! Tem que ver isso com otimismo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Lá no céu finalmente serei valorizado! Depois de todos esses anos, terei meu valor reconhecido!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro que sim!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mal vejo a hora! Vamos dona Morte! Estou pronto! Pode me levar!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ok... Lá vou eu!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A Morte tira de dentro de seu sobretudo um tubo transparente com uma longa agulha. Era a injeção letal, o novo recurso  que veio para substituir a já ultrapassada foice. A hora de Carlos, o jovem Carlos, finalmente tinha chegado. As feições da carrasca tinham mudado novamente. O aspecto sombrio de sua face tinha voltado, e com uma voz cavernosa, ela proclama o derradeiro veredicto, sob o olhar atento e ansioso do réu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;-Eu, a Morte, declaro que é chegada a hora de você, a quem os demais humanos chamam de Carlos Euclídes Timério, partir desse mundo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Tibério!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Como?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Meu nome é Carlos Euclides Tibério, não Timério!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É sim... mas não tem problema, todo mundo erra! Pode continuar!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Peraí!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;De dentro de seu sobretudo, a Morte retira um "Palmtop". Outra evolução tecnológica implementada em sua profissão. Concentrada, mexe no aparelho durante alguns instantes, sob o olhar impaciente de Carlos que não entende a situação. O inconformismo da carrasca era visível.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Droga! Odeio quando isso acontece!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Eu errei!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Errou?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Sim... o Carlos que eu tenho que levar mora do outro lado do país! Aquele já passou dos 80 anos. Eu ainda não me acostumei com esse sistema. Nos tempos do pergaminho eu não errava uma sequer. Droga! Essa porcaria de tecnologia está acabando com a minha reputação!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Então quer dizer que...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Você está livre! Sua vida ainda vai durar bastante!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Não tem "mas" cara! Não é você e pronto!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Tem certeza que não tem como você me levar junto?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Se liga! Você tem uma vida inteira pela frente!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Mas eu sou tão infeliz!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Aí já não é o meu departamento!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Me leva, vai? Se quiser eu me mato!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ta maluco? Eu já trabalho feito uma louca e você ainda quer me dar mais tarefas? Já não agüento mais fazer hora extra! Eu to te avisando! Se você se matar eu te mato, seu pilantra!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-O que eu posso fazer? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Viva, cara! Não tem outra alternativa. Lembra dos meus conselhos?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É... acho que sim!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Vá à luta! Tem muita coisa pra acontecer na sua vida... e coisas boas! Procure as pessoas que te valorizam, e seja feliz!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Esse papinho é meio clichê né?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-E quem falou que a Morte é original? Minha função é levar as pessoas, não dar conselhos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É... acho que você está certa!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-É claro que estou! A Morte não erra. Quer dizer... eu errei hoje, mas não fui por culpa minha, você viu, né? Foi o Palmtop! Foi o maldito do Palmtop!!!!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ok, ok! Não precisa gritar, por favor... a casa está tremendo inteira!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Desculpe! Eu tenho que ir viu? Tenho muito trabalho a fazer ainda!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ok! Foi um prazer te conhecer viu?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Imagina... o prazer foi meu!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-A gente se vê por aí?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Com certeza! Afinal de contas sua hora vai chegar um dia! Hahahahahahahahaha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;A gargalhada sinistra faz com tudo trema, como em um terremoto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;-Podia rir mais baixo? A casa ainda está tremendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe!&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Ei, antes de ir... posso te fazer uma pergunta?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Claro!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-O Elvis morreu?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;-Hehehe... a morte jamais revela seus segredos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E eis que a moça desaparece diante dos olhos de Carlos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Moral da história: tome cuidado ao ler os nomes completos das pessoas. Você pode matar a pessoa errada.&lt;/p&gt; &lt;!-- cod_autoridade_blogosfera="39bd725ad0afb3ae6e6a19c54e8ecdad" --&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4197334918998367660?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4197334918998367660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4197334918998367660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/o-ltimo-dia.html' title='O último dia'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4160726810974696924</id><published>2007-04-28T15:00:00.000-03:00</published><updated>2007-04-30T00:35:47.722-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geral'/><title type='text'>Uma senhora blogueira</title><content type='html'>As pessoas em geral tem uma mania chata de tentar colocar tudo dentro de rótulos pré definidos. Isso me irrita. Todos tem que seguir lógicas e regras intrínsecas, que não são lei, mas valem tanto quanto uma delas. Confuso? Pois bem, explico melhor: quantas vezes você já ouviu a ladainha de que “fulana é nova demais pra namorar ciclano”. Essa é clássica. Não existe lei nenhuma que proíba uma mulher mais jovem de namorar um homem vários anos mais velho e vice-versa, mas mesmo assim, tal prática é vista com um certo preconceito por todos. Esses consensos, que se espalham por entre as entranhas da sociedade, estão de tal forma alojados dentro de nós, que as vezes nos vemos escandalizados com atos alheios que nem ao menos devíamos questionar.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou um daqueles caras à favor do livre arbítrio. Cada um faz o que bem entender, desde que não viole as regras fundamentais que norteiam nossa sociedade. Não sou um anarquista, apenas gosto de seguir a filosofia do “cada um com seus problemas”. Se sua atitude lhe faz se sentir bem, e não influencia negativamente o bem estar alheio, então porque não fazer? Os preconceitos que se danem. O importante é ser feliz sem ligar para o que os outros pensam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois bem: toda essa minha filosofia barata de botequim (e olha que eu nem bêbado estou), foi só para dar suporte à descoberta de uma informação que me deixou extremamente satisfeito. Se estiver certo, você também vai se surpreender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olive Riley é uma australiana que vive em um asilo de sua terra natal. Até aí tudo bem. O interessante na história, é que essa “moça” tem 107 anos de idade e, pasmem, um blog que atualiza constantemente. Chocante não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A pergunta (que certamente você deve ter feito) é a seguinte: ela não está velha demais para ter um blog? Pelo visto não. Com a ajuda de um dos funcionários da casa de repouso onde vive, Olive mantém o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.allaboutolive.com.au/"&gt;www.allaboutolive.com.au&lt;/a&gt; ativo, à espera da curiosidade de internautas do mundo inteiro. A iniciativa foi um sucesso. Depois que a existência de seu site foi divulgada pela imprensa, o número de visitantes chegou à proporções capazes de fazer o mais popular dos blogueiros ficar com inveja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acessei o espaço na semana passada para conhecer melhor o “cantinho” que Olive mantém na rede. Experiência gostosa. Não existe nada de muito empolgante no blog, porém tudo é muito simpático e bem organizado. Comparando à grosso modo, é quase como uma “casa da vovó” virtual. As postagens são curtas, e existem fotos antigas por todo lado. Como o meu inglês não é lá essas coisas, não posso fazer uma análise das mais eficazes em relação aos textos da moça. Mesmo assim, a visita valeu a pena. O simples fato de conhecer alguém que não liga para a afirmação de que “fulana é velha demais para fazer tal coisa”, é algo raro, e digno de destaque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A parte chata da história é que tentei visitar o blog hoje e não tive sucesso. Pode ser que tudo não passe de um problema técnico, e que depois de algum tempo ele volte à funcionar normalmente. Pelo sim ou pelo não, deixo o link &lt;a href="http://www.allaboutolive.com.au/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Vale a pena conferir a disposição dessa blogueira, que não está nem aí para o que os outros pensam.&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;E você? Está se ac&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;hando velho demais para fazer certas coisas? Melhor rever seu conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.allaboutolive.com.au/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RjVhW0awXnI/AAAAAAAAADE/0J6f60iF3Nk/s320/olive+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059056801076502130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Olive Riley e seu blog: confissões de uma jovem senhora de 107 anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4160726810974696924?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4160726810974696924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4160726810974696924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/uma-senhora-blogueira.html' title='Uma senhora blogueira'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RjVhW0awXnI/AAAAAAAAADE/0J6f60iF3Nk/s72-c/olive+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3502392419385311459</id><published>2007-04-22T20:37:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:43:05.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O sexo do brasileiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Riv3oMaWSWI/AAAAAAAAAC0/rnQVkmF1g9U/s1600-h/pimenatas+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Riv3oMaWSWI/AAAAAAAAAC0/rnQVkmF1g9U/s320/pimenatas+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056407276552079714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Saiu essa semana no jornal. Ou melhor: no jornal, na TV, na internet e no rádio. O brasileiro é o segundo colocado no ranking mundial dos povos que mais praticam sexo no mundo. Só perdemos, quem diria, para os gregos (ler matéria no site &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL23106-5598,00.html"&gt;G1&lt;/a&gt; clicando &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL23106-5598,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Segundo a pesquisa, os brasileiros praticam “as vias de fato” duas ou três vezes por semana, 154 vezes por ano, com uma média de 21 minutos por relação. É sexo para estrangeiro nenhum botar defeito.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entretanto, essa mesma pesquisa apresentou um dado interessante. Se somos o segundo do ranking no quesito quantidade, no ponto de vista da qualidade somos considerados “medíocres” (matéria completa pode ser lida clicando &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL23100-5603,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Apenas 42% dos participantes da tal pesquisa afirmaram estar satisfeitos com sua vida sexual. Ou seja: menos da metade dos entrevistados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A imprensa bem humorada fez a festa com os dados. Piadinhas e tiradinhas sarcásticas não faltaram na mídia do país inteiro. Cheguei a ver uma enquete num site perguntando quem mentia mais: o brasileiro, ou o grego. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dá pra imaginar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ué... já acabou?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Já sim! 23 minutos contadinhos... até passei do ponto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas estava só começando a ficar gostoso!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sei... mas tenho que manter a média nacional!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E custa tentar superar a marca?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Custar não custa, mas o jogo já esta começando e você não vai querer que eu perca meu futebolzinho, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu to carente amor...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu já fiz a minha parte!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu não me satisfiz!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nem eu... aliás desde que nos casamos, satisfação é algo raro nas nossas relações!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ô meu bem... vamos apimentar nosso amor, vamos?! Eu sei que aí dentro desse seu pijama ainda se esconde o mesmo fogo do tempo em que nos casamos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você viu onde está o meu chinelo?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei... lembra do que me falou no dia em que a gente se casou, antes da nossa primeira noite de amor?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim primeira? Nossa primeira vez foi no banco de trás daquele Chevete no aniversário do seu vô e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu falei da primeira vez depois de casados!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah ta...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;- E então, lembra do que me disse?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Lembro...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Disse que ia transar contigo até não sobrar mais nada! Que íamos fazer amor até eu te deixar só no bagaço!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É... isso mesmo! Que memória boa...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E agora? Me olhando aqui, 26 anos depois, completamente nua, deitada na sua cama olhando pra você... o que tem a me dizer?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Missão cumprida! Eu realmente acabei com você!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aiiiiiiiii!!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vou fazer o que Matilde? O tempo passou!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas bem que você podia ser mais esforçado, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Só Deus sabe o esforço que eu faço essas três vezes por semana! Minha coluna já foi pro pau faz tempo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E a culpa é minha agora?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não... imagina! A culpa é do seu sedentarismo! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aiiiiiiii!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cadê o meu chinelo Matilde?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha... se é tão ruim assim, se eu sou tão ruim de se aturar, porque é que você ainda faz questão dessas transas três vezes por semana?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porra Matilde! O brasileiro tem uma reputação a zelar! Somos vice-campões mundiais na quantidade de sexo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer saber? Chega! Você é um insensível! Teremos greve de sexo a partir de agora!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você não resiste Matilde, eu te conheço... onde é que está o meu chinelo, hein? Que droga!! O jogo já está começando!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Resisto sim... aliás eu já não me satisfaço com você faz tempo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Conta outra Matilde... se fosse tão ruim você não estava aí choramingando, pedindo mais!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É ruim sim... bem ruim! Aliás você já não está lá essas coisas faz tempo, viu?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Peraí, peraí, peraí! Não venha com baixaria agora! Acha que eu não escuto os seus gritinhos enquanto eu estou...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tudo fingimento!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Poxa Matilde! Não vem com essa história agora! Eu sei que você gosta!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você viu o meu roupão por aí?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não muda de assunto... vem cá, me explica esse papo de fingimento!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Outra hora Agenor... minha novela já vai começar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Larga mão Matilde! Fiquei curioso agora... me explica direito essa história!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei! Você sabe onde é que esta o telefone do Nikos?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nikos? Aquele meu amigo grego que vinha nos visitar de vez em quando?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim... &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porque é que você quer o telefone dele?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Por nada... deu saudade! Acho que vou convidar ele pra vir jantar aqui em casa qualquer dia desses!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pra que?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sei lá... quero conhecer de perto um campeão mundial!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Matilde... escuta aqui Matilde! você está me sacaneando! Isso não se faz Matilde!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Calma benzinho... o seu jogo já não começou não?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Deixa pra lá... é só a primeira partida da final, nem é tão importante!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então ta!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amoooorrr...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Anh?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vamos voltar pra cama terminar aquílo que tínhamos começado?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ué? Pra quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... me deu vontade!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Acho que não!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhh Matilde! Eu to afim...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sabe o que é Agenor? De repente me deu uma dooooorrr de cabeça...&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eis tudo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3502392419385311459?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3502392419385311459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3502392419385311459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/o-sexo-do-brasileiro.html' title='O sexo do brasileiro'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Riv3oMaWSWI/AAAAAAAAAC0/rnQVkmF1g9U/s72-c/pimenatas+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-4270730891168370364</id><published>2007-04-21T22:05:00.000-03:00</published><updated>2007-04-22T22:35:30.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Games'/><title type='text'>8 Bits, o retorno</title><content type='html'>Ganhei meu primeiro vídeogame quando tinha uns 7 anos. Lembro da cena direitinho. Meu pai, dentro do mercado, olhando pra minha cara de cachorro sem dono enquanto eu babava em frente a um Nintendo de 8 bits, que segundo a vendedora, era o supra-sumo do entretenimento virtual. Deve ter sido por pena, mas ele resolveu me fazer um agrado. Desembolsou R$130,00 (nos tempos em que o Real ainda mantinha uma certa paridade com o Dólar), e levou aquele pequeno pedaço de sonho pra casa.    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foram bons tempos. Tinha apenas duas fitas: Super Mario 2 e 3. Não precisa de mais nada. Perdi as contas das tardes perdidas em frente aqueles desfiladeiros virtuais. Nunca me enjoava das aventuras. Quer dizer: eu achei que nunca me enjoaria. Depois de um tempo de fracassos contínuos em certas fases, fui me frustrando e deixei de lado o velho controle de apenas dois botões de comando. Além do mais, já tinha surgido na praça o Super Nintendo, um novo videogame de 16 bits que vinha com a promessa de ser muito mais rápido e muito mais divertido que o meu velho console.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Anos mais tarde, depois de ter experimentado os extremos da tecnologia de entretenimento virtual, me deparei com uma revelação que quase me fez ter um infarto de alegria. Descobri um site que dá para o internauta a oportunidade de matar as saudades do velho console de 8 bits. Trata-se do &lt;a href="http://nintendo8.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nintendo8.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, site que permite jogar todos (eu acho) os títulos criados para o velho videogame. Está tudo lá: Mário, Zelda, Tartarugas Ninja, Batmam, CastleVania... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passei uma tarde das mais felizes matando as saudades. Mesmo tendo a disposição o Playstation 2 do meu primo aqui em casa, é difícil esconder a fascinação que aqueles joguinhos despertam na gente. É tudo tão simples, mas ao mesmo tempo tão magnético... difícil explicar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para quem compartilhou de minhas experiências fica a dica. Já para quem nem ao menos sonhou que isso já existiu, vale a pena dar uma xeretada no site, nem que seja só pra sacanear a velha trupe de gamers.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Falando em velha trupe, agora é que parei pra pensar: poxa vida... como eu estou velho. E pensar que eu já joguei no Nintendinho 8 bits original! Caramba... defintivamente, o tempo passa!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiwIE8aWSXI/AAAAAAAAAC8/mOvfxzquAHo/s1600-h/nintendinho+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiwIE8aWSXI/AAAAAAAAAC8/mOvfxzquAHo/s320/nintendinho+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056425362659363186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Nintendo de 8 bits: de top de linha da tecnologia à artefato de museu. Saudades velho companheiro...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-4270730891168370364?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4270730891168370364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/4270730891168370364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/8-bits-o-retorno.html' title='8 Bits, o retorno'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiwIE8aWSXI/AAAAAAAAAC8/mOvfxzquAHo/s72-c/nintendinho+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-296397492809781446</id><published>2007-04-15T17:49:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:41:46.291-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>O beijo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiKSYvTohbI/AAAAAAAAACc/6a6jXK27_PE/s1600-h/beijo+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiKSYvTohbI/AAAAAAAAACc/6a6jXK27_PE/s320/beijo+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053762685576447410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aconteceu na última sexta-feira:    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Amor?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Diga...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hoje é o dia do beijo sabia?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah é?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É sim...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que legal...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amor?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você já tinha beijado muitas mulheres antes de me beijar?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... sei lá! Depende do que você chama de muito... mas acho que nem vale a pena tocar nesse assunto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah não... pode falar! Eu to curiosa... prometo que não vou me irritar!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Promete mesmo? Sabe como é que é... pode rolar um ciuminho básico, sabe?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Imagina... eu sou uma adulta Arnaldo. Adulta emancipada! Não vou ficar com ciúme nenhum, prometo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ok... se você ta dizendo... o que quer saber?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sei lá... me fale como foram seus primeiros beijos... quais os melhores! A gente é casado a quase 10 anos e nunca conversamos sobre isso!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... meu primeiro beijo foi com uns seis anos e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Seis anos??&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim, seis!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como você foi precoce... como é que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Foi bom! Com uma prima... a Cidinha sabe?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-O que? A Cida? A Cidinha puritana?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim, porque?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porra... ela chegou a virar freira depois, né Arnaldo?! Você não tem vergonha?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei... a gente tinha seis anos, lembra?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso não muda nada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como não? Ouviu o que eu disse? Foi antes dela sequer pensar em virar freira... inclusive ela desvirou depois!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como você foi canalha! Justo com ela! Bem com ela que eu nunca simpatizei! Não esperava isso de você...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pelo amor de Deus Alice... pára com isso! Sem drama!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Garanto que não ficaram só no beijo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-A gente tinha seis anos, porra!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não grita comigo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então não surta... a gente era criança, não sabia direito nem o que tava fazendo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ela não devia saber mesmo, isso eu garanto, mas você devia saber muito bem! Eu te conheço!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não sabia nem amarrar o cordão do tênis direito... &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é... mas você aprendeu na prática, né? Assim como deve ter aprendido um monte de coisas com ela!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não seja burra!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Burra Arnaldo? Você fala na minha cara que beijou sua prima que foi freira, e não quer que eu reaja?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Escuta, você é doida ou o que? A gente tinha seis anos, foi o meu primeiro beijo... meu não, nosso!! Não teve malícia nenhuma, a gente tava só se conhecendo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Engraçado... no meu tempo, quando eu ia conhecer um primo, um “oi, tudo bem? Você gosta do que?”, já bastava!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não acredito que isso ta acontecendo...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quem não acredita sou eu... estive casada por todos esses anos com um homem que eu mal conhecia!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não foi você que perguntou qual tinha sido meu primeiro beijo? Insistiu na resposta, aliás! Pois é: eu só respondi!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É, acho que sou burra mesmo. Se tivesse te perguntado isso antes, talvez nunca tivesse ficado com você!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah, é assim então? Quer dizer que tudo o que a gente construiu em todos os esses anos de namoro e casamento não serviu de nada? Nossa casa, nossos filhos, nossa vida feliz não valeu de nada?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Arnaldo... você beijou sua prima feira! Como é que você quer que eu me sinta?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Alice... eu tinha seis anos, ela também! Foi o nosso primeiro beijo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas puxa... justo com a Cida?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É né, fazer o que? Aconteceu!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Se fosse com outra menina eu até entenderia... mas nunca fui com a cara da Cida! É difícil pra mim assimilar isso, entende?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mais ou menos... mas se te serve de consolo, aquela foi a única vez que eu beijei ela! Depois disso nunca mais! E foi beijo de boca fechada e tudo...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... isso não muda nada, né espertão?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Muda sim... claro que muda! Quer beijo mais bobo que beijo de boca fechada?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ela era freira Arnaldo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ela virou freira depois Alice! Puta que pariu!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não fala assim comigo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ta... desculpe! Eu acho que você está exagerando mas vou respeitar sua opinião! Eu errei, e vou entender se ficar brava comigo por uns dias! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nem vem com esse papo... nossa relação está seriamente abalada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso já ta me enchendo o saco!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei, peraí... qual foi a segunda pessoa que você beijou, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... e você acha que eu vou te contar? Se você já surtou quando eu falei da Cidinha, imagine se eu te falar qual foi a outra!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Porque? Ta preocupado com o que? Sabe que ta devendo, né? Quem não deve, não teme! Vai contar sim, e vai contar agora!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vou nada...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah vai!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pra que? Pra você dizer que eu sou um canalha? Pra me acusar de ser um tarado mirim?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ela, essa segunda, é ou já foi uma freira?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então você não tem com o que se preocupar! Vai, conta... preciso saber o nível das suas escolhidas!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem certeza que quer saber? Não vai surtar agora?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tenho sim... fique tranqüilo... nada pode ser pior que a Cida!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então ta... meu segundo beijo foi quando eu tinha uns 8 anos, numa tal de Rafaela!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Rafaela? Esse nome não me é estranho...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim... sabe a Rafa?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quem? A Rafa? A “Rafinha &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;boca de vulcão”?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu não acredito! Como é que você pôde??&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu tinha oito anos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E com a Cidinha você tinha seis... garanto que com 10 você já freqüentava bordeis!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sabia que isso ia dar em merda... tinha certeza! Porque é que fui falar?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha Arnaldo: eu não esperava isso de você, sabia? A Rafinha era a maior galinha da região e você ficou com ela! Isso é inadmissível!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim “ficar”? Deve ter sido o primeiro beijo dela! A gente era criança, mal sabia o que estava fazendo... se eu tivesse uns 15 anos, daí tudo bem! Estaria cheio de más intenções, mas eu era um pirralho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hunf...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Além do mais, você disse que beijar a Cidinha era o que poderia existir de pior! Com a Rafa então você nem deveria ficar tão chateada...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah, me poupe! Foi tão ruim quanto... até pior se bobear! E pensar que eu ainda te dei mole!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Quer saber? Vamos esquecer desse assunto?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não sei... eu estou muito chateada!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vamos sim... isso é ridículo! A gente se ama e é isso que importa! Quem eu beijei ou deixei de beijar ou quem você beijou, pouco me importa! O que importa é que estamos juntos agora, e nos amamos, certo?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É... acho que sim! Mas isso me magoou sabe?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não era minha intenção! Além do mais, foi você que pediu para que eu contasse! Esse tipo de assunto a gente não comenta, né? Tudo pra evitar esse tipo de situação!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É...  pensando bem, acho que você tem razão!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então? Estou perdoado?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ta... tudo bem! Prometo que não toco mais nesse assunto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que bom...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Estou mais aliviada!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei... já que fizemos as pazes, o que acha de darmos um beijo daqueles bem grandes pra selar nossa harmonia! E de quebra comemoramos o dia do beijo!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hehehe... ok!!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Nossa amor... de todas as que eu já beijei você foi a melhor sabia?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Aiiii... que fofo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-É verdade! Você é o grande amor da minha vida e nada nem ninguém vai mudar isso!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como você é romântico! Sabe... é recíproco! Desde o dia em que eu conheci o amor, quando dei meu primeiro beijo em um dos meus colegas de sala, o Paulinho, nunca mais encontrei alguém que me fez tão feliz quanto você e...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ei... Peraí! Paulinho? Qual Paulinho?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Um Paulinho... você nem deve conhecer ele!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu tinha um amigo que se chamava Paulo, vulgo Paulinho... o apelido dele entre a gente era Zorba!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ah... então não deve ser o mesmo! O nome completo dele era Paulo More...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Paulo Moreira Neto... era ele, o Zorba! Alice... você beijou o Zorba! Como é que você pôde?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu nem sabia que vocês se conheciam... eu nem te conhecia! Como é que eu ia saber?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Podia ser qualquer um Alice, menos o Zorba!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Mas amor... &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Sem essa de amor! Você não pensou em amor quando ficou com o Zorba!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Eu tinha 13 anos e nem te conhecia ainda!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E você acha que isso muda alguma coisa?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se serve de consolo, no fim tudo acabou bem. Não sem antes ambos acertarem um acordo mútuo de não proliferação de memórias românticas juvenis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A paz finalmente voltou à reinar... não sem uma pontinha de desconfiança de ambas as partes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O amor definitivamente é algo estranho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-296397492809781446?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/296397492809781446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/296397492809781446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/o-beijo.html' title='O beijo'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiKSYvTohbI/AAAAAAAAACc/6a6jXK27_PE/s72-c/beijo+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-3100974078570514384</id><published>2007-04-15T14:35:00.000-03:00</published><updated>2007-04-15T18:30:39.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geral'/><title type='text'>Década blogueira</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;Já passou, mas vale a pena repercutir o assunto: dia 1º de abril foi comemorado aquele que é considerado o aniversário de 10 anos do primeiro blog já feito. Não é mentira não... podem acreditar. Lá, no primeiro dia do quarto mês de 1997 um cara chamado Dave Winer colocou na web o &lt;a href="http://www.scripting.com/"&gt;Scripting News&lt;/a&gt;, o precursor de muitos outros sites do mesmo gênero que, segundo estimativas, já passam dos 70 milhões em toda a rede mundial de computadores, entre os quais o meu.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem diria, hein?O que surgiu com a simples função de diário virtual, hoje em dia é tratado como um meio eficiente de difundir informações e idéias ao redor do mundo. Os jornalistas que o digam: atualmente, qualquer bom site de jornalismo on-line tem uma sessão exclusiva para blogs de jornalistas e figuras importantes que escrevem repercutindo as principais notícias, ou simplesmente jogando conversa fora com os leitores. Mais do que isso: podemos encontrar informações de utilidade e inutilidade pública, notícias, críticas de filmes e livros, entre outras maravilhas independentes. Tem gente que simplesmente ganha a vida escrevendo pra isso, arrecadando grana com os links patrocinados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E pensar que no começo, quase todo blog se resumia a um amontoado de baboseiras escritas por garotas riquinhas que queriam “ter seu cantinho” na web. Quando soube da existência disso, jurei a mim mesmo que nunca teria um. Quebrei a cara. Felizmente alguém teve a brilhante idéia de usar essa idéia em favor do bom senso, e hoje em dia é tarefa difícil encontrar alguém que escreva com o simples intuito de aparecer pros amiguinhos. Peraí... será que eu não sou um desses tipos?? Não... acho que não!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, escrevo para parabenizar meus colegas de web. Em tempos onde a tecnologia mostra tantas vertentes possíveis, ter um blog é uma forma interessante de se sentir no caminho certo do advento da informação, nem que seja só pra escrever porcarias sem nenhum conteúdo relevante como é o meu caso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Viva nóis...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.scripting.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiKZC_TohdI/AAAAAAAAACs/AsOYhWf2aOA/s320/script+news+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053770008495687122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Scripting News, nosso "pai": o primeiro representante da blogsfera.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-3100974078570514384?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3100974078570514384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/3100974078570514384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/dcada-blogueira.html' title='Década blogueira'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RiKZC_TohdI/AAAAAAAAACs/AsOYhWf2aOA/s72-c/script+news+2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-80907407309534293</id><published>2007-04-06T22:40:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T22:56:40.616-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deu no jornal'/><title type='text'>Cheirou, ta cheirado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Rhb5i5kpKgI/AAAAAAAAACU/rSueSIsDv-A/s1600-h/blog+richards.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Rhb5i5kpKgI/AAAAAAAAACU/rSueSIsDv-A/s320/blog+richards.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050498410107972098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E não é que meu blog me surpreende a cada dia? Na mesma semana em que fiz uma &lt;a href="http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/da-web-para-o-mundo.html"&gt;postagem&lt;/a&gt; elogiando uma banda inglesa da nova geração, os Artic Monkeys, Keith Richards, o lendário guitarrista dos Rolling Stones, concedeu uma entrevista onde entre dezenas de declarações bizarras, afirmou seu repúdio aos novos “rockeiros” de seu pais: "Todo mundo é um lixo” teria dito. Das duas uma: ou ele andou lendo meu blog, numa prova inexorável do prestígio meteórico alcançado por esse espaço em pouco mais de dois meses de existência, ou tudo não passou de uma daquelas coincidências convenientes que acontecem de vez em quando. É obvio que a primeira hipótese é muito mais provável. Sinal de que além de um escritor cretino, estou me tornando uma nova referência crítica do cenário musical.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Piadas à parte, o fato é que nem todo mundo tem paciência pra ouvir o rock inglês. Tem gente que fala que depois dos Beatles e dos Rolling Stones, tudo o que surgiu na terra da rainha não passou de nostalgia barata, uma tentativa frustrada de captar fragmentos do brilhantismo incontestável dessas duas grandes bandas. Pura maldade. O fato é que entre erros e acertos, tem muita coisa boa vinda da cena rock desse país.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Richards citou especificamente três bandas: Libertines, Arctic Monkeys e Bloc Party, três dos grupos musicais mais elogiados ao redor do mundo nos últimos anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que a declaração não surpreende. O guitarrista é um fóssil vivo, no bom sentido. Para quem viveu uma época áurea do rock, e inclusive serviu de influência para tudo que surgiu depois no cenário musical local, era de se esperar uma certa rejeição ao novo. Para ele, provavelmente, tudo parece ser pobre demais, superficial demais. Os mais “românticos” costumam dizer que o rock perdeu intensidade, força e espírito revolucionário, o que de certa forma soa como verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Será que ele está certo? Difícil dizer. Gosto não se discute. Sou daqueles que defendem com unhas e dentes a teoria de que vale a pena valorizar e garimpar as rádios por aí à procura de novas esperanças. Para mim o rock ainda não morreu. Não até que me provem o contrário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em tempo: para quem não conhece, vale a pena conferir um pouco da história de Keith Richards. O cara é simplesmente uma das figuras mais emblemáticas que o rock n’roll já produziu. Brilhante como músico, criou tantos riffs de guitarra que é considerado um dos maiores “inventores” da história de tal recurso musical. Além disso, é um (anti) herói da resistência. Consumidor assumido e assíduo de drogas, até hoje ninguém entende como é que ele permanece vivo depois de tantas overdoses. Reza lenda que no início da década de 70 ele se submeteu a uma troca completa do sangue do seu corpo para sobreviver aos seus abusos com os narcóticos. Verdade ou não, imagino que ele é um exemplo terrível para os pais protetores desse mundo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então é isso meu filho! Que bom que tivemos essa conversa. Nunca se esqueça disso, viu? As drogas matam... matam em pouco tempo, portanto cuide-se e afaste-se delas!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ta pai... mas e o Keith Richards? Pelo que você falou ele já devia estar morto!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Bem... éeee... opa, olha só a hora filho! To atrasado, viu? Outro dia a gente conversa mais sobre isso! Tchau!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E pra completar o lado folclórico do guitarrista, essa semana ele saiu como destaque na imprensa do mundo todo depois de ter afirmando numa entrevista que tinha cheirado as cinzas do próprio pai misturadas com cocaína. Pouco tempo depois, sua assessoria veio à público afirmar que tudo não tinha passado de uma brincadeira. Verdade ou não, o fato é que o lendário músico somou mais uma boa história ao seu hall de causos bizarros. Se o cara falou, ta falado. No caso dele: cheirou, ta cheirado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um bom conselho é conferir essa &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL18138-7085,00.html"&gt;matéria&lt;/a&gt; publicada no &lt;a href="http://g1.globo.com/"&gt;G1&lt;/a&gt; com os melhores momentos da entrevista que ele concedeu recentemente a uma revista britânica. Lá está a polêmica das bandas, o caso das cinzas (a matéria específica sobre o caso pode ser conferida clicando &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL17762-7085,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e outras inutilidades interessantes a respeito do cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passem por lá e aproveitem a “viagem”... no bom sentido, é claro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-80907407309534293?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/80907407309534293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/80907407309534293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/cheirou-ta-cheirado.html' title='Cheirou, ta cheirado'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/Rhb5i5kpKgI/AAAAAAAAACU/rSueSIsDv-A/s72-c/blog+richards.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-7624483378639130320</id><published>2007-04-01T23:08:00.000-03:00</published><updated>2007-10-09T21:29:08.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Da web para o mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RhBqgGeGq1I/AAAAAAAAACE/2Qh4qQVrTo0/s1600-h/arctic+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RhBqgGeGq1I/AAAAAAAAACE/2Qh4qQVrTo0/s320/arctic+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048652282007563090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pergunta: Onde estão as novidades do cenário rock atual? Resposta: bem escondidas!&lt;p class="MsoNormal"&gt; Mas calma. Esse é um problema passível de solução. Não há nada que um pouquinho de paciência e boa vontade musical não resolvam. A boa nova veio da Inglaterra, e atende pelo nome de Arctic Monkeys. Banda que virou um verdadeiro fenômeno mundial explorando uma ferramenta que você deve conhecer: a Internet.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; A história é a seguinte: em 2003 os integrantes do grupo fizeram seu primeiro CD demo que foi distribuído para os seus fãs da época. Esses por sua vez, disponibilizaram as canções na web. Uma vez lá, as músicas sofreram o famoso “milagre da multiplicação de conteúdo na Internet”, e em pouco tempo seu trabalho já era conhecido no mundo inteiro. Detalhe: ninguém do grupo sabia disso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Não demorou muito, e as grandes gravadoras os descobriram. Com o contrato assinado, era chegada a hora do Arctic Monkeys explodir. Ano passado, o primeiro CD da banda chamado “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not” foi lançado, alcançando um sucesso surpreendente. Confirmação definitiva do talento desses ingleses.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Particularmente eles me agradam muito. Suas músicas são originais, gostosas, soam bem aos ouvidos. O jeitão moleque de tocar, e a cara dos integrantes de quem ainda mal saiu da puberdade também chamam a atenção. O CD é daqueles em que você ouve da primeira à última faixa com satisfação. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Só não se deixe assustar pelo nome gigantesco das canções (“I Bet You Look Good On The Dancefloor”, “Perhaps Vampires Is A Bit Strong But...” e “You Probably Couldn't See For The Lights But You Were Staring Straight At Me” são exemplos de seu talento discursivo). &lt;/span&gt;A maioria das músicas é curta, e vai direto ao ponto. Aliás, monotonia é tudo o que não existe no som desses caras. Uma dose bem vinda de frescor num mundo musical cada vez mais dominado pela mesmice.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Para quem possivelmente se interessar, aí vai um pequeno guia sobre a banda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.arcticmonkeys.com/"&gt;Site oficial&lt;/a&gt; (em inglês... porque será, hein?).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Artigo “wikipediano” explicando a origem e a história do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Artic_Monkeys"&gt;Arctic Monkeys&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Clipe ao vivo da música “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z3xi8j2P5uA"&gt;I Bet You Look Good On The Dance Floor&lt;/a&gt;” (minha favorita).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M-NG13GDQiQ"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/M-NG13GDQiQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Clipe da música “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SazZ4mvfn6s"&gt;Leave Before the Lights Come on&lt;/a&gt;” (clipe fantástico. Simples, divertido e bonito).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Knx9zcZ-amI"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Knx9zcZ-amI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SazZ4mvfn6s"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SazZ4mvfn6s" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Pois é: em tempos onde a existência do rock é questionada, nada melhor do que ter provas concretas de que ele ainda está vivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É aumentar o volume e se divertir.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2477838681549681936-7624483378639130320?l=eunaoseifazerpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7624483378639130320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2477838681549681936/posts/default/7624483378639130320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eunaoseifazerpoesia.blogspot.com/2007/04/da-web-para-o-mundo.html' title='Da web para o mundo'/><author><name>Zé Luiz Sykacz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-MKUp2hFCbqo/TqlN6MktaxI/AAAAAAAAAm0/DORJuffm36w/s220/ze%2Bcara%2Bblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wv-iB-3LqHw/RhBqgGeGq1I/AAAAAAAAACE/2Qh4qQVrTo0/s72-c/arctic+blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2477838681549681936.post-8137331375287481098</id><published>2007-03-24T22:01:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T10:36:36.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras'/><title type='text'>Micróbios</title><content type='html'>Existem milhões de motivos capazes de por fim a um relacionamento. Alguns grandes, outros nem tanto. E ainda existe a categoria dos motivos microscópicos:  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Amor?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ann?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Você não vai tomar seu refrigerante nesse canudinho, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vou... Acho que vou sim. Por que?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como "por que"? E não é óbvio? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Isso daí tá cheio de micróbios seu louco!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Micróbios, bactérias... Bichinhos microscópicos que fazem mal à saúde! Alguns são até capazes de matar! Fugiu da aula de ciência na escola, foi?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Hehehehe... Você tá de piada, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha bem pra minha cara! Acha realmente que eu estou brincado? Pare e pense um pouco. Imagine a quantidade de pessoas que passaram a mão nesse negócio. Agora tente pensar na quantidade de sujeira que podia ter na mão daquelas pessoas. Isso é um perigo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ahhhh... Me poupe, né!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não toma isso não... Seu porco!!!! Eu falei que não era pra você ter tomado! Que coisa nojenta!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pelo amor de Deus! Não vai me dizer que você vai ficar fazendo drama por causa de um canudinho!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Vou sim! É claro que vou! Um canudinho que pode custar sua vida!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Larga mão de ser exagerada!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Cínico!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não fala assim comigo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Falo sim! E falo mais alto ainda se você quiser!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Ó o escândalo! Para com isso...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Que tipo de pessoa é você, hein? Eu achava que te conhecia!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é... Eu também! Acabei de descobrir que to namorando uma paranóica!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Paranóica? É esse o juízo que faz de mim? Escuta aqui senhor "sabe tudo"... Sabe quantas pessoas morrem por ano, ou melhor, sabe quantas pessoas morrem por dia em função de doenças causadas pela ação de microrganismos nocivos?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Não, não sei!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é... São milhares de pessoas! Ouviu bem? Milhares! E isso todos os dias!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Olha... Eu juro que eu não queria te magoar, tá bom? Mas pelo amor de Deus, vamos racionalizar um pouco: a gente está falando de canudinhos de uma lanchonete!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Então me responda uma coisa: me diga quem foram as pessoas que passaram a mão nesses canudinhos... Hein, vamos, me diga!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-E qual a relevância disso afinal de contas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;-Tem total relevância! Você tem noção que uma das p
